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ABSURDO

In friends&artists, life2009, personal ... trainee on July 28, 2009 at 12:54 am

única divindade da razão: o acaso

“Somos obrigados às mesmas precauções que o domador:

Se ele tem a infelicidade

[antes de entrar na jaula]

de auto-cortar-se com a navalha

Que banquete para as feras!”

La Chute — Camus, aos 42-43 anos de idade

…………………………..

recebi um email há algumas semanas com este exato subject. na linha que se seguia visualizava-se: (Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, fragmento 23) abri o email [msm sem conhecer o remetente, mas este não caíra no spam-‘malha fina’ del gran google & filters…]

Tornarmo-nos esfinges,

ainda que falsas,

até chegarmos ao ponto

de já não sabermos quem somos.

Porque,

de resto,

nós o que somos é

esfinges falsas

e não sabemos o que somos realmente.

O único modo de estarmos de acordo com a vida

é estarmos em desacordo com nós próprios.

O absurdo é o divino.

Estabelecer teorias, pensando-as paciente e honestamente,

só para depois agirmos contra elas – agirmos e justificar as nossas ações com teorias que as condenam.

Talhar um caminho na vida,

e em seguida agir contrariamente a seguir por esse caminho.

Ter todos os gestos e todas as atitudes

de qualquer coisa que nem somos,

nem pretendemos ser,

nem pretendemos ser tomados como sendo.

Comprar livros para não os ler; ir a concertos nem para ouvir a música nem para ver quem lá está; dar longos passeios por estar farto de andar e ir passar dias no campo só porque o campo nos aborrece.

coincidentemente chegou a mim tal email exatamente um dia após a publicação deste post: Liberdade é fazer o que se quer e querer o que se fez

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LIBERDADE É FAZER O QUE SE QUER E QUERER O QUE SE FEZ

In academic bursary, life2009 on July 14, 2009 at 10:20 pm

Abril deste ano foi um mês-espiral pra mim.

Enquanto alguns rapazes [ao redor dos 20 anos de idade] pichavam — livres e radicais — os muros da cidade com uma frase que, aos aficcionados por cinema, parecia oriunda do cinema marginal da década de 70, a cidade sintonizava-se, pelo menos a quem a recebia e percebia: falávamos todos de amor, de amar. Com um fascínio louco por sair gritando isto por aí, que obrigassem a tds a  escutá-los, a nos escutar!!!

A verdade é que eu não sei se eu vi ou se me falaram. Ou se primeiro eu vi e dps me falaram ou vice-versa… mas, virou uma certa memória comum tbm aqui no espaçø públicø de mentes coletivas:

O amor é importante, porra! [28deMarçode2009]

——– ——— ——– poesia em rede:

[25 min. a pé de casa, num caminhar tranquilo]

… esta cidade eh d poucos caminhares assim: tranquilos, qto mais curtos…

ou seria

… esta cidade eh d poucos caminhares assim: tranquilos… qto mais, curtos…

?

[e lá, a terra dos antropoemicos e antropofagicos cidadaos civilizados!]

OUTRARSE :: AMAR ALGUÉM

In personal ... trainee, therefore i am, thinking: i purchase on May 7, 2009 at 3:51 pm

“O que quer dizer amar alguem?

Eh sempre apreende-la numa massa,

extrai-la de um grupo, mesmo restrito, do qual ela participa …;

e depois buscar suas proprias matilhas,

as multiplicidades que ela encerra

e que sao talvez uma natureza completamente diversa [da sua, da minha].

Liga-las aas minhas,

faze-las penetrar nas minhas

e eu penetrar nas dela.

… Nao existe amor que nao seja

um exercicio de despersonalizacao sobre um corpo sem orgaos a ser formado;

e eh no ponto mais elevado desta despersonalizacao

que alguem pode ser nomeado[a]

… adquire a discernibilidade mais intensa

na apreensao instantanea dos multiplos que lhe pertencem

e aos quais ela pertence.”

Deleuze & Guatari

[1980: Capitalismo e Esquizofrenia]