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Archive for the ‘thinking: i purchase’ Category

o que conta é a novidade do próprio regime de enunciação

In A Little About My Master Degree, academic bursary on November 25, 2009 at 12:33 am

Todo o dispositivo
se define, pois, pelo que detém em novidade e criatividade, o qual marca,
ao mesmo tempo, sua capacidade de se transformar ou se fissurar em
proveito de um dispositivo do futuro.


Pertencemos a certos dispositivos e neles agimos. A novidade de um
dispositivo em relação aos anteriores é o que chamamos sua atualidade,
nossa atualidade. O novo é o atual. O atual não é o que somos, mas aquilo
em que vamos nos tornando, o que chegamos a ser, quer dizer, o outro,
nossa diferente evolução. É necessário distinguir, em todo o dispositivo, o
que somos (o que não seremos mais), e aquilo que somos em devir: a
parte da história e a parte do atual. A história é o arquivo, é a configuração
do que somos e deixamos de ser, enquanto o atual é o esboço daquilo em
que vamos nos tornando. Sendo que a história e o arquivo são o que nos
separa ainda de nós próprios, e o atual é esse outro com o qual já
coincidimos.

Devemos separar em todo dispositivo as linhas do passado recente e as linhas do futuro
próximo; a parte do arquivo e a do atual, a parte da história e a do devir, a
parte da analítica e a do diagnóstico. …
Não se trata de predizer, mas estar atento ao desconhecido que
bate à nossa porta.

rompe o fio das teleologias transcendentais e aí onde
o pensamento antropológico interrogava o ser do
homem ou sua subjetividade, faz com que o outro e o
externo se manifestem com evidência. …
estabelece que somos diferença, que nossa razão é a
diferença dos discursos, nossa história a diferença
dos tempos, nosso eu a diferença das máscaras.

Se Foucault deu tanta importância às suas [performances públicas] até o fim
da vida, em França e mais ainda no estrangeiro, não foi pelo gosto da
entrevista, mas porque as linhas de atualização que traçava exigiam um
outro modo de expressão diferente daquele próprio dos grandes livros. As
[aparições] são [espécies de] diagnósticos.

#Deleuze + #Foucault

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É minha forma de “outrar” >> Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética?

In therefore i am, thinking: i purchase on September 21, 2009 at 7:29 pm

“… esse estar diante do outro ou na presença do outro implica necessariamente a questão ética;

interroga-se nesta comunicação se, além de fórmula poética, o outrar-se se propõe também [a] uma reflexão ética.”

RT: interessante resumo do artigo Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética? de José Ney Costa Gomes :: 1a pagina Google Search Engine, quaro item scoling down* ha cerca de 15 minutos. TAGs É minha forma de “outrar” [frase via Dashboard at 2nd Top Searchs]

_____________

*Copy&Paste:

Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim – WOOK
… Literatura > Outras Formas Literárias > Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim …. Outras Formas Literárias · Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes …
http://www.wook.pt/ficha/outrar-se-ou-a…/82423 – Em cache – Similares
#
tornar-se outro [Outrar-se vs. Antropofagia e Antropoemia …
com acréscimos de multiplicidades [formas de estar no mundo]. *no Outrar-se há sempre um deslumbramento com o novo — podendo este novo [o outro] ser ‘o …
surveillanceme.wordpress.com/…/tornar-se-outro-outrar-se-vs-antropofagia-e-antropoemia/ – Em cache – Similares
#
“outrar”, no verbo de Fernando Pessoa « spectacle+surveillance …
É minha forma de “outrar”, no verbo de Fernando Pessoa. Por isso, adoro esta passagem de Brecht: “eu pensava dentro de outras cabeças; …
surveillanceme.wordpress.com/…/“outrar”-no-verbo-de-fernando-pessoa/ – Em cache – Similares
Exibir mais resultados de surveillanceme.wordpress.com
# [PDF]
1 Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética …
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat – Visualizar
analisam-se trechos vários em que o tema é posto de forma mais explícita. Introdução. Inicio minha comunicação fazendo uma pergunta complexa: a fórmula …
http://www.abralic.org.br/enc2007/anais/52/1521.pdf – Similares

metropole+TV #01

In A Little About My Research Project, therefore i am, thinking: i purchase on September 21, 2009 at 12:11 am

“…a vida em sociedades urbanizadas é capaz de gerar conseqüências psicológicas nos indivíduos que dividem o espaço das cidades. E, para defender-se dessas conseqüências na maioria das vezes nefastas, os cidadãos metropolitanos são levados a adotar uma série de comportamentos como contatos superficiais (evitando assim o excesso de estímulos nervosos), intelectualização do “self”, e até mesmo o que o autor chama de atitude blasé.

  • o de espaço urbano (como o espaço onde as relações se dão através do comércio, ou seja, da circulação de moeda);
  • a relação dicotômica entre a dependência gerada pela divisão social do trabalho e a autonomia conquistada nos espaços urbanos;
  • a idéia de indivíduo multifacetário que possui liberdade para vivenciar diferentes aspectos de sua identidade;
  • comportamento mental urbano que seria caracterizado pelo distanciamento das relações afetivas,
  • a instauração de relações primordialmente mecânicas direcionadas a determinados fins e feitas através da moeda;
  • intelectualização que seria exatamente esse afastamento do indivíduo do excesso de relações e estímulos afetivos numa grande sociedade;

Partindo do mesmo lugar de onde Weber inicia sua análise da formação do espaço urbano, Simmel também vê a cidade como um local de mercado em essência.

postula-se que os indivíduos metropolitanos adotam certa ‘vida mental’ para que possam continuar a viver nessa sociedade, isso incluiria um distanciamento das relações afetivas.

[grifos meus]

O espaço urbano seria, portanto, um espaço dicotômico, pois, criaria cada vez mais relações de dependência através da divisão social do trabalho, porém essas relações seriam suprimidas e ao invés de relações pessoais de dependência, os indivíduos teriam relações mediadas por algo neutro: papel desempenhado pela moeda nessa economia. …  Ao mesmo tempo, a esfera da autonomia seria desenvolvida cada vez mais, pois haveria maior liberdade aos indivíduos e menor coerção típicas de pequenos grupos sociais, essa liberdade permitiria o surgimento de indivíduos multifacetários capazes de expressar os mais diferentes aspectos de sua identidade. … indivíduos ‘nativos’ das sociedades urbanas modernas.

[grifos meus]

desde a era pós-Revolução Industrial até os dias atuais, ou seja, no contexto de globalização. [dec80/90?]

…”

resumos onlines >> SIMMEL, G. A Metrópole e a Vida Mental

“…

Esses ‘fiapos’ de liberdade de escolha e de ação constituem,  entretanto, aquilo que permite que a impessoalidade, a desintegração etc. de que falam Simmel, Wirth, Redfield, e outros, não possam ser entendidas como generalizadas e sem resposta. Porque os grupos sociais surgidos da divisão social do trabalho e da heterogeneidade cultural tendem a articular suas experiências comuns em torno de certos valores, tradicionais ou não. Assim, se o habitante da cidade … que determina em que instâncias e espaços apresentará a sua ‘identidade’, ele utilizará os vários conjuntos de símbolos em suas interações e opções cotidianas, tecendo, com os ‘fiapos’ de liberdade de escolha, de modo criativo, novas redes sociais, interpretando, reinterpretando, rearticulando e selecionando aqueles que melhor se encaixam em sua visão de mundo. E assim a cidade se torna uma cidade boa para se viver.

[grifos meus]

A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais ‘afetivas’, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.

[grifos meus]

O encontro do ‘outro’, organizado em grupos que visam a esse fim (em clubes, associações, bares, turmas de paquera, times de futebol, terreiros, igrejas, movimentos de minorias, movimentos reivindicatórios, …) representa a tentativa de resposta e remédio para o sentimento de solidão urbana e permite o uso da criatividade na elaboração de códigos e regras, como que ‘recriando’ a sociedade.

Muitos grupos se organizam mesmo como se fossem seitas e parecem ter, como primeira função, dar uma identidade e assegurar uma inserção …, ampliando a rede de troca e sociabilidade e enriquecendo a experiência pessoal. Todos esses fenômenos são experiências de reconstrução de relações sociais diretas e personalizadas.

[grifos meus]

Rita Amaral (O Homem Urbano, 1992: 36-37)

Simmel [via Abruzesse]: relacao com Sennet… […] TV, CIDADE, REDES e VISIBILIDADE, ESPAZOS PUBLICOS

TAGs >> simmel | metropole

A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais “afetivas”, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.

hipertexto

In therefore i am, thinking: i purchase on September 11, 2009 at 6:18 am

hj assisti[mos] “Alice in the City” [1973], Polaroid sx70

II – O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender …
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar …
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

por Alberto Caeiro [Fernando Pessoa]

[Já] Álvaro de campos é a faceta pessoana do futurismo, do desvairismo, do cosmopolitismo pós-moderno, do culto ao progresso, dos sentidos múltiplos e infinitos, das sensações imperfeitas que refletem uma época de grandes avanços tecnológicos e de grandes fracassos sociais e morais, como as duas grandes guerras mundiais que devastaram o espírito da paz entre os povos e seus ideais de igualdade, liberdade e fraternidade.

MARGINÁLIA: Seja Marginal, Seja Herói

In A Little About My Master Degree, the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on August 26, 2009 at 2:11 am

Em 12 dezembro de 1968, a jornalista e fotógrafa Marisa Alvarez Lima publica na revista O Cruzeiro o artigo “Marginália – arte e cultura na idade da pedrada” e divulga publicamente os primeiros nomes e trabalhos ligados ao tema da cultura marginal.

[O Ato Institucional Nº 5, ou simplesmente AI 5, entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968]

Através de uma relação criativa entre a arte brasileira e o cotidiano social das grandes cidades, a marginália passa a incorporar em seus trabalhos uma série de elementos e representações da violência diária.

Seu intuito era propor uma crítica aos conservadorismos da sociedade. Fruto direto do avanço da contracultura no Brasil, muitas vezes a cultura marginal 
é associada à idéia do desbunde ou da curtição, termos relacionados 
a uma parcela da juventude brasileira desse período.

[desbunde e curtição :: HOT & COOL … mcluhan e as gírias/ dialetos :: línguas-sociedade-linguagem]

Como obras de destaque relacionados à marginália, encontram-se os filmes:

  • “Câncer” de Glauber Rocha (1968),
  • “A Margem” de Ozualdo Candeias (1967) e
  • “O Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla (1968)

livros:

  • Me segura que eu vou dar um troço de Waly Salomão (1972) e
  • Urubu-Rei de Gramiro de Mattos (1972)

textos de Hélio Oiticica, de Rogério Duarte, de Décio Pignatari e dos irmãos Campos, publicados em jornais alternativos como Flor Do Mal, Presença e O Verbo Encantado (todos de 1972), além das colunas publicadas por Torquato Neto no jornal Última Hora, com o título emblemático de “Geléia Geral” e o almanaque 
de exemplar único Navilouca (1973).

Após uma intensa produção no cinema, na imprensa, na música popular e na literatura, esse grupo se desfaz aos poucos na busca de caminhos individuais de trabalho e tem seu término “oficial” no suicídio de Torquato Neto em novembro de 1972.

“Seja Marginal, Seja Herói”, Hélio Oiticica

[jovens — a nova geração — se inspiram nas pesadas décadas do AI-5 para criarem arte tecnológica nos dias atuais e despontam junto aa midiaticos curadores. enfim o futuro existe… existe ou ‘simplesmente’ se repete?… HOT vs. COOL vs. HYPE vs. ….?]

Digital Ethnography and the participant observation

In A Little About My Master Degree, academic bursary on August 5, 2009 at 2:23 am

The Wesch Ethnography Working Group:

grupo-etnografico---michaelthe video-lecture “An anthropological introduction to YouTube” [June 23rd 2008] was cut-up … to be continue

O Bailado de Flávio de Carvalho

In the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on July 27, 2009 at 2:14 am

“…o extremo cuidado com cada palavra e gesto diante da presença do outro!

…mas já não mais o outro ‘de fora’, mas o Outro em mim!

Não existe o tocar que não seja, simultaneamente, ser tocado.

…conduz nosso olhar para aquele que foi um dos primeiros performers brasileiros

(embora, Flávio, preferisse o termo ‘experiência’)…”

txt retirado do “programa-da-peça”*

flavio de carvalho1

Flávio de Carvalho em Experiência nº 3, [Traje de Verão, Traje Tropical :: realizada publicamente em 1956]

“ele sai andando pelas ruas de São Paulo vestido com o traje de verão do “novo homem dos trópicos” (ou new look), desenhado por ele, e que consistia em uma roupa para ambos os sexos: uma blusa de náilon, um saiote com pregas e um chapéu transparente, vestidos com meia-arrastão e sandálias de couro.”

Flávio de Carvalho Traje de Verão, Traje Tropical 1956

Flávio de Carvalho Traje de Verão, Traje Tropical 1956

experiência —

“Explorando o campo semântico de experiência, vamos nos deparar com a acumulação de conhecimentos, o saber que advém das vivências, os atravessamentos que os acontecimentos impõem a todo aquele que se encontre em posição de enfrentar o desconhecido, e a superação de limites, inclusive de riscos. … respeitando sua etimologia pode ser:

uma travessia de risco.

* O Bailado de Flávio de Carvalho @ Centro Cultural FIESP

“… propõe uma reaproximação do universo turbulento, teatral e plástico desse artista insuficientemente visitado. Seus escritos e atitudes provocadores e radicais já prenunciavam nos anos 30 do século passado os dias atuais…

…O eixo condutor do espetáculo é a peça Bailado do Deus Morto, escrita e encenada por ele em 1933. Em torno desse eixo, estão as famosas experiências do artista, as pinturas e as suas instigantes reflexões acerca do homem moderno.”

flavio de carvalho3

demais links acessados [imagens] para este post:

http://luccasjc.flogbrasil.terra.com.br/foto16283763.html

http://www.artesdoispontos.com/viu.php?tb=viu&id=18

Elogio aos errantes. Breve histórico das errâncias urbanas (1) por Paola Berenstein Jacques | outubro 2004

“…O engenheiro civil, arquiteto, escultor e decorador Flávio de Carvalho, como ele se denominava, ficou mais conhecido por suas pinturas e obras arquitetônicas, do que por suas errâncias urbanas, que ele denominou de Experiências.

A Experiência nº 2 realizada em 1931 e publicada em livro homônimo (com o subtítulo, uma possível teoria e uma experiência), consistia na prática de uma deambulação, com um tipo de boné cobrindo a cabeça, no sentido contrário de uma procissão de Corpus Christi pelas ruas de São Paulo, como ele conta em seu livro: “Tomei logo a resolução de passar em revista o cortejo, conservando o meu chapéu na cabeça e andando em direção oposta à que ele seguia para melhor observar o efeito do meu ato ímpio na fisionomia dos crentes.” Depois de algum tempo a multidão se voltou contra ele, que teve que fugir e se refugiar em uma leiteria. Quando a polícia o prendeu ele disse que estava realizando uma “experiência sobre a psicologia das multidões”. Nos jornais do dia seguinte as manchetes destacavam: “Na procissão uma experiência sobre a psicologia das multidões da qual resultou sério distúrbio” (O Estado de São Paulo. São Paulo, 9 de junho de 1931). …”

outrarse again [Aristóteles & Platão]

In academic bursary on July 22, 2009 at 3:00 am

16 de Junho de 2009
O Banquete, de Platão

O Banquete trata da amizade, do amor e é um dos diálogos de Platão da categoria política.

Mas como a discussão sobre a amizade pode inserir essa obra na problemática política?

Para Platão, a amizade é uma força educadora e nexo que mantém o Estado.

A amizade é “forma fundamental de toda comunidade humana que não seja puramente natural, mas sim uma comunidade espiritual e ética.”

Não é possível existir uma comunidade que não seja baseada na amizade,

pois essa tende para aquilo que é o bem e este une os homens.

O bem é aquilo que é supremo, está impresso na alma, é o primeiro amado,

aquilo que permite a admiração pelas demais coisas,

em outras palavras, antes de tudo vem o bem, para o qual o ser humano deve voltar-se,

aquilo que tudo une,

ente unificador.

_________________________

in

http://resumofacil.blogspot.com/

[acesso: 22 de julho de 2009]

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Ética a Nicômaco

Três são as coisas que o homem ama, segundo Aristóteles, logo, três são as formas de amizade:

pelo útil, prazer e bem.

Os homens que amam em busca do útil,

buscam um bem imediato, riquezas ou honras.

Ama-se,

não em vista do fim em si mesmo,

mas como meio de adquirir vantagens.

A forma em função do prazer é semelhante à forma de se amar pelo útil.

Busca-se o prazer recíproco.

A amizade é estável enquanto persistir este elo prazeroso.

Estas duas espécies de amizade são acidentais.

Quando uma das partes cessa de ser agradável ou útil, a outra deixa de amá-la.

Na terceira forma, pelo bem, ama-se o outro por aquilo que ele é.

Ama-se pela bondade.

É a verdadeira forma de amizade e só é possível entre os amigos bons

com senso de justiça e equidade.

Esta forma de amizade não é muito freqüente.

Ela exige tempo, familiaridade, um habitus,

digna entre os amigos bons e virtuosos.

E a phrónesis auxilia na escolha de amigos recíprocos.

Para Aristóteles o amigo é um outro eu,

possibilidade de autoconhecimento.

Conhecemo-nos olhando para o outro.

Devido a nossa finitude, procuramos atingir à perfeição moral no espelhamento do outro.

É um momento essencial da vida feliz

e implica reconhecimento, bondade e reciprocidade,

atingindo a expansão social do eu.

Assim, a amizade também é um bem supremo,

um valor que nos conduz à eudaimonia

– vivência da plenitude humana, mediada com amigos bons e vida contemplativa –

No livro X da Ética a Nicômacos vemos o conceito de prazer e sua relação com as excelências do homem.

TAGs & GOOGLE – metodologias de aprendizagens

In A Little About My Master Degree, academic bursary, the 'old' ones :: master pieces on July 22, 2009 at 2:17 am

metodologias de aprendizagem em tempos de rede:

“A composição baseada em tags é mashup.”

[frase-status no gtalk de um de meus contatos online | 20 de julho de 2009]

tags: “max weber” | encantamento

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#1 >> “Max Weber e Michel Foucault: uma análise sobre o poder”

O poder é um fenômeno que vem merecendo muitos e variados enfoques nos estudos organizacionais da atualidade. Mas, a preocupação com este tema remonta de datas bem antigas. Daí, dado as restrições temporais e em termos de espaço, não nos darmos a uma descrição dos variados autores com os múltiplos olhares sobre o poder, mas sim, centralizarmos nosso foco analítico em duas figuras principais: Max Weber e Michel Foucault. O primeiro entendendo o fenômeno em termos de uma materialidade, que, portanto, poderia se metamorfosear em termos de transmissão da base de origem de uma forma a outra, sendo ela ora a tradição, ora o carisma, ora regras impessoais e universais a certas instituições burocráticas que unidas formariam a sociedade como um todo. O segundo, entendendo o fenômeno como uma correlação de forças no interior de instituições de reclusão denominadas “disciplinares”, nas quais os corpos seriam distribuídos, individualizados, adestrados, vigiados, sancionados e examinados no intuito de aumentar suas forças produtivas a um máximo e reduzir suas forças políticas a um mínimo. Nas palavras de Foucault: criação de corpos dóceis.


É importante salientar que a abordagem foucaultiana não se esgota na descrição do exercício do poder disciplinar, ele ainda abordou outra forma de exercício de poder que denominou biopolíticas que em vez de focalizarem os corpos individuais como alvo de exercício procurariam controlar fenômenos próprios à população para que os mesmos entrassem no interior dos cálculos infinitesimais dos controles estatais.

Assim, podemos afirmar, que enquadrados, distribuídos espacialmente, individualizados, postos em relação a uma atividade, vigiados para por fim gerarem um registro que dará forma e conteúdo a diversas disciplinas de saber; os corpos, além de se tornarem dóceis e úteis, ainda produziriam um incorpóreo que possuiria nele próprio todas as regras e princípios da clausura, e este incorpóreo seria nada mais, nada menos que suas próprias subjetividades.

O tipo de sociedade que poria em funcionamento este tipo específico de poder foi classificada por Foucault de sociedade disciplinar “na qual o comando social é construído mediante uma rede difusa de dispositivos ou aparelhos que produzem e regulam os costumes, os hábitos e as práticas produtivas (HARDT; NEGRI, 2001, p. 42)”, sendo posta em funcionamento através de instituições também classificadas por Foucault como disciplinares (a prisão, a fábrica, o asilo, o hospital, a universidade, a escola e etc) que estruturariam o terreno social e forneceriam explicações lógicas e adequadas para a razão da disciplina (HARDT; NEGRI, 2001).


Foucault, ao contrário de Weber, partiria para a observação do que descreveu em sua forma real, ou seja, as observações acerca do funcionamento da prisão, da fábrica, da escola e etc, seriam em sentido lato, “o como” o poder realmente é exercido nestas instituições e as descrições sobre os efeitos desse poder, realmente apresentariam os resultados nos corpos dos afetos das relações de força características deste poder.

Mas, ponto comum entre as duas abordagens é o contexto do exercício do poder. Tanto para Foucault quanto para Weber relações de poder só poderiam existir caso os membros envolvidos em tais relações gozassem de liberdade.

Ao contrário do pensamento usual, o poder não é contrário à liberdade. Sociedades nas quais seus membros não gozem de liberdade política estão sob o jugo de relações de submissão e não relações de poder.

Parece fazer mais sentido acreditar que as pessoas aceitam serem lideradas por o conteúdo do trabalho as afetarem de alguma forma, ou seja, as atividades que tem de executar fazerem algum sentido para as mesmas e, como última observação, podemos citar também a importância do conceito da produção subjetiva como fator explicativo para a atual debilidade e inoperância dos movimentos trabalhistas.

Marcadores [Post Tags]: ciência política, Foucault, poder, Weber

Terça-feira, 16 de Junho de 2009 [acesso em 22 de julho de 2009]

an old a[u]nt

In A Little About My Research Project, the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on July 20, 2009 at 7:51 pm

devemos ter a noção — base referencial — de que estas novas* gerações [já nascidas na web 2.0] são de uma ética e morais

Post-Blade Runner:

nascidos Pós-1984

the new generation since 1984

…My schedule for today lists a six-hour self-accusatory depression. What? Why did u schedule that? It defeated the whole purpose of the mood organ. At that moment when I had the TV sound off, I was in a 382 mood; I had just dialed it. So although I heard the emptiness intellectually, I didn’t feel it. My first reaction consisted of being grateful that we could afford a Penfield mood organ. But then I realized how unhealthy it was, sensing the absence of life, not just in this building but everywhere, and not reacting — do you see? I guess u dont. But that used to be considered a sign of mental illness; they called it ‘absence of appropriate affect’. So I left the TV sound off and I sat down at my mood organ and I experimented. And I finally found a setting for despair. — Her dark, pert face showed satisfaction, as if she had achieved something of worth. — So I put it on my schedule for twice a month; I think that’s a reasonable amount of time to feel hopeless about everything, about staying here on Earth after everybody who’s smart has emigrated, dont u think? But mood like that u r apt to stay in it, not dial your way out. Despair like that, about total reality, is self-perpetuating. I program an automatic resetting for 3hs later. A 481. Awareness of the manifold possibilities open to me in the future; new hope... Listen, even with an automatic cutoff it’s dangerous to undergo a depression, any kind. Forget what u’ve scheduled and I’ll forget what I’ve scheduled; we’ll dial a 104 together and both experience it, and then u stay in it while I reset mine for my usual businesslike attitude. Dial 888: the desire to watch TV, no matter what’s on it. …dial 3. I can’t dial a setting that stimulates my cerebral cortex into wanting to dial! If I don’t want to dial, I don’t want to dial that most of all, because then I will want to dial, and wanting to dial is right now the most alien drive I can imagine; I just want to sit here on the bed and stare at the floor. Okay, I give up; I’ll dial. Anything u want me to be; ecstatic sexual bliss — I feel so bad I’ll even endure that. What the hell. What difference does it make? I’ll dial for both of us, …dialed 594: pleased acknowledgment of husband’s superior wisdom in all matters. On his own console he dialed for a creative and fresh attitude toward his job, although this he hardly needed; such was his habitual, innate approach without recourse to Penfield artificial brain stimulation.

…nao sei se haverá energia para o doutorado. creio fielmente que não; então vou postando a pesquisa-prévia [1999-2008]… talvez alguém possa utilizá-la em prol de algo, de vida, de sentido de viver e viver-se…

*que hoje se ncontram na chamada ‘idade universitária’ [the 20’s people]