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etica vs. moral >> amoral

In Uncategorized on September 21, 2009 at 7:48 pm

“Uma primeira distinção é necessária para não se colocar o problema de forma distorcida. A ética não é uma moral, ou seja, um sistema rígido de valores, que se obedeceria à priori, em virtude de imperativos lógicos racionais, no que se chegaria a um comportamento irrepreensível do ponto de vista político-social. É conhecida a proposta wildiana de a poesia (a arte em geral) não ser nem moral nem imoral, mas amoral [??] e com ela nos perfilhamos porque consideramos que ela equaciona bem a questão.” [op. cit]

É minha forma de “outrar” >> Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética?

In therefore i am, thinking: i purchase on September 21, 2009 at 7:29 pm

“… esse estar diante do outro ou na presença do outro implica necessariamente a questão ética;

interroga-se nesta comunicação se, além de fórmula poética, o outrar-se se propõe também [a] uma reflexão ética.”

RT: interessante resumo do artigo Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética? de José Ney Costa Gomes :: 1a pagina Google Search Engine, quaro item scoling down* ha cerca de 15 minutos. TAGs É minha forma de “outrar” [frase via Dashboard at 2nd Top Searchs]

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*Copy&Paste:

Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim – WOOK
… Literatura > Outras Formas Literárias > Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim …. Outras Formas Literárias · Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes …
http://www.wook.pt/ficha/outrar-se-ou-a…/82423 – Em cache – Similares
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tornar-se outro [Outrar-se vs. Antropofagia e Antropoemia …
com acréscimos de multiplicidades [formas de estar no mundo]. *no Outrar-se há sempre um deslumbramento com o novo — podendo este novo [o outro] ser ‘o …
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“outrar”, no verbo de Fernando Pessoa « spectacle+surveillance …
É minha forma de “outrar”, no verbo de Fernando Pessoa. Por isso, adoro esta passagem de Brecht: “eu pensava dentro de outras cabeças; …
surveillanceme.wordpress.com/…/“outrar”-no-verbo-de-fernando-pessoa/ – Em cache – Similares
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# [PDF]
1 Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética …
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analisam-se trechos vários em que o tema é posto de forma mais explícita. Introdução. Inicio minha comunicação fazendo uma pergunta complexa: a fórmula …
http://www.abralic.org.br/enc2007/anais/52/1521.pdf – Similares

metropole+TV #01

In A Little About My Research Project, therefore i am, thinking: i purchase on September 21, 2009 at 12:11 am

“…a vida em sociedades urbanizadas é capaz de gerar conseqüências psicológicas nos indivíduos que dividem o espaço das cidades. E, para defender-se dessas conseqüências na maioria das vezes nefastas, os cidadãos metropolitanos são levados a adotar uma série de comportamentos como contatos superficiais (evitando assim o excesso de estímulos nervosos), intelectualização do “self”, e até mesmo o que o autor chama de atitude blasé.

  • o de espaço urbano (como o espaço onde as relações se dão através do comércio, ou seja, da circulação de moeda);
  • a relação dicotômica entre a dependência gerada pela divisão social do trabalho e a autonomia conquistada nos espaços urbanos;
  • a idéia de indivíduo multifacetário que possui liberdade para vivenciar diferentes aspectos de sua identidade;
  • comportamento mental urbano que seria caracterizado pelo distanciamento das relações afetivas,
  • a instauração de relações primordialmente mecânicas direcionadas a determinados fins e feitas através da moeda;
  • intelectualização que seria exatamente esse afastamento do indivíduo do excesso de relações e estímulos afetivos numa grande sociedade;

Partindo do mesmo lugar de onde Weber inicia sua análise da formação do espaço urbano, Simmel também vê a cidade como um local de mercado em essência.

postula-se que os indivíduos metropolitanos adotam certa ‘vida mental’ para que possam continuar a viver nessa sociedade, isso incluiria um distanciamento das relações afetivas.

[grifos meus]

O espaço urbano seria, portanto, um espaço dicotômico, pois, criaria cada vez mais relações de dependência através da divisão social do trabalho, porém essas relações seriam suprimidas e ao invés de relações pessoais de dependência, os indivíduos teriam relações mediadas por algo neutro: papel desempenhado pela moeda nessa economia. …  Ao mesmo tempo, a esfera da autonomia seria desenvolvida cada vez mais, pois haveria maior liberdade aos indivíduos e menor coerção típicas de pequenos grupos sociais, essa liberdade permitiria o surgimento de indivíduos multifacetários capazes de expressar os mais diferentes aspectos de sua identidade. … indivíduos ‘nativos’ das sociedades urbanas modernas.

[grifos meus]

desde a era pós-Revolução Industrial até os dias atuais, ou seja, no contexto de globalização. [dec80/90?]

…”

resumos onlines >> SIMMEL, G. A Metrópole e a Vida Mental

“…

Esses ‘fiapos’ de liberdade de escolha e de ação constituem,  entretanto, aquilo que permite que a impessoalidade, a desintegração etc. de que falam Simmel, Wirth, Redfield, e outros, não possam ser entendidas como generalizadas e sem resposta. Porque os grupos sociais surgidos da divisão social do trabalho e da heterogeneidade cultural tendem a articular suas experiências comuns em torno de certos valores, tradicionais ou não. Assim, se o habitante da cidade … que determina em que instâncias e espaços apresentará a sua ‘identidade’, ele utilizará os vários conjuntos de símbolos em suas interações e opções cotidianas, tecendo, com os ‘fiapos’ de liberdade de escolha, de modo criativo, novas redes sociais, interpretando, reinterpretando, rearticulando e selecionando aqueles que melhor se encaixam em sua visão de mundo. E assim a cidade se torna uma cidade boa para se viver.

[grifos meus]

A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais ‘afetivas’, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.

[grifos meus]

O encontro do ‘outro’, organizado em grupos que visam a esse fim (em clubes, associações, bares, turmas de paquera, times de futebol, terreiros, igrejas, movimentos de minorias, movimentos reivindicatórios, …) representa a tentativa de resposta e remédio para o sentimento de solidão urbana e permite o uso da criatividade na elaboração de códigos e regras, como que ‘recriando’ a sociedade.

Muitos grupos se organizam mesmo como se fossem seitas e parecem ter, como primeira função, dar uma identidade e assegurar uma inserção …, ampliando a rede de troca e sociabilidade e enriquecendo a experiência pessoal. Todos esses fenômenos são experiências de reconstrução de relações sociais diretas e personalizadas.

[grifos meus]

Rita Amaral (O Homem Urbano, 1992: 36-37)

Simmel [via Abruzesse]: relacao com Sennet… […] TV, CIDADE, REDES e VISIBILIDADE, ESPAZOS PUBLICOS

TAGs >> simmel | metropole

A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais “afetivas”, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.

hipertexto

In therefore i am, thinking: i purchase on September 11, 2009 at 6:18 am

hj assisti[mos] “Alice in the City” [1973], Polaroid sx70

II – O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender …
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar …
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

por Alberto Caeiro [Fernando Pessoa]

[Já] Álvaro de campos é a faceta pessoana do futurismo, do desvairismo, do cosmopolitismo pós-moderno, do culto ao progresso, dos sentidos múltiplos e infinitos, das sensações imperfeitas que refletem uma época de grandes avanços tecnológicos e de grandes fracassos sociais e morais, como as duas grandes guerras mundiais que devastaram o espírito da paz entre os povos e seus ideais de igualdade, liberdade e fraternidade.