surveillanceme

bons tempos…

In life2009 on August 11, 2009 at 6:02 pm

…velhos jah… enfim…

😉

…podia ter sido uma história de amor…

…mas qdo a gnt eh “bichinha”, às vezes não rola mais nada msm…

“Ter todos os gestos e todas as atitudes / de qualquer coisa que nem somos, / nem pretendemos ser, / nem pretendemos ser tomados como sendo.”

e então, neste exato momento, ela me re-responde:

[com mais intensidade]

Talvez você consiga ser menos rei / E um pouco mais real

e como só agora compreendo, eu lhe diria:

Esqueça / As horas nunca andam para trás

já que nós duas sabíamos:

Porque / Eu não pertenço ao mesmo lugar

Em que você se afunda tão raso / Não dá nem pra tentar te salvar

……………

enfim… hj ela me diz:

“não menos rei, mas com certeza mais real”

…Feitiço dos Encontros…

[e talvez um dia eu tente voltar a estar aberta para um além-deslumbramento desta magia-encantamento que se dá nos encontros — porque hj pra mim td eh tao pouco e tampouco sei hj o que mais quero, mas … então: aprofundar-se em mim, hoje, pode ser um erro, um des-futuro. fechada pra qualquer tipo de intimidade, aproximações de aprofundamento em mim… completamente menos rei e seguramente des-real…]

E como o triste Fernando Pessoa disse — em seu blog — ao longo de seus 30 anos de idade:

Assim, não sabendo crer em Deus,

e não podendo crer numa soma de animais [os humanos],

fiquei, como os outros da orla das gentes, naquela distância de tudo

a que comumente se chama Decadência.

A Decadência é a perda total da inconsciência;

porque a inconsciência é o fundamento da vida.

O coração, se pudesse pensar, pararia.

A quem, como eu, assim, vivendo não sabe ter vida, que resta senão, como a meus pares, a renúncia por modo e a contemplação por destino? … E, assim, alheios à solenidade de todos os mundos, indiferentes ao divino e desprezadores do humano, entregamo-nos futilmente à sensação sem propósito, cultivada num epicurismo subtilizado, como convém aos nossos nervos cerebrais. … Considero a vida uma estalagem onde [hoje] tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque nada sei. Poderia considerar esta estalagem uma prisão [este século das afetividades], porque estou compelido a nela aguardar; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. … Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento [hoje], para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero. … Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la,

e não interrogo mais nem procuro.

Se o que eu deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem.

Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.

……………………….

…Quem quiser encontrar o amor / Vai ter que sofrer / Vai ter que chorar…

Amor assim não é amor / É sonho e ilusão

Pedindo tantas coisas / Que não são do coração

Geraldo Vandré

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