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MARGINÁLIA: Seja Marginal, Seja Herói

In A Little About My Master Degree, the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on August 26, 2009 at 2:11 am

Em 12 dezembro de 1968, a jornalista e fotógrafa Marisa Alvarez Lima publica na revista O Cruzeiro o artigo “Marginália – arte e cultura na idade da pedrada” e divulga publicamente os primeiros nomes e trabalhos ligados ao tema da cultura marginal.

[O Ato Institucional Nº 5, ou simplesmente AI 5, entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968]

Através de uma relação criativa entre a arte brasileira e o cotidiano social das grandes cidades, a marginália passa a incorporar em seus trabalhos uma série de elementos e representações da violência diária.

Seu intuito era propor uma crítica aos conservadorismos da sociedade. Fruto direto do avanço da contracultura no Brasil, muitas vezes a cultura marginal 
é associada à idéia do desbunde ou da curtição, termos relacionados 
a uma parcela da juventude brasileira desse período.

[desbunde e curtição :: HOT & COOL … mcluhan e as gírias/ dialetos :: línguas-sociedade-linguagem]

Como obras de destaque relacionados à marginália, encontram-se os filmes:

  • “Câncer” de Glauber Rocha (1968),
  • “A Margem” de Ozualdo Candeias (1967) e
  • “O Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla (1968)

livros:

  • Me segura que eu vou dar um troço de Waly Salomão (1972) e
  • Urubu-Rei de Gramiro de Mattos (1972)

textos de Hélio Oiticica, de Rogério Duarte, de Décio Pignatari e dos irmãos Campos, publicados em jornais alternativos como Flor Do Mal, Presença e O Verbo Encantado (todos de 1972), além das colunas publicadas por Torquato Neto no jornal Última Hora, com o título emblemático de “Geléia Geral” e o almanaque 
de exemplar único Navilouca (1973).

Após uma intensa produção no cinema, na imprensa, na música popular e na literatura, esse grupo se desfaz aos poucos na busca de caminhos individuais de trabalho e tem seu término “oficial” no suicídio de Torquato Neto em novembro de 1972.

“Seja Marginal, Seja Herói”, Hélio Oiticica

[jovens — a nova geração — se inspiram nas pesadas décadas do AI-5 para criarem arte tecnológica nos dias atuais e despontam junto aa midiaticos curadores. enfim o futuro existe… existe ou ‘simplesmente’ se repete?… HOT vs. COOL vs. HYPE vs. ….?]

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In life2009 on August 25, 2009 at 10:22 pm

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bons tempos…

In life2009 on August 11, 2009 at 6:02 pm

…velhos jah… enfim…

😉

…podia ter sido uma história de amor…

…mas qdo a gnt eh “bichinha”, às vezes não rola mais nada msm…

“Ter todos os gestos e todas as atitudes / de qualquer coisa que nem somos, / nem pretendemos ser, / nem pretendemos ser tomados como sendo.”

e então, neste exato momento, ela me re-responde:

[com mais intensidade]

Talvez você consiga ser menos rei / E um pouco mais real

e como só agora compreendo, eu lhe diria:

Esqueça / As horas nunca andam para trás

já que nós duas sabíamos:

Porque / Eu não pertenço ao mesmo lugar

Em que você se afunda tão raso / Não dá nem pra tentar te salvar

……………

enfim… hj ela me diz:

“não menos rei, mas com certeza mais real”

…Feitiço dos Encontros…

[e talvez um dia eu tente voltar a estar aberta para um além-deslumbramento desta magia-encantamento que se dá nos encontros — porque hj pra mim td eh tao pouco e tampouco sei hj o que mais quero, mas … então: aprofundar-se em mim, hoje, pode ser um erro, um des-futuro. fechada pra qualquer tipo de intimidade, aproximações de aprofundamento em mim… completamente menos rei e seguramente des-real…]

E como o triste Fernando Pessoa disse — em seu blog — ao longo de seus 30 anos de idade:

Assim, não sabendo crer em Deus,

e não podendo crer numa soma de animais [os humanos],

fiquei, como os outros da orla das gentes, naquela distância de tudo

a que comumente se chama Decadência.

A Decadência é a perda total da inconsciência;

porque a inconsciência é o fundamento da vida.

O coração, se pudesse pensar, pararia.

A quem, como eu, assim, vivendo não sabe ter vida, que resta senão, como a meus pares, a renúncia por modo e a contemplação por destino? … E, assim, alheios à solenidade de todos os mundos, indiferentes ao divino e desprezadores do humano, entregamo-nos futilmente à sensação sem propósito, cultivada num epicurismo subtilizado, como convém aos nossos nervos cerebrais. … Considero a vida uma estalagem onde [hoje] tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque nada sei. Poderia considerar esta estalagem uma prisão [este século das afetividades], porque estou compelido a nela aguardar; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. … Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento [hoje], para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero. … Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la,

e não interrogo mais nem procuro.

Se o que eu deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem.

Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.

……………………….

…Quem quiser encontrar o amor / Vai ter que sofrer / Vai ter que chorar…

Amor assim não é amor / É sonho e ilusão

Pedindo tantas coisas / Que não são do coração

Geraldo Vandré

Digital Ethnography and the participant observation

In A Little About My Master Degree, academic bursary on August 5, 2009 at 2:23 am

The Wesch Ethnography Working Group:

grupo-etnografico---michaelthe video-lecture “An anthropological introduction to YouTube” [June 23rd 2008] was cut-up … to be continue