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TAG SPINOZA @ Dani

In academic bursary on July 14, 2009 at 2:05 pm
  1. afetos
  2. Spinoza
  3. Reprodução: “Um problema de segurança mais grave que a destruição ou corrupção de propriedade imaterial através das conexões é a reprodutibilidade, que não ameaça a propriedade em si, mas simplesmente destrói seu caráter privado (…) Naturalmente, a reprodução é muito diferente das formas tradicionais de roubo, pois a propriedade original não é tomada de seu proprietário; simplesmente passa a haver mais propriedade para alguém mais (…) O caso da Napster constitui um exemplo interessante porque coloca a questão da reprodução de uma forma social” (p. 234-235)

a partir de Hobbes: … transforma o instinto de conservação em vontade de potência (p. 152).

  • Antecipar-se é buscar não só viver, mas viver o máximo de tempo possível, não só satisfazer nosso desejo presente mas garantir o caminho de nosso desejo futuro.
  • “A potência de um homem é precisamente o conjunto de meios que ele dispõe hoje para obter algum bem aparente futuro (…) Mas a melhor de todas as garantias sobre o futuro é, claro, que devemos concorrer com nossos semelhantes” (p. 152).
  • “Aspiramos, assim, insaciavelmente, a dominar os outros homens, afim de lhes manter disponíveis para uma eventual utilização futura” (p. 153)

princípio da imitação dos sentimentos de outrem

Multidão e povo diferem-se, segundo as concepções de Espinosa (1677) e Hobbes (1651), respectivamente, por suas relações específicas com o Estado. O povo é uma multiplicidade que adota, ou pode ser constrangida sob o poder do Estado a adotar, uma vontade comum e converte-se em uma unidade às custas das singularidades. Já a multidão, com sua recusa em submeter-se ao poder do soberano, conserva sua multiplicidade e singularidades individuais permanecendo à margem das tentativas de unidade, redeterminando-as.

· Duas qualidades da multidão (analisados por Heidegger em Ser e Tempo)

  1. · Tagarelice: “um discurso sem estrutura óssea, indiferente ao conteúdo que cada tanto aflora, contagioso e extensivo” (p. 35)
  2. · Curiosidade:a insaciável voracidade pelo novo enquanto novo” (p. 35)
  • · Ao contrário de Heidegger, que considera a tagarelice e a curiosidade como típicas manifestações da vida “inautêntica”, desvirtuada e ociosa, nivelada em seu sentimento e compreensão, Virno julga que ambas dão mostra da potência do pré-individual na constituição do indivíduo.
  • · Tagarelice: “Comecemos pela tagarelice. Ela testemunha o papel preeminente da comunicação social, sua independência de todo vínculo ou pressuposto, sua plena autonomia. Autonomia de objetivos pré-definidos, de empregos circunscritos, da obrigação de reproduzir fielmente a realidade. Na tagarelice diminui teatralmente a correspondência denotativa entre palavras e coisas. O discurso não mais requer uma legitimação externa, buscada desde os eventos sobre os quais versa. Ele mesmo constitui agora um evento em si, consistente, que se justifica só pelo fato de ocorrer” (p. 36)
  • · Curiosidade: “para Benjamin [A obra de arte na época da sua reprodutibilidade técnica], a curiosidade enquanto aproximação ao mundo, amplia e enriquece a capacidade perceptiva humana. O olhar móvel do curioso, realizado mediante os mass media, não se limita a receber passivamente um espetáculo dado, mas, ao contrário, decide todas as vezes que coisa ver, que coisa merece colocar-se em primeiro plano e que coisa deve permanecer ao fundo. Os meios exercitam os sentidos à considerar o conhecido como se fosse ignorado, isto é, a vislumbrar uma ‘margem de liberdade enorme e imprevista’ inclusive naqueles aspectos mais trilhados e repetitivos da experiência cotidiana. Mas, ao mesmo tempo, exercitam os sentidos também para a tarefa oposta: considerar o ignoto como se fosse conhecido, adquirir familiaridade com o insólito e surpreendente, habituar-se à carência de costumes sólidos.” (p. 37)
  • · “Outra analogia significativa. Tanto para Heidegger como para Benjamin, o curioso está permanentemente distraído. Ele olha, aprende, experimenta todas as coisas, mas sem prestar atenção. Também neste tema o juízo de ambos os autores é divergente. Para Heidegger a distração, correlacionada com a curiosidade, é a prova evidente de um desenraizamento total e ausência de autenticidade. Distraído é quem sempre persegue possibilidades distintas mas equivalentes e intercambiáveis (…). Pelo contrário, Benjamin elogia explicitamente à distração, percebendo nela o modo mais eficaz de receber uma experiência artificial, construída tecnicamente.” (p. 38)

Enredar – “A arte de organizar encontros”

Spinoza: “Mais uma vez, é Spinoza quem mais claramente prevê essa natureza monstruosa da multidão, concebendo a vida como uma tapeçaria na qual as paixões singulares tecem uma capacidade incomum de transformação, do desejo ao amor e da carne ao corpo divino (…) Spinoza mostra-nos como podemos hoje, na pós-modernidade, reconhecer essas metamorfoses monstruosas da carne não só como um perigo, mas também como uma possibilidade, a possibilidade de criar uma sociedade alternativa” (p. 253)

“As ‘novas tecnologias’, enquanto significações imaginárias sociais segundas, são socializadoras dos seres humanos e um pólo de identificação coletiva. Como pólo da identidade coletiva contemporânea constituem uma matriz de estruturação de representações sociais, de designação de finalidades da ação e de estabelecimento de afetos” (p. 160)

Contradições:

  • § Participação em caráter de consumidores ou usuários? (cf. Rheingold: Smart mobs) – os donos da informação não são mais os donos da organização da informação?
  • § fluxos de desejos emergem, organizam e transformam nossa experiência
  • Produção do Comum gestação de um novo poder, onde todos podem distribuir suas informações, potencializar seus desejos.”
  • Novas Tecnologias e multidão: “A sociedade amplamente permeada por redes tecnológicas inaugura a possibilidade de construir, inclusive em nós mesmo, outros modos de fazer-se, de transformar-se. A multiplicidade de forças criativas é elevada a um nível de alto poder na constituição da multidão. As novas tecnologias são o lugar da multidão, onde ela expressa a sua força, seu poder de criar e agir, onde estabelece sua ética e a estética contemporânea.” (p. 5)

dados [copy&paste]: blog Daniel Ávila — http://danielavila.wordpress.com

[acesso em 14 de julho de 2009]

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