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ALIENAÇÃO #01

In academic bursary on June 23, 2009 at 10:33 pm

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alienação

paciência#01 [acesso em 22 de junho de 2009]

:: momento copy&paste … linking ::

Podemos falar em três grandes formas de alienação existentes nas sociedades modernas ou capitalistas:

Alienação Social, na qual os humanos não se reconhecem como produtores das instituições sociopolíticas e oscilam entre duas atitudes: …

Nos dois casos, a sociedade é o outro (alienus),

algo externo a nós, separado de nós, diferente de nós e com poder total ou nenhum poder sobre nós.

Marilena Chauí, “Convite à filosofia” – Ed. Ática, p.172-5

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Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo.

A palavra alienação tem várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental, na qual se registra uma anulação da personalidade individual, arrombamento de espírito, loucura. A partir desses significados traçam algumas diretrizes para melhor analisar o que é a alienação, e assim buscar alguns motivos por quais as pessoas se alienam. Ainda assim, os processos alienantes da vida humana foram tratados de maneira atemporal, defraudada, abstraído de processos sócio-econômicos concreto.

A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, se tornando sua própria negação.

Alienação se refere á diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprio.

A sobrevivência do homem implica uma transformação da natureza e do outro à sua imagem e semelhança, o que impõe uma transformação de si mesmo à imagem e semelhança do mundo e do outro. Viver para o homem é objetivar-se, ser fora de si.

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ALIENAÇÃO, PÚBLICO E ARTE CONTEMPORÂNEA, por Thais Rivitti
last modified 05/01/2007 19:44

Segundo Jappe, tanto Debord como Adorno concordam com a afirmação de que o público das artes, bem como toda a sociedade, é composto por sujeitos alienados. Isso significa que são sujeitos incapazes de decidir seu destino, de refletir e formular questões sobre o mundo a sua volta. Esta posição comum decorre da tradição marxista da qual os dois autores provêm, que aponta a esfera econômica da troca como base da alienação.

… para Adorno o que aliena o sujeito de seu mundo é sua propensão a “devorar” o objeto. Lukács, conforme a leitura de Jappe, teria relacionado o processo de fetichização da mercadoria _ou seja, o processo que faz com que passemos a atribuir às coisas as características humanas da sua produção_, ao da reificação. A extensão da mercadoria e seu fetichismo a totalidade da vida faz também com que as ações humanas passem ser vistas como um conjunto de coisas que, independente do poder humano, seguem apenas suas próprias leis.

… Adorno, por sua vez, atribui a alienação à existência do sujeito dominador, que se sobrepõe ao objeto e que só é capaz de entendê-lo como algo derivado da sua percepção. O pensamento subjetivista busca a identidade entre sujeito e objeto por não suportar o que lhe é externo (objeto), e a alienação decorre desta repressão ao diferente e ao estranho.

O discurso da dissolução da arte na vida está presente na cena brasileira de arte contemporânea. São artistas (ou grupos) que assumem claramente sua filiação ao pensamento de Debord e dos situacionistas. Eles falam em implodir o sistema (capitalista) e têm como estratégia desqualificar todas as instituições, termo entendido em seu sentido mais amplo, como tudo aquilo que está estabelecido: desde galerias até o pensamento produzido nas universidades. Colocam-se contra o consumo e contra a globalização: freqüentemente são usados termos políticos para designar suas ações. Alguns deles atuam no corpo a corpo com o público visando proporcionar uma vivência emancipadora que por vezes se confunde com afeto, atenção e inclusão. Há críticas possíveis para cada trabalho, em cada caso. Mas, genericamente, pode-se dizer que estas práticas “situacionistas” oriundas das manifestações de 68 precisam ser reformuladas frente às novas condições sociais para não serem (mais uma vez) engolidas. É necessário um desenvolvimento real da teoria e da prática para que sejam elaboradas ações de fato propulsoras de uma nova vida social e que não se tornem um novo modismo, com seus segundos de aparição na mídia ou ações voluntaristas incapazes de transformação.

Eis dois caminhos para a arte que partem de uma crítica da sociedade, negam-se a ser objetos de consumo e se colocam como resistência. Vejo que eles se opõem radicalmente àquele tipo de manifestação de caráter pessoal, dado a descobertas de pequenas verdades e produto de um sujeito enredado em suas próprias limitações _esse sim extremamente em voga nos dias de hoje.

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O conceito de “alienação” corresponde, em Hegel, em sua forma mais geral, ao processo pelo qual o Espírito se projeta para fora de si para, em seguida, por etapas sucessivas, retomar, no absoluto, a identidade consigo mesmo. A alienação corresponde ao segundo termo da tríade dialética em que o Espírito se projeta para fora de si mesmo como natureza, toda sua evolução fenomenológica consistindo no processo de negação da negação, da reassunção final da identidade do “em si” é do “por si”, que se realiza através das várias etapas da história humana.

Na “Fenomenologia”, a alienação surge para a consciência como sua dimensão essencial quando, para atingir a consciência de si, exige o reconhecimento de si pelo outro. …

… pelo trabalho adquire a cultura que só pertence ao senhor de forma mediatizada, mas pertence ao escravo de forma imediata e definitiva. Pela potência da negatividade e a cultura que lhe traz o trabalho, o escravo percebe sua possibilidade de ser livre, de atingir a liberdade que reside em ordenar sua existência a partir da idéia que faça de si mesmo.

Sem condições de efetivar esta liberdade que sabe possuidora, a consciência do escravo se transforma em consciência infeliz, que busca a liberdade dentro de si mesma, sem efetivá-la concretamente. Torna-se estóica, cética, e finalmente religiosa, projetando para fora de si a liberdade que sabe possuir mas não assume.

É uma dialética que busca atingir, conforme a perspectiva de Hyppolite, uma dimensão ontológica, como fenomenologia de um problema universal “que é o da consciência de si humana que, incapaz de se pensar como um Cogito separado, não se encontra senão no mundo que edifica, nos outros eu que ela reconhece ou em que, por vezes, se desconhece”

Mas a ontologia hegeliana não admite esta limitação à abstração genérica, exigindo uma dimensão concreta. No Mundo ético da Cidade Grega, o indivíduo é confundido com a coletividade, e assim é livre e universal de forma imediata, sem a consciência de sua individualidade como “em si”. À dissolução da Cidade Grega corresponde a cisão entre o eu e sua essência imediata, e é ai então que se opera a alienação que coloca, de um lado, a sociedade e a cultura como exterior ao eu, e de outro o eu como um “em si” que inicia a dialética histórica da desalienação.

Separado de si mesmo, e separado do outro, separado do mundo humano da cultura, o Espirito…

Lefort vai buscar a raiz do conceito de alienação não na análise clássica do feitichismo da mercadoria, como quer Lefebvre, mas na análise da própria sociedade industrial, que ao mesmo tempo universaliza e particulariza o homem, ao mesmo tempo estabelece a unidade de todos os atos produtivos – uma sociedade universal – e é ao mesmo tempo o movimento pelo qual se constituem as esferas estanques das atividades do trabalho. A alienação estaria não em uma “irrealidade” do mundo das mercadorias, oposta à “realidade” do trabalho natural – pois o real não pode ser nada além da que as relações sociais concretas entre os homens -; mas na contradição entre a particularização e a universalidade, que se expressaria em diversas formas, no dinheiro e na mercadoria como forma geral da alienação na sociedade capitalista.

Neste sentido são importantes as indicações de Lefebvre [Henry], procurando determinar, na quotidianeidade da vida humana, a presença de alienações. “A alienação se descobre na vida de cada dia, na do proletário como na do pequeno burguês ou dos capitalistas“. Esta noção “permite descobrir como o homem (cada homem) cede às ilusões e crê se encontrar e se possuir através delas, e quais angústias ele inflige a si mesmo; ou como luta para trazer à luz o seu ‘núcleo’ de realidade humana“(Critique de la Vie Quotidienne, L’Arche Editeur, Paris, 1958). A determinação da alienação na quotidianeidade se realiza através do conhecimento crítico da vida quotidiana, em que se estabelece o contraste entre o que os homens são e o que crêem ser, entre o que vivem e o que crêem viver . “Na vida social como na vida individual, o viver e o vivido não coincidem “. “Entre as pessoas e elas mesmas se intercalam imagens, ‘modelos’ “. “O conhecimento da vida tenta eliminar o que separa o viver do vivido, tornando então consciente a vida. O que implica na superação dos dois termos”

Pela visão do processo político brasileiro tal como a esboçamos, podemos indicar a conclusão de que a manifestação aguda de alienação política no Brasil significa o fim daquelas formas que poderíamos chamar, em comparação com as formas contemporâneas, de alienação direta, social, recoberta externamente por um Estado político atrofiado. A fase atual parece corresponder ao apogeu do Estado político brasileiro, que passa cada vez mais a penetrar em todas as estruturas locais de dominação. Para o futuro, teríamos ou a perspectiva de uma acentuação da alienação política, através de governos capazes de levar à frente a galvanização demagógica das massas, ou o caos político que pode redundar em solução de força. As perspectivas de desalienação, em vista do processo de desenvolvimento econômico, se situam no surgimento de novas instituições de massa, partidárias, sindicais e camponesas, fundamentalmente, que possam efetivar a ligação entre as massas e o poder. As transformações políticas que o desenvolvimento destas instituições acarretariam já escapam às possibilidades de previsão clara.


Chegamos, neste ponto como nos demais, à mesma postura metodológica. A consideração do o normal e do patológico implica, ao lado suas exigências de máxima racionalidade, a inserção do fenômeno dentro de uma hipótese de trabalho que, por ser empiricamente indemonstrável, pelas implicações que acarreta a toda a atividade intelectual do estudioso, e pela identificação com um poder de vontade concretamente existente, equivale, no plano vivido, a uma opção existencial do sociólogo. E nada há que estranhar nisto, se a própria sociedade é a construção do homem por ele mesmo, enquanto ser que aspira à liberdade.

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Uma frase que gostei de conhecer hoje é: “A habilidade de controlar informação é a habilidade de controlar mentes”.

Estariamos então sob a dominação de algum controlador de informação. Google podemos dizer?

Então o Google pode não ter transformado todos em estúpidos, mas nos transformou em pensadores em massa e então perdemos o lance da individualidade. Se esse realmente for o caso (alias, é! quem é relevante com somente um link? no Google precisamos de muitos), temos algo aqui mais alienante do que a TV foi.

Neste caso e para efeitos de “eu pensei primeiro”: Google, Digg, RSS e Twitter são a TV (no sentido de alienação) do mundo atual. Espero que você também pense sobre isso.

A questão é mostrar que os filtros de conteúdo (que servem para medir relevância) ao mesmo tempo que nos deixam livres do lixo que a quantidade de informação disponível possui, nos faz pensar como uma massa. Que quando os filtros tentam se basear na rede social do individuo ou no “voto comunitário” para caracterizar relevância eles estão na verdade transformando todos em pensadores em massa.

Repito: Eu só quero que façam isso e que quem fizer me dê a porcaria do link.

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Second Life: esquizofrenia, alienação ou realidade?

Alienação. Processo que deriva de uma ligação essencial à ação, à sua consciência e à situação dos indivíduos, pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que o processo e os seus produtos apareçam como indiferentes, independentes ou superiores aos homens que são, na verdade, seus criadores. No momento em que a uma pessoa o mundo parece constituído de coisas – independentes umas das outras e não relacionadas – indiferentes à sua consciência, diz-se que esse indivíduo se encontra em estado de alienação. Condições de trabalho, em que as coisas produzidas são separadas do interesse e do alcance de quem as produziu, são consideradas alienantes. Em sentido amplo afirma-se que é alienado o indivíduo que não tem visão – política, econômica, social – da sociedade e do papel que nela desempenha. (Dicionário de Sociologia)

Mas o SL não se enquadra em nenhum destes modelos. Em uma primeira análise rápida poderia parecer que é um sistema do primeiro tipo, algo que só existe dentro do computador. Mas então qual o motivo de empresas estarem colocando sites neste mundo virtual? Então li um artigo “O virtual não se opõe ao real” de Juremir Machado da Silva, publicado no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, dia 11 de agosto [de 2007], sobre a palestra de  Pierre Lévy está sendo apresentada hoje.

O virtual é um problema que demanda uma resposta. Para explicar isso, Lévy recorre a uma metáfora simples: o virtual é a semente. O atual é a árvore que dela brota: “Contrariamente ao possível, estático já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou novidade qualquer, e que chama um processe de resolução: a atualização (…) A atualização aparece então como a solução de um problema, uma solução que não estava contida previamente no enunciado. A atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades (…) O real assemelha-se ao possível; em troca, o atual em nada assemelha-se ao virtual: responde-lhe”. Não há ilusão. Somente criação. De algum modo, Pierre Lévy parece empregar to­das as suas forcas para advertir a todos de que algo muito mais importante do que se diz está acontecendo. A Internet não é apenas um bom instrumento para arranjar amigos ou parceiros sexuais, nem somente um extraordinário banco de dados, mas principalmente uma ferramenta cognitiva que altera a percepção, a memória e o sistema de produção e gestão do saber.

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Existe uma concepção filosófico-social de alienação em sua relação com a produção que complementa e aprofunda o pensamento exposto. Trata-se da concepção weberiana e aristotélica de alienação. Em Aristóteles, alienado é tudo aquilo que é forçado, ou seja, o que vêm de fora do sujeito, uma concepção de alienação muito mais profunda que aquela que a reduz à sua dimensão concreta. Weber (1963) aponta que a burocracia acarreta no aprisionamento da subjetividade uma vez que encerra o trabalho, fonte de emancipação e projeção da subjetividade humana, de acordo com as normas e regras determinadas pela organização burocrática racional e eficiente, orientada pelas decisões dos seus dirigentes. Weber percebe que o estado socialista nem acaba com a Mais-valia como aprofunda a rotinização da vida em sua forma mais eficiente, a burocracia. Ou seja, o socialismo científico em sua versão soviética aprofunda a alienação.

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a alienação primitiva e a alienação objetivada. A primeira refere-se à exteriorização do homem como ser-no-mundo, definindo tanto a historicidade do homem quanto a sua realização na História. Constitui-se na pedra angular do conceito de liberdade enquanto liberdade de escolha, porque indica como a exteriorização do homem aponta a infinitização do finito. A segunda diz respeito à exterioridade que acontece no encontro de dois ou mais projetos humanos, não sendo possível à liberdade humana desenvolver-se à margem da necessidade até os dias atuais, já que estes ilustram a força do fenômeno da escassez na História. Assim, a alienação objetivada corresponde à finitização do infinito.

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Do Espírito Absoluto de Hegel à realidade concreta, José Renato Salatiel [Ensino Médio: Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação]

Tanto em Marx quanto em Hegel, alienação está ligada ao trabalho. Para Hegel, o trabalho é a essência do homem, quer dizer, é somente por meio de seu trabalho que o homem pode realizar plenamente suas habilidades em produções materiais.

Alienação, para Marx, tem um sentido negativo (em Hegel, é algo positivo) em que o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza; ao invés de humanizá-lo, o desumaniza. O homem troca o verbo SER pelo TER: sua vida passa a medir-se pelo que ele possui, não pelo que ele é. Isso parece familiar? Pois é, vamos ver os detalhes.

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A tal da alienação…

A alienação acaba afetando também as relações sociais, criando um clima de indiferença entre as pessoas. Tornando as relações mais frias. Nessa sociedade alienada as pessoas têm medo de se mostras, escondem-se atrás de aparências, sem se preocupar com o que são, fazem ou sabem.. Não importa mais a auto-realização o que importa é se os outros estão gostando, se sua popularidade está aumentando mesmo que para isso seja necessário sofrer e se privar da espontaneidade.
As pessoas estão muito preocupadas com a opinião alheia, dane-se o que os outros vão pensar! Seja feliz sendo você!

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Alienação é um privilégio das mulheres bonitas?

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