The Wesch Ethnography Working Group:
the video-lecture “An anthropological introduction to YouTube” [June 23rd 2008] was cut-up … to be continue
metodologias de aprendizagem em tempos de rede:
“A composição baseada em tags é mashup.”
[frase-status no gtalk de um de meus contatos online | 20 de julho de 2009]
tags: “max weber” | encantamento
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#1 >> “Max Weber e Michel Foucault: uma análise sobre o poder”
O poder é um fenômeno que vem merecendo muitos e variados enfoques nos estudos organizacionais da atualidade. Mas, a preocupação com este tema remonta de datas bem antigas. Daí, dado as restrições temporais e em termos de espaço, não nos darmos a uma descrição dos variados autores com os múltiplos olhares sobre o poder, mas sim, centralizarmos nosso foco analítico em duas figuras principais: Max Weber e Michel Foucault. O primeiro entendendo o fenômeno em termos de uma materialidade, que, portanto, poderia se metamorfosear em termos de transmissão da base de origem de uma forma a outra, sendo ela ora a tradição, ora o carisma, ora regras impessoais e universais a certas instituições burocráticas que unidas formariam a sociedade como um todo. O segundo, entendendo o fenômeno como uma correlação de forças no interior de instituições de reclusão denominadas “disciplinares”, nas quais os corpos seriam distribuídos, individualizados, adestrados, vigiados, sancionados e examinados no intuito de aumentar suas forças produtivas a um máximo e reduzir suas forças políticas a um mínimo. Nas palavras de Foucault: criação de corpos dóceis.
…
É importante salientar que a abordagem foucaultiana não se esgota na descrição do exercício do poder disciplinar, ele ainda abordou outra forma de exercício de poder que denominou biopolíticas que em vez de focalizarem os corpos individuais como alvo de exercício procurariam controlar fenômenos próprios à população para que os mesmos entrassem no interior dos cálculos infinitesimais dos controles estatais.
…
Assim, podemos afirmar, que enquadrados, distribuídos espacialmente, individualizados, postos em relação a uma atividade, vigiados para por fim gerarem um registro que dará forma e conteúdo a diversas disciplinas de saber; os corpos, além de se tornarem dóceis e úteis, ainda produziriam um incorpóreo que possuiria nele próprio todas as regras e princípios da clausura, e este incorpóreo seria nada mais, nada menos que suas próprias subjetividades.
O tipo de sociedade que poria em funcionamento este tipo específico de poder foi classificada por Foucault de sociedade disciplinar “na qual o comando social é construído mediante uma rede difusa de dispositivos ou aparelhos que produzem e regulam os costumes, os hábitos e as práticas produtivas (HARDT; NEGRI, 2001, p. 42)”, sendo posta em funcionamento através de instituições também classificadas por Foucault como disciplinares (a prisão, a fábrica, o asilo, o hospital, a universidade, a escola e etc) que estruturariam o terreno social e forneceriam explicações lógicas e adequadas para a razão da disciplina (HARDT; NEGRI, 2001).
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Foucault, ao contrário de Weber, partiria para a observação do que descreveu em sua forma real, ou seja, as observações acerca do funcionamento da prisão, da fábrica, da escola e etc, seriam em sentido lato, “o como” o poder realmente é exercido nestas instituições e as descrições sobre os efeitos desse poder, realmente apresentariam os resultados nos corpos dos afetos das relações de força características deste poder.
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Mas, ponto comum entre as duas abordagens é o contexto do exercício do poder. Tanto para Foucault quanto para Weber relações de poder só poderiam existir caso os membros envolvidos em tais relações gozassem de liberdade.
Ao contrário do pensamento usual, o poder não é contrário à liberdade. Sociedades nas quais seus membros não gozem de liberdade política estão sob o jugo de relações de submissão e não relações de poder.
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Parece fazer mais sentido acreditar que as pessoas aceitam serem lideradas por o conteúdo do trabalho as afetarem de alguma forma, ou seja, as atividades que tem de executar fazerem algum sentido para as mesmas e, como última observação, podemos citar também a importância do conceito da produção subjetiva como fator explicativo para a atual debilidade e inoperância dos movimentos trabalhistas.
Marcadores [Post Tags]: ciência política, Foucault, poder, Weber
Terça-feira, 16 de Junho de 2009 [acesso em 22 de julho de 2009]
na dor de existir, uma anestesia referida à própria condição (Lacan, [1966] 1995). Sua apresentação se atesta como uma ausência de sensibilidade que acomete o sujeito incapaz de localizar, no mundo, um valor que justifique sua presença. Carente de algo que possa lhe dar sentido, o sujeito se vê privado da tensão essencial ao desejo que confere à percepção do mundo uma intencionalidade própria. … indivíduos que se mostram apáticos, desprovidos de intencionalidade, pessoas que num certo momento se vêem incapazes de localizar, na superfície extensa e tediosa que para elas se tornou a realidade, a tensão que imprime ao mundo a verticalidade do desejo.
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A depressão revela a condição de desamparo de que falava Freud, da qual tentamos nos proteger construindo uma rede de vínculos ilusórios a que chamamos de amor e de sentido da vida, sem que se saiba o que isso quer dizer: é preciso estar inconsciente de uma ilusão [jogo] para que ela [este] nos sustente. … rede ilusória de sentido e amparo da qual se constitui o laço social …
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Tal como, para a medicina, a febre e a dor são signos externos de afecções variadas, que podem ocorrer tanto nas infecções quanto nas afecções reumáticas, a depressão, para a psicanálise, não mais é do que a expressão afetiva de um retraimento libidinal que pode ocorrer em todas as estruturas clínicas.
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A falta de vontade constante … corresponde … a uma recusa ética de situar, através do pensamento, a estrutura simbólica que o determina no inconsciente. … É preciso criar uma tensão do pensamento e examinar de perto três referências aqui essenciais para se entender o que está em questão nessa definição [para Lacan] … Essas referências são Dante, Spinoza e a noção de pecado, ou de falta moral.
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Impossível não evocar aqui o filósofo Martin Heidegger ([1929-1930] 1992), para quem a experiência do tédio (Langeweile), como aquilo que nos arrasta e nos deixa vazio, alimenta-se precisamente de sua ausência de localização.
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se sua ética [@Spinoza] se estabelece como um projeto que visa a determinar a lógica da afetividade, é porque ele supõe a natureza como uma rede de conexões causais cuja inteligibilidade pode e deve ser alcançada pelo pensamento.
ÉTICA = LÓGICA DA AFETIVIDADE[a regra ética consiste em cada um procurar racionalmente o que lhe é útil]
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Se o corpo humano foi uma vez afetado por dois corpos ao mesmo tempo, quando mais tarde o Espírito imaginar um dos dois, imediatamente ele se lembrará do outro. Ora, as imaginações do espírito indicam mais os afetos de nosso corpo do que a natureza dos corpos exteriores: logo, se o corpo, e, por conseguinte, o espírito, foi uma vez afetado por dois afetos, quando mais tarde um dos dois o afetar, o outro o afetará também (Spinoza, 1988: 226-227).
…
Há, por conseguinte, aos olhos de Spinoza, uma contingência associativa entre o afeto e seu objeto, a qual se confirma logo após, na Proposição XV, quando ele afirma que “qualquer coisa pode ser acidentalmente causa de alegria, de tristeza ou desejo” (Spinoza, 1988: 226-227). Daí se entende, conforme se lê no Escólio:
que pode acontecer que amemos ou que odiemos certas coisas sem que conheçamos a razão para isso, mas somente por simpatia ou antipatia. E é a isso que se deve igualmente relacionar os objetos que nos afetam com alegria ou tristeza pelo simples fato que tenham alguma semelhança com objetos que nos causam habitualmente os mesmos afetos (Spinoza, 1988: 228-229).
…
Conforme se lê na definição 5 do livro I, por modo se entende “as afecções de uma substância, ou seja, o que é em outra coisa e que também se concebe por essa outra coisa” (Spinoza, 1988: 14-15). Modos são, portanto, segundo traduz Deleuze, poderes de afetar e ser afetado por aquilo que lhe é conexo, donde se infere que a Spinoza interessa uma ontologia conectiva, uma ontologia cujos elementos se definem por sua conexões. Afirmar, portanto, que “Deus (ou a natureza) produz uma infinidade de coisas numa infinidade de modos” (Livro I, proposição XVI) (Spinoza, 1988: 44-45) significa dizer que os efeitos gerados pela natureza são seres reais que têm uma essência e uma existência próprias, mas que não existem e não estão fora dos atributos nos quais eles são produzidos. Sendo a natureza uma vasta rede de conexões causais, os seres, por sua vez, são poderes de ser afetado e de afetar, tanto no plano do corpo quanto no plano do pensamento.
A ontologia espinosista refere-se assim aos seres não pela abstração de sua forma, mas pelos afetos que são capazes de provocar e receber.
…
Para ir diretamente ao ponto, pode-se resumir dizendo que é próprio da paixão preencher nosso poder de ser afetado por algo do qual não somos a causa, separando-nos de nossa potência de agir. Quando se encontra um corpo exterior que não convém com o nosso (ou seja: cuja conexão com ele não se compõe), nossa potência de agir é diminuída e o afeto correspondente é a tristeza. Já quando este corpo nos convém, nossa potência de agir é aumentada, suscitando a experiência da alegria. Mas a alegria ainda é uma paixão, posto que ligada a uma causa exterior. Ficamos ainda separados de nossa potência de agir. É preciso, portanto, com relação a uma paixão, chegar ao princípio exato do seu conhecimento, para assim transformá-la em ação. Nesse sentido, a tristeza corresponderia, aos olhos de Spinoza, à impotência em que se encontra o sujeito diante de um afeto que, por se mostrar confuso, não lhe permite encontrar a necessidade lógica pela qual ele determina o seu agir. Seu corolário seria o abatimento, o qual se traduz, clinicamente, ao modo da deflação libidinal que se manifesta na perda de iniciativa do sujeito…
…
É necessário, portanto, que haja desejo de conhecimento do verdadeiro como afeto para suprimir a tristeza de nossa condição de impotência. Mas se considerarmos, como se lê na proposição XV, que o desejo oriundo do verdadeiro conhecimento pode ser extinto ou contrariado por muitos outros desejos que nascem dos demais afetos que nos dominam, como então evitar uma conclusão pessimista acerca de nossa condição, a qual em nada condiz com o programa de Spinoza?
…
para Spinoza, o conhecimento verdadeiro é impotente contra os afetos
…
Há que existir em nós um sujeito, que não é decerto uma substância, mas que se afirma no próprio ato do pensamento. Pois, se é verdade, como afirma desde o início Spinoza, que o espírito é a idéia do corpo, essa idéia não é um simples efeito ou reflexo do corpo. A idéia não é a correspondência mental do objeto, ela não somente lhe é distinta (a idéia do círculo não é circular, como já se lê desde a Reforma do Entendimento) como também supõe algo mais do que seu objeto: ela é sua afirmação.
…
Sendo, pois, a idéia uma afirmação, e não uma simples representação do seu objeto, ela deriva necessariamente da atividade ou do esforço de quem a afirma, esforço no qual se articulam, aos olhos de Spinoza, a razão e os afetos. É, portanto, no cerne dessa atividade que razão e afetos encontram uma raiz comum, que permite tratar um pelo outro: o conatus pelo qual se designa o esforço para perseverar no ser. Ao conatus corresponde, assim, segundo assinala Deleuze, “a função existencial da essência, ou seja, a afirmação da essência na existência do modo” que lhe confere duração. Se a razão se afirma, então, ao estabelecer relações inteligíveis entre aquilo que nos afeta, é porque sua atividade consiste em construir o que Spinoza nomeia de noções comuns, ou seja, “idéias que se explicam formalmente por meio de nossa potência de pensar” (Deleuze, 1968: 258), idéias das quais somos a causa adequada. Diferentemente, portanto, das idéias confusas que nos chegam através da sensibilidade, as noções comuns se apresentam como idéias claras e distintas, porquanto dependem unicamente da própria afirmação da racionalidade, cuja atividade consiste em ligar o que convém com a nossa composição.
Mas a razão – nunca é demais lembrar – não se exerce jamais exteriormente aos afetos. São as paixões alegres que nos conduzem, segundo Spinoza, a formar as noções comuns que lhes correspondem, gerando assim o princípio indutor da atividade da razão. Assim, se a idéia produzida por uma paixão alegre tem sua causa fora de nós, a idéia, que essa paixão induz, do que é comum a nosso corpo e ao que lhe é exterior é produto da razão somente, manifestando assim nossa potência de agir. … Pois a razão, insiste Spinoza, não demanda nada contra a Natureza; ela pede somente que cada um busque o que lhe é útil, que cada um deseje o que o conduza realmente a um estado de perfeição maior, que cada um, enfim, se esforce, segundo sua potência, em se conservar no ser.
…
homologia entre a ética espinosista do bem pensar e a ética lacaniana do bem dizer.
…
distintamente da perspectiva de Spinoza, para quem a regra ética consiste em cada um procurar racionalmente o que lhe é útil, o que está de acordo com a sua composição, o que convém a seu esforço de perseverar no ser, o que a psicanálise isola, no cerne de sua experiência, é justamente o objeto causa de desejo como algo de essencialmente inútil, que em nada serve a seu esforço de perseverar no ser.
…
O que a psicanálise isola no fundo, diz Jacques-Alain Miller (2004-2005), é uma peça sem uso, uma peça fora de toda e qualquer conexão na maquinaria significante. Esta peça avulsa, que para nada serve, é a figura do sem sentido, figura daquilo que não se emenda na significação, que não se ajusta à composição do ser falante.
…
Essa peça corresponde, enfim, como se pode adivinhar, à radical ausência, que a psicanálise explicita, da conexão sexual enquanto elemento irredutível de contingência. … Não é em todo caso fortuito, vale lembrar, antes de concluir, que a beatitude espinosista, enquanto lugar de realização de uma racionalidade integral, esteja condicionada pelo esquecimento da questão da sexualidade, diante da qual todo pensamento é débil (Miller, 2004-2005).
[acesso: 16.07.2009]
@Antônio M. R. Teixeira Depression or thought’s laziness? Reflexions on Lacan’s Spinoza
Abril deste ano foi um mês-espiral pra mim.
Enquanto alguns rapazes [ao redor dos 20 anos de idade] pichavam — livres e radicais — os muros da cidade com uma frase que, aos aficcionados por cinema, parecia oriunda do cinema marginal da década de 70, a cidade sintonizava-se, pelo menos a quem a recebia e percebia: falávamos todos de amor, de amar. Com um fascínio louco por sair gritando isto por aí, que obrigassem a tds a escutá-los, a nos escutar!!!
A verdade é que eu não sei se eu vi ou se me falaram. Ou se primeiro eu vi e dps me falaram ou vice-versa… mas, virou uma certa memória comum tbm aqui no espaçø públicø de mentes coletivas:
O amor é importante, porra! [28deMarçode2009]
——– ——— ——– poesia em rede:
[25 min. a pé de casa, num caminhar tranquilo]
… esta cidade eh d poucos caminhares assim: tranquilos, qto mais curtos…
ou seria
… esta cidade eh d poucos caminhares assim: tranquilos… qto mais, curtos…
?
[e lá, a terra dos antropoemicos e antropofagicos cidadaos civilizados!]
- Reprodução: “Um problema de segurança mais grave que a destruição ou corrupção de propriedade imaterial através das conexões é a reprodutibilidade, que não ameaça a propriedade em si, mas simplesmente destrói seu caráter privado (…) Naturalmente, a reprodução é muito diferente das formas tradicionais de roubo, pois a propriedade original não é tomada de seu proprietário; simplesmente passa a haver mais propriedade para alguém mais (…) O caso da Napster constitui um exemplo interessante porque coloca a questão da reprodução de uma forma social” (p. 234-235)
a partir de Hobbes: … transforma o instinto de conservação em vontade de potência (p. 152).
- Antecipar-se é buscar não só viver, mas viver o máximo de tempo possível, não só satisfazer nosso desejo presente mas garantir o caminho de nosso desejo futuro.
- “A potência de um homem é precisamente o conjunto de meios que ele dispõe hoje para obter algum bem aparente futuro (…) Mas a melhor de todas as garantias sobre o futuro é, claro, que devemos concorrer com nossos semelhantes” (p. 152).
- “Aspiramos, assim, insaciavelmente, a dominar os outros homens, afim de lhes manter disponíveis para uma eventual utilização futura” (p. 153)
princípio da imitação dos sentimentos de outrem
Multidão e povo diferem-se, segundo as concepções de Espinosa (1677) e Hobbes (1651), respectivamente, por suas relações específicas com o Estado. O povo é uma multiplicidade que adota, ou pode ser constrangida sob o poder do Estado a adotar, uma vontade comum e converte-se em uma unidade às custas das singularidades. Já a multidão, com sua recusa em submeter-se ao poder do soberano, conserva sua multiplicidade e singularidades individuais permanecendo à margem das tentativas de unidade, redeterminando-as.
· Duas qualidades da multidão (analisados por Heidegger em Ser e Tempo)
- · Tagarelice: “um discurso sem estrutura óssea, indiferente ao conteúdo que cada tanto aflora, contagioso e extensivo” (p. 35)
- · Curiosidade: “a insaciável voracidade pelo novo enquanto novo” (p. 35)
- · Ao contrário de Heidegger, que considera a tagarelice e a curiosidade como típicas manifestações da vida “inautêntica”, desvirtuada e ociosa, nivelada em seu sentimento e compreensão, Virno julga que ambas dão mostra da potência do pré-individual na constituição do indivíduo.
- · Tagarelice: “Comecemos pela tagarelice. Ela testemunha o papel preeminente da comunicação social, sua independência de todo vínculo ou pressuposto, sua plena autonomia. Autonomia de objetivos pré-definidos, de empregos circunscritos, da obrigação de reproduzir fielmente a realidade. Na tagarelice diminui teatralmente a correspondência denotativa entre palavras e coisas. O discurso não mais requer uma legitimação externa, buscada desde os eventos sobre os quais versa. Ele mesmo constitui agora um evento em si, consistente, que se justifica só pelo fato de ocorrer” (p. 36)
- · Curiosidade: “para Benjamin [A obra de arte na época da sua reprodutibilidade técnica], a curiosidade enquanto aproximação ao mundo, amplia e enriquece a capacidade perceptiva humana. O olhar móvel do curioso, realizado mediante os mass media, não se limita a receber passivamente um espetáculo dado, mas, ao contrário, decide todas as vezes que coisa ver, que coisa merece colocar-se em primeiro plano e que coisa deve permanecer ao fundo. Os meios exercitam os sentidos à considerar o conhecido como se fosse ignorado, isto é, a vislumbrar uma ‘margem de liberdade enorme e imprevista’ inclusive naqueles aspectos mais trilhados e repetitivos da experiência cotidiana. Mas, ao mesmo tempo, exercitam os sentidos também para a tarefa oposta: considerar o ignoto como se fosse conhecido, adquirir familiaridade com o insólito e surpreendente, habituar-se à carência de costumes sólidos.” (p. 37)
- · “Outra analogia significativa. Tanto para Heidegger como para Benjamin, o curioso está permanentemente distraído. Ele olha, aprende, experimenta todas as coisas, mas sem prestar atenção. Também neste tema o juízo de ambos os autores é divergente. Para Heidegger a distração, correlacionada com a curiosidade, é a prova evidente de um desenraizamento total e ausência de autenticidade. Distraído é quem sempre persegue possibilidades distintas mas equivalentes e intercambiáveis (…). Pelo contrário, Benjamin elogia explicitamente à distração, percebendo nela o modo mais eficaz de receber uma experiência artificial, construída tecnicamente.” (p. 38)
Enredar – “A arte de organizar encontros”
- Spinoza: “Mais uma vez, é Spinoza quem mais claramente prevê essa natureza monstruosa da multidão, concebendo a vida como uma tapeçaria na qual as paixões singulares tecem uma capacidade incomum de transformação, do desejo ao amor e da carne ao corpo divino (…) Spinoza mostra-nos como podemos hoje, na pós-modernidade, reconhecer essas metamorfoses monstruosas da carne não só como um perigo, mas também como uma possibilidade, a possibilidade de criar uma sociedade alternativa” (p. 253)
- “As ‘novas tecnologias’, enquanto significações imaginárias sociais segundas, são socializadoras dos seres humanos e um pólo de identificação coletiva. Como pólo da identidade coletiva contemporânea constituem uma matriz de estruturação de representações sociais, de designação de finalidades da ação e de estabelecimento de afetos” (p. 160)
- Contradições:
- § Participação em caráter de consumidores ou usuários? (cf. Rheingold: Smart mobs) – os donos da informação não são mais os donos da organização da informação?
- § fluxos de desejos emergem, organizam e transformam nossa experiência
- Produção do Comum “gestação de um novo poder, onde todos podem distribuir suas informações, potencializar seus desejos.”
- Novas Tecnologias e multidão: “A sociedade amplamente permeada por redes tecnológicas inaugura a possibilidade de construir, inclusive em nós mesmo, outros modos de fazer-se, de transformar-se. A multiplicidade de forças criativas é elevada a um nível de alto poder na constituição da multidão. As novas tecnologias são o lugar da multidão, onde ela expressa a sua força, seu poder de criar e agir, onde estabelece sua ética e a estética contemporânea.” (p. 5)
dados [copy&paste]: blog Daniel Ávila — http://danielavila.wordpress.com
[acesso em 14 de julho de 2009]
SPINOZA ………………………………… 4.860.000 resultados
SPINOZA + ETICA ………………. 158.000 resultados
SPINOZA + CONATUS ……………………….. 51.300 resultados
SPINOZA + LIBERDADE ………………… 38.200 resultados

Spinoza at Google
Outrar-se não é “tornar-se outro” em sentido frenia [mente/ personalidade #schizofrénie] … mas talvez dialogue perfeitamente com o vocábulo deleuziano, desterritorializar-se…
Outrar-se pode ser um “tornar-se outro” a medida em que, ao nos relacionarmos com os outros somos afetados [assim como afetamos] e nestas constantes trocas nos transformamos em um novo ser.
Não devoramos o outro [o desapropriando],
mas nos permitimos sermos penetrados
numa relação de penetração e reapropriação mútua.
Claude Lévi-Strauss … sugeriu em Tristes Trópicos que apenas duas estratégias foram utilizadas na história humana quando a necessidade de enfrentar a alteridade dos outros surgiu: uma era a antropoêmica [Antropoemia], a outra, a antropofágica [Antropofagia].
A primeira estratégia consiste em ‘vomitar’, cuspir os outros vistos como incuravelmente estranhos e alheios: impedir o contato físico, o diálogo, a interação social e todas as variedades de commercium, comensalidade e connubium.
A segunda estratégia consiste numa ’soi-disant’ — alienação — das substâncias alheias: ‘ingerir’, ‘devorar’ corpos e espíritos estranhos de modo a fazê-los, pelo metabolismo, idênticos aos corpos que os ingerem, e portanto não distinguíveis deles. Essa estratégia também assumiu ampla gama de formas: do canibalismo à assimilação forçada — cruzadas culturais, guerras declaradas contra costumes locais, contra calendários, cultos, dialetos e outros ‘preconceitos’ e ’superstições’.
Se a primeira estratégia [Antropoemia] visava ao exílio ou aniquilação dos ‘outros’, a segunda [Antropofagia] visava à suspensão ou aniquilação de sua alteridade.
@Bauman Modernidade Líquida. 2000
Chego aqui, portanto, na questão de “outrar-se” versus “antropofagia”; como se deu a ‘invenção’ de tal ‘conceito’:
Outrar-se refere-se à compreensão da existência de novas maneiras de se relacionar no mundo, com ‘o outro’, portanto à necessidade de criação de toda uma nova ética e novas morais tomando por base um novo século decorrente de uma nova cultura.
Outrar-se diz respeito a uma via dupla de contágio [contaminação?...] de algo ou outrem [objetos e/ ou sujeitos] com sentidos novos e diferentes* (primeiro por exposição, seguindo-se de contemplação e aprofundamento do ‘outro’: linguagens, pensamentos… trocas), transformando-se num novo ser humano [urbano?], com acréscimos de multiplicidades [formas de estar no mundo].
*no Outrar-se há sempre um deslumbramento com o novo — podendo este novo [o outro] ser ‘o diferente’ ou mesmo ‘o espelho’ –, e é a partir deste “deslumbramento” que estamos aptos a sermos penetrados pela alteridade e, assim, incentivados também a nos doarmos. Não há outrar-se que não seja uma “via de mão dupla”, um perder-se no encontro com ‘o outro’.
Outrar-se refere-se sempre a um exercício de despersonalização sobre um corpo sem orgãos a ser formado.
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qdo lançamos mão – colocamos em público – de um “conceito” ou “idéia”, isto facilita nossa pesquisa em rede, a medida em que, os interessados – mtos? Qtos? Como? Quais? Por quê? – estarão googleando [lê-se gugando] o mesmo conceito: em alguns poucos dias [perceba-se que iniciei este teste há cerca de 3 semanas, quando da divulgação em distintas 'redes sociais online' sobre este conceito “outrar-se” ...] deu-se então um diferencial de “visibilidade” encontrado – que encontramos – no Google [como ferramenta de busca online] em diferentes períodos ao longo deste curto espaço de tempo. O resultado tem sido – exponencialmente – mto maior e também de maior credibilidade [informação vs. Conhecimento] dos links apontados em cada busca de outrar-se [então como TAG].
o Outrar-se, portanto, faz parte de uma nova ética: a ética da confiança na rede. confia-se que o enunciador do discurso apreendido — blog ou outro sítio— publicou [digitalizou sua escrita e a tornou pública] na data referente ao post [publicação relacionada à pesquisa]. E é a partir desta primeira ética — em rede – que pode ser validada a enunciação d’outrem: citação/ pertencente a @ #link
Outrar-se exige, portanto, estima, respeito e confiança no ‘outro’ e no relacionar-se:
Os sentimentos de estima, respeito e confiança são exemplos práticos que apontam para os meios de integração de nossa simpatia com as simpatias de outros. Conquistar a estima, o respeito e a confiança de um estranho significa trabalhar na construção de um laço afetivo mais amplo que aquele de nossas parcialidades.
E esse é um dos papéis, senão o mais importante, das instituições: não exatamente o de governar ou regular as relações entre os homens, mas o de mobilizar suas tendências, integrando-as num todo maior, utilizando para tal o artifício dos valores e normas.
“… a forma como comportamentos e idéias se propagam, o modo como notícias afluem de um ponto a outro do planeta etc. A explosão das comunidades virtuais parece ter se tornado um verdadeiro desafio para nossa compreensão. … o fato de estarmos cada vez mais interconectados uns aos outros implica que tenhamos de nos confrontar, de algum modo, com nossas próprias preferências e sua relação com aquelas de outras pessoas. E não podemos esquecer que tal negociação não é nem evidente nem tampouco fácil. …
Na corrente dessa mudança de perspectiva do conceito de “comunidade” para “redes sociais”, vários autores das ciências sociais passaram a investigar, desde os anos de 1990, o conceito empírico de capital social (Burt, 2005; Lin, 2005; Narayan, 1999; Portes, 1998; Grootaert, 1997; Fukuyama, 1996; Putnam, 1993; Coleman, 1990). Essa noção poderia ser entendida como: a capacidade de interação dos indivíduos, seu potencial para interagir com os que estão a sua volta, com seus parentes, amigos, colegas de trabalho, mas também com os que estão distantes e que podem ser acessados remotamente. Capital social significaria aqui a capacidade de os indivíduos produzirem suas próprias redes, suas comunidades pessoais. … normas e valores que governam as interações entre as pessoas e as instituições com as quais elas estão envolvidas. A importância do papel das instituições é muito clara aqui, pois estas funcionam como mediadoras da interação social, uma vez que propagam valores de integração entre homens e mulheres.
Contudo, as instituições, como apontamos, exercem um papel regulador e mediador de processos mais profundos. O que nos interessa, no caso de uma análise do capital social, são as variáveis microssociológicas, como a sociabilidade, cooperação, reciprocidade, pró-atividade, confiança, o respeito, as simpatias. …
Mas por que seria isso considerado precisamente como “capital”? Ora, as relações sociais passam a ser percebidas como um “capital” justamente quando o processo de crescimento econômico passa a ser determinado não apenas pelo capital natural (recursos naturais), produzido (infraestrutura e bens de consumo) e pelo financeiro. Além desses, seria ainda preciso determinar o modo como os atores econômicos interagem e se organizam para gerar crescimento e desenvolvimento. A compreensão dessas interações passa a ser considerada como riqueza a ser explorada, capitalizada. …
O problema da sociedade, nesse sentido, não é um problema de limitação, mas de integração. Integrar as simpatias é fazer com que a simpatia ultrapasse sua contradição, sua parcialidade natural. A estima, o respeito e a confiança são a integral das simpatias. Nosso desafio é estender as simpatias para que seja possível constituir grupos maiores do que aqueles envolvidos pela simpatia parcial. Trata-se de inventar os meios e artifícios para que os homens consigam estender suas simpatias para além de seu clã, família, vizinhança. Ou seja, trata-se de estender as simpatias para além daquilo que se configura ainda como uma parcialidade: as “comunidades” em seu sentido mais tradicional. Para nos constituirmos em sociedade, precisamos empreender a integração das simpatias de forma a constituir um todo maior. …
Um dos aspectos essenciais para a consolidação de comunidades pessoais ou redes sociais é, sem dúvida, o sentimento de confiança mútua que precisa existir em maior ou menor escala entre as pessoas. A construção dessa confiança está diretamente relacionada com a capacidade que cada um teria de entrar em relação com os outros, de perceber o outro e incluí-lo em seu universo de referência. Esse tipo de inclusão ou integração diz respeito à atitude tão simples e por vezes tão esquecida que é justamente a de reconhecer, no outro, suas habilidades, competências, conhecimentos, hábitos… Quanto mais um indivíduo interage com outros, mais ele está apto a reconhecer comportamentos, intenções e valores que compõem seu meio. … reconhecer é também, e ao mesmo tempo, dar valor a alguém, aceitá-lo em seu meio, integrá-lo como colega ou parceiro.
Esta dinâmica do reconhecimento é com certeza uma das bases para a construção da confiança não apenas individual, mas coletiva. Redes sociais só podem ser construídas com base na confiança mútua disseminada entre os indivíduos. Isso pode se verificar em maior ou menor grau, mas de qualquer forma a confiança deve estar presente da forma a mais ampla possível. …
É cada indivíduo que está apto a construir sua própria rede de relações, sem que essa rede possa ser definida precisamente como “comunidade”. Mais profundamente, é no bojo da revolução tecnológica atual que se percebe a força de um conceito como aquele de Hume, o de simpatia parcial. A possibilidade de integração de simpatias dentro da cibercultura é da ordem do jamais visto em nossa história. Os homens conseguem encontrar zonas de proximidade lá onde isso pareceria impossível: pessoas compartilham idéias, conhecimentos e informações sobre seus problemas, dificuldades e carências. …”
[Costa, Rogério da. Por Um Novo Conceito de Comunidade in Interface - Comunic, Saúde, Educ, v.9, n.17, p.235-48, mar/ago 2005 | acesso em maio de 2009]
about 02 hours Hanging Out, Messing Around, Geeking Out at web [Twitter & Google]
perfis e utilizações da rede: “uso ensaístico” vs “comprometido” [de exposição, ficar à toa ou geeking out @Afetos, Links e a Disseminação do Conhecimento nas Redes Sociais -- #googledocs -- see also: Hanging Out, Messing Around, Geeking Out: Living and Learning with New Media]
That’s quite a statement, of course — almost heresy. But check it out yourself. It’s easy to compare the two, thanks to sites like bing-vs-google.com. Here, you’re shown search results from both Bing and Google, side by side, on a split screen. @nytimes #freud
Cheguei onde eu queria: rever o conceito de Antropofagia e Antropoemia [rev#2 >> 02.07.2007] … 3a revisão [tentativa de compreensão -- apreensão -- da Modernidade e Pós-Modernidade, na busca - anseio - de se propor uma nova ética e novas morais a uma geração já nascida na web 2.0]
proposição um: ano de 1928 [como se dava esta "troca em rede": com quem os artistas, intelectuais, empresários -- agentes culturais -- dialogavam ao redor do mundo? e como?]
o Direito = a Garantia do Exercício da Possibilidade. @Galli Mathias
Só a Antropofagia[1 #Bauman] nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo.
Expressão mascarada
de todos os individualismos,
de todos os coletivismos.
De todas as religiões.
De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question.
Contra todas as catequeses.
[E contra a mãe dos Gracos #2].
“Só me interessa o que não é meu”: Lei do homem. Lei do antropófago.
Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama.
[Freud #3 acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.]
O que atropelava a verdade era a roupa,o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior.[4 #Sennet]
A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará [#5].
Filhos do sol, mãe dos viventes.[6]
Encontrados e amados ferozmente,
com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande. [7]
Foi porque nunca tivemos gramáticas,
nem coleções de velhos vegetais.
E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental.
Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.
Uma consciência participante [8], uma rítmica religiosa.
Contra todos os importadores de consciência enlatada. [9]
……………………………………..A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl [10] estudar.
Queremos a Revolução Caraiba [11]. Maior que a Revolução Francesa.
A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.
A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.
Filiação.
O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. [12] Montaig-ne. [12a]
O homem natural: Rousseau [13]
Da Revolução Francesa ao Romantismo,
……………………………………………à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling [14]. Caminhamos..
Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo [15].
Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.
Mas nunca admitimos o nascimento da lógica [16] entre nós.
Contra o Padre Vieira [17].
[Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão.]
O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia.
[Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.]
O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. [18]
O antropomorfismo. [19]
Necessidade da vacina antropofágica [20]: Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.
Só podemos atender ao mundo orecular. [21]
Tínhamos a justiça codificação da vingança. [22]
A ciência codificação da Magia. [23]
Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.
——————————–
Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.
Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.
O instinto Caraíba.
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.
Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.
Catiti Catiti
Imara Notiá
Notiá Imara
Ipeju*
A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários.[24]
E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.
Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. [25] Só a maquinaria [26]. E os transfusores de sangue [27]
Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.
Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.
Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.
Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.
De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.
O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?
Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.
Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.
A alegria é a prova dos nove.
No matriarcado de Pindorama.
Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.
Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.
Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.
A alegria é a prova dos nove.
A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.
A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.
OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha.”
(Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)
Copy&Paste [último acesso: 13julho2009]
obs. Macunaíma é de 1928. Em 1927, o mestre Mário [então com 33 p/34 anos de idade] faz a sua “viagem etnográfica” pelo Brasil [maio-agosto].
TAG “antropofagia o que é” [auto-post da Google a partir de Antropofagia, 186.000 resultados]
in “Só me interessa o que não é meu: a antropofagia de Oswald de Andrade”, @Maria Cândida Ferreira de Almeida ICBV [s/ data. .doc acessado em 13julho2009]:
buscar tbm:
links quick research:
obs2: ética da confiança na rede: confia-se que o enunciador do discurso apreendido — blog — publicou [digitalizou sua escrita] na data referente ao post [publicação relacionada à pesquisa]. A partir desta primeira ética — em rede –, valida-se a enunciação d’outrem: citação/ pertencente a @ #link
http://www.angelfire.com/mn/macunaima/
http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/1_fase/mario_andrade.html
O AFETO NA PSICANÁLISE E AS DIFICULDADES DE SUA OPERACIONALIZAÇÃO – Oswaldo França Neto [.pdf online | último acesso: 06 de julho de 2009]
Palavras-chave: afeto, psicanálise, subjetivação, sujeito coletivo. | TAGs: angústia afetos
Situação de perigo é toda aquela que evoca a possibilidade da dissolução, miticamente situada em um momento de desamparo fundamental. … por esta razão que Freud usa o termo ’sinal’ para definir a função da angústia:
A conclusão a que chegamos, portanto, é esta. A ansiedade é uma reação a uma situação de perigo. (…). Pode-se dizer que se criam sintomas de modo a evitar a geração de ansiedade. Mas isto não atinge uma profundidade suficiente. Seria mais verdadeiro dizer que se criam sintomas a fim de evitar uma situação de perigo cuja presençaa foi assinalada pela geração de ansiedade.
(Freud, 1926, p. 152)
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maybe because youtube – and another ones – is still “free”…
do you believe in “free lunch”?!!?
frame do video que nao foi possivel postar por aki pós-06demaiode2009, pois há uma cobrança de aprox. 60 dólares [US$60,]…

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A reflexão de Derrida, por sua vez, dissipa, a meu ver, a alteridade à força de generalizá-la. Se só há diferenças sem referência, não há mais alteridade, mas uma perpétua alteração, produzindo uma pluralidade indefinida. Alteridade provém do termo latino alter, que, como o grego héteron, define-se em função de um pólo de referência, seja ele o Ego, o Mesmo ou o Um. O Outro não passa sem o Um. Não há alteridade sem ipseidade.
É para esta “pertença mútua da Identidade e da Diferença”*2, esse diferendo íntimo entre o Mesmo e o Outro, que gostaria de apontar com o título de meu trabalho. Sua formulação se vale de uma lógica paradoxal, que repousaria não mais no princípio de identidade, mas em uma “relação de alteridade”*3, na qual o Mesmo e o Outro deixariam de excluir-se, para incluir-se mutuamente.
… Mas a modernidade não pode mais localizar essa transcendência em um outro mundo, fazer dela o apanágio de um Ser supremo: ela tende a reavê-la no próprio cerne da imanência. A seus olhos, é nosso mundo e o próprio Eu que se revelam outros. O paradoxo dessa alteridade imanente ao real e ao sujeito está, por exemplo, no centro da reflexão de Octavio Paz…
…
Baudelaire chamava de profundidade esta outra dimensão inscrita no próprio seio de nosso mundo, e que pode “revelar-se inteira no espetáculo, por natural e trivial que seja, que temos diante dos olhos”*7. Para quem sabe abrir-se para essa profundidade da vida, “o primeiro objeto que aparece se torna símbolo falante”, isto é, ao manifestar-se, é outra coisa que ele manifesta. Esses propósitos baudelairianos, que inauguram o Simbolismo, fundam também, a meu ver, toda uma tendência da modernidade poética que não busca a alteridade em experiências-limite, ou em algum ponto sublime, mas em experiências quotidianas. …
Esse entrelaçamento entre o próximo e o longínquo, entre o Mesmo e o Outro, dá-se também na estrutura de horizonte da coisa mais banal. Para a fenomenologia, uma coisa só pode ser identificada por meio de um duplo horizonte, interno e externo, que a torna suscetível de revelar-se sempre outra, e de entrar em relação com uma infinidade de outras coisas. …
…
A diferença da palavra poética já deu lugar a diversos mal-entendidos, que se polarizaram em certo momento em torno da noção de desvio, de maneira muito favorável em poéticas de inspiração estilística ou lingüística (como as de Cohen ou de Levine). Essa noção tem por principal inconveniente o estabelecimento de uma noção de exterioridade entre a língua, considerada como uma norma fixa, e a palavra poética, que desde então se define apenas negativamente, como infração ou afastamento em relação a essa norma. Uma concepção como essa me parece típica de um procedimento que separa o Mesmo e o Outro: de um lado, a língua como sistema sempre idêntico a si mesmo; do outro, a poesia como pura negatividade.
…
Entre o poeta e seu dizer se constitui igualmente uma relação complexa de referência e diferença, um diferendo íntimo perfeitamente resumido pela famosa fórmula de Rimbaud: “EU é um outro”. Essa fórmula recusa, a meu ver, tanto o esquema tradicional da expressão, que reduz o texto a uma simples cópia da subjetividade, quanto uma teoria moderna que, rejeitando com justiça essa identificação, evacuasse o sujeito da escrita ou o limitasse a um simples efeito de linguagem. Mais do que reduzir um ao outro os termos da relação, parece-me mais interessante interrogar a interação entre eles, tentar compreender de que maneira, nos jogos de linguagem, o eu se recoloca em jogo. Ora, é precisamente sobre essa interação que a proposição de Rimbaud nos convida a meditar.
“EU é um outro”: a passagem da primeira pessoa para a terceira assinala o corte entre o sujeito do enunciado e o da enunciação. O eu se descobre outro assim que começa a cantar: “EU é um outro. Azar da madeira que se descobre violino”*18. Aqui, Rimbaud se opõe inegavelmente à teoria tradicional da expressão, segundo a qual o eu, em sua identidade e integridade, seria senhor e garante – auctor – de sua palavra: apenas “velhos imbecis” “egoístas” “se proclamam autores”*19. Ele rejeita a concepção cartesiana que dá ao sujeito a faculdade de coincidir consigo mesmo no ato de pensar: “Está errado dizer: Eu penso. Deveríamos dizer: Pensam-me”*20.
…
fonte: “O Outro no Mesmo”, Michel Collot >> http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-106X2006000100003&script=sci_arttext
Eu é um outro.
Tanto pior para a madeira que se descobre violino e zomba dos inconscientes que discreteiam sobre aquilo que pura e simplesmente ignoram.
Não sois Mestre para mim.
Dou-vos isto: será uma sátira como vós dir-eis?
É poesia? Fantasia, é-o sempre.
- Mas, suplico-vos, não a sublinheis com o lápis nem – demasiado – com o pensamento:
……………………………………
[links enviados pelo Dani]
Thanks!
Só consigo me reconhecer fora de mim e em relação a.
É minha forma de “outrar”, no verbo de Fernando Pessoa.
Por isso, adoro esta passagem de Brecht:
“eu pensava dentro de outras cabeças;
e na sua, outros, além dele, pensavam.
Este é o verdadeiro conhecimento.”
http://jaldes-campodeensaio.blogspot.com/2008/03/dia-triunfal.html
_______________________________
“…Gosto de Palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas.
Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie – nem sequer mental ou de sonho -,
Transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritimos verbais, ou os escuta de outros.
Estremeço se dizem bem.
…
Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente.
E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas.
São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indeferem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas.
Assim as idéias, as imagens, trêmulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de idéia bruxuleia, malhado e confuso.
…
… Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto não quem escreve mal português,
não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada,
mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.
Sim, porque a ortografia também é gente.
A palavra é completa vista e ouvida.
E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.”
["Livro do Desassossego", por Bernardo Soares. Vol. I, het. de Fernando Pessoa]
____________________
“… É extraordinariamente bem feita a sua observação sobre a ausencia em mim do que possa legitimamente chamar-se uma evolução qualquer.
Ha poemas meus, escriptos aos vinte annos, que são eguaes em valia – tanto quanto posso appreciar – aos que escrevo hoje.
Não escrevo melhor do que então, salvo quanto ao conhecimento da lingua portugueza – caso cultural e não poetico.
Escrevo differentemente. Talvez a solução do caso esteja no seguinte.
O que sou essencialmente – por traz das mascaras involuntarias do poeta, do raciocinador e do que mais haja – é dramaturgo.
O phenomeno da minha despersonalização instinctiva, a que alludi em minha carta anterior, para explicação da existencia dos heteronymos, conduz naturalmente a essa definição.
Sendo assim, não evoluo: VIAJO.
(Por um lapso das teclas das maiusculas, sahiu-me, sem que eu quizesse, essa palavra em lettra grande. Está certo, e assim deixo ficar.)
Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que póde haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de crear personalidades novas, novos typos de fingir que comprehendo o mundo, ou, antes, de fingir que se póde comprehendel-lo.
Porisso dei essa marcha em mim como comparavel, não a uma evolução, mas a uma viagem:
não subi de um andar para outro; segui, em planicie, de um para outro logar.
Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescencia;
isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento. …”
http://us.geocities.com/marco_lx_pt/pescartaviajo.htm
__________________
A multiplicidade é destacada por Ítalo Calvino como sendo um dos valores que ele gostaria que fosse transferido para a Literatura do novo milênio. Para Calvino quanto mais à obra tende para a multiplicidade mais se distancia da sinceridade interior de quem escreve.
Fernando Pessoa, poeta múltiplo, já procurava despersonalizar-se para fazer surgirem vários eus nesta perspectiva. A fragmentação instala-se em sua poesia demonstrando que o conceito de individualidade inexiste exprimindo um caráter múltiplo do ser. Não sei quantas almas tenho
Ítalo Calvino pergunta, portanto a cerca desta questão:
Quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as maneiras. 2
Assim Calvino também contribui para a concepção sobre a inexistência de uma personalidade unificada como garantia de uma verdade que não seja parcial.
O poema se intitula e se inicia com a frase: Não sei quantas almas tenho. Essa colocação evidencia ao mesmo tempo duvidas existenciais e a certeza de um eu múltiplo. Tal aspecto é almejado por Ítalo Calvino ao idealizar: Quem dera fosse possível uma obra que nos permitisse sair da perspectiva limitada do eu individual. 3 Essa expectativa de Calvino é demonstrada nesta poesia de Fernando Pessoa, a qual revela a consciência da multiplicidade, da mutabilidade, e da limitação de apenas ser um ser:
…
Nota-se que a mutabilidade e a inconstância revelam o desconhecimento de um eu devido ao seu caráter de multiplicidade: Torno-me eles e não eu.. Para tanto, nota-se que o conceito de individualidade inexiste já que.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
http://www.webartigos.com/articles/1040/1/fernando-pessoa-as-multiplas-almas-que-dividem-um-ser/pagina1.html
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alienação
paciência#01 [acesso em 22 de junho de 2009]
:: momento copy&paste … linking ::
Podemos falar em três grandes formas de alienação existentes nas sociedades modernas ou capitalistas:
Alienação Social, na qual os humanos não se reconhecem como produtores das instituições sociopolíticas e oscilam entre duas atitudes: …
Nos dois casos, a sociedade é o outro (alienus),
algo externo a nós, separado de nós, diferente de nós e com poder total ou nenhum poder sobre nós.
Marilena Chauí, “Convite à filosofia” – Ed. Ática, p.172-5
…………………………………………………………………………
A palavra alienação tem várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental, na qual se registra uma anulação da personalidade individual, arrombamento de espírito, loucura. A partir desses significados traçam algumas diretrizes para melhor analisar o que é a alienação, e assim buscar alguns motivos por quais as pessoas se alienam. Ainda assim, os processos alienantes da vida humana foram tratados de maneira atemporal, defraudada, abstraído de processos sócio-econômicos concreto.
A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, se tornando sua própria negação.
Alienação se refere á diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprio.
A sobrevivência do homem implica uma transformação da natureza e do outro à sua imagem e semelhança, o que impõe uma transformação de si mesmo à imagem e semelhança do mundo e do outro. Viver para o homem é objetivar-se, ser fora de si.
…………………………………………………………………………
ALIENAÇÃO, PÚBLICO E ARTE CONTEMPORÂNEA, por Thais Rivitti
last modified 05/01/2007 19:44Segundo Jappe, tanto Debord como Adorno concordam com a afirmação de que o público das artes, bem como toda a sociedade, é composto por sujeitos alienados. Isso significa que são sujeitos incapazes de decidir seu destino, de refletir e formular questões sobre o mundo a sua volta. Esta posição comum decorre da tradição marxista da qual os dois autores provêm, que aponta a esfera econômica da troca como base da alienação.
…
… para Adorno o que aliena o sujeito de seu mundo é sua propensão a “devorar” o objeto. Lukács, conforme a leitura de Jappe, teria relacionado o processo de fetichização da mercadoria _ou seja, o processo que faz com que passemos a atribuir às coisas as características humanas da sua produção_, ao da reificação. A extensão da mercadoria e seu fetichismo a totalidade da vida faz também com que as ações humanas passem ser vistas como um conjunto de coisas que, independente do poder humano, seguem apenas suas próprias leis.
… Adorno, por sua vez, atribui a alienação à existência do sujeito dominador, que se sobrepõe ao objeto e que só é capaz de entendê-lo como algo derivado da sua percepção. O pensamento subjetivista busca a identidade entre sujeito e objeto por não suportar o que lhe é externo (objeto), e a alienação decorre desta repressão ao diferente e ao estranho.
…
O discurso da dissolução da arte na vida está presente na cena brasileira de arte contemporânea. São artistas (ou grupos) que assumem claramente sua filiação ao pensamento de Debord e dos situacionistas. Eles falam em implodir o sistema (capitalista) e têm como estratégia desqualificar todas as instituições, termo entendido em seu sentido mais amplo, como tudo aquilo que está estabelecido: desde galerias até o pensamento produzido nas universidades. Colocam-se contra o consumo e contra a globalização: freqüentemente são usados termos políticos para designar suas ações. Alguns deles atuam no corpo a corpo com o público visando proporcionar uma vivência emancipadora que por vezes se confunde com afeto, atenção e inclusão. Há críticas possíveis para cada trabalho, em cada caso. Mas, genericamente, pode-se dizer que estas práticas “situacionistas” oriundas das manifestações de 68 precisam ser reformuladas frente às novas condições sociais para não serem (mais uma vez) engolidas. É necessário um desenvolvimento real da teoria e da prática para que sejam elaboradas ações de fato propulsoras de uma nova vida social e que não se tornem um novo modismo, com seus segundos de aparição na mídia ou ações voluntaristas incapazes de transformação.
…
Eis dois caminhos para a arte que partem de uma crítica da sociedade, negam-se a ser objetos de consumo e se colocam como resistência. Vejo que eles se opõem radicalmente àquele tipo de manifestação de caráter pessoal, dado a descobertas de pequenas verdades e produto de um sujeito enredado em suas próprias limitações _esse sim extremamente em voga nos dias de hoje.
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O conceito de “alienação” corresponde, em Hegel, em sua forma mais geral, ao processo pelo qual o Espírito se projeta para fora de si para, em seguida, por etapas sucessivas, retomar, no absoluto, a identidade consigo mesmo. A alienação corresponde ao segundo termo da tríade dialética em que o Espírito se projeta para fora de si mesmo como natureza, toda sua evolução fenomenológica consistindo no processo de negação da negação, da reassunção final da identidade do “em si” é do “por si”, que se realiza através das várias etapas da história humana.
Na “Fenomenologia”, a alienação surge para a consciência como sua dimensão essencial quando, para atingir a consciência de si, exige o reconhecimento de si pelo outro. …
… pelo trabalho adquire a cultura que só pertence ao senhor de forma mediatizada, mas pertence ao escravo de forma imediata e definitiva. Pela potência da negatividade e a cultura que lhe traz o trabalho, o escravo percebe sua possibilidade de ser livre, de atingir a liberdade que reside em ordenar sua existência a partir da idéia que faça de si mesmo.
Sem condições de efetivar esta liberdade que sabe possuidora, a consciência do escravo se transforma em consciência infeliz, que busca a liberdade dentro de si mesma, sem efetivá-la concretamente. Torna-se estóica, cética, e finalmente religiosa, projetando para fora de si a liberdade que sabe possuir mas não assume.
É uma dialética que busca atingir, conforme a perspectiva de Hyppolite, uma dimensão ontológica, como fenomenologia de um problema universal “que é o da consciência de si humana que, incapaz de se pensar como um Cogito separado, não se encontra senão no mundo que edifica, nos outros eu que ela reconhece ou em que, por vezes, se desconhece”
Mas a ontologia hegeliana não admite esta limitação à abstração genérica, exigindo uma dimensão concreta. No Mundo ético da Cidade Grega, o indivíduo é confundido com a coletividade, e assim é livre e universal de forma imediata, sem a consciência de sua individualidade como “em si”. À dissolução da Cidade Grega corresponde a cisão entre o eu e sua essência imediata, e é ai então que se opera a alienação que coloca, de um lado, a sociedade e a cultura como exterior ao eu, e de outro o eu como um “em si” que inicia a dialética histórica da desalienação.
Separado de si mesmo, e separado do outro, separado do mundo humano da cultura, o Espirito…
…
Lefort vai buscar a raiz do conceito de alienação não na análise clássica do feitichismo da mercadoria, como quer Lefebvre, mas na análise da própria sociedade industrial, que ao mesmo tempo universaliza e particulariza o homem, ao mesmo tempo estabelece a unidade de todos os atos produtivos – uma sociedade universal – e é ao mesmo tempo o movimento pelo qual se constituem as esferas estanques das atividades do trabalho. A alienação estaria não em uma “irrealidade” do mundo das mercadorias, oposta à “realidade” do trabalho natural – pois o real não pode ser nada além da que as relações sociais concretas entre os homens -; mas na contradição entre a particularização e a universalidade, que se expressaria em diversas formas, no dinheiro e na mercadoria como forma geral da alienação na sociedade capitalista.
…
Neste sentido são importantes as indicações de Lefebvre [Henry], procurando determinar, na quotidianeidade da vida humana, a presença de alienações. “A alienação se descobre na vida de cada dia, na do proletário como na do pequeno burguês ou dos capitalistas“. Esta noção “permite descobrir como o homem (cada homem) cede às ilusões e crê se encontrar e se possuir através delas, e quais angústias ele inflige a si mesmo; ou como luta para trazer à luz o seu ‘núcleo’ de realidade humana“(Critique de la Vie Quotidienne, L’Arche Editeur, Paris, 1958). A determinação da alienação na quotidianeidade se realiza através do conhecimento crítico da vida quotidiana, em que se estabelece o contraste entre o que os homens são e o que crêem ser, entre o que vivem e o que crêem viver . “Na vida social como na vida individual, o viver e o vivido não coincidem “. “Entre as pessoas e elas mesmas se intercalam imagens, ‘modelos’ “. “O conhecimento da vida tenta eliminar o que separa o viver do vivido, tornando então consciente a vida. O que implica na superação dos dois termos”
…
Pela visão do processo político brasileiro tal como a esboçamos, podemos indicar a conclusão de que a manifestação aguda de alienação política no Brasil significa o fim daquelas formas que poderíamos chamar, em comparação com as formas contemporâneas, de alienação direta, social, recoberta externamente por um Estado político atrofiado. A fase atual parece corresponder ao apogeu do Estado político brasileiro, que passa cada vez mais a penetrar em todas as estruturas locais de dominação. Para o futuro, teríamos ou a perspectiva de uma acentuação da alienação política, através de governos capazes de levar à frente a galvanização demagógica das massas, ou o caos político que pode redundar em solução de força. As perspectivas de desalienação, em vista do processo de desenvolvimento econômico, se situam no surgimento de novas instituições de massa, partidárias, sindicais e camponesas, fundamentalmente, que possam efetivar a ligação entre as massas e o poder. As transformações políticas que o desenvolvimento destas instituições acarretariam já escapam às possibilidades de previsão clara.
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Chegamos, neste ponto como nos demais, à mesma postura metodológica. A consideração do o normal e do patológico implica, ao lado suas exigências de máxima racionalidade, a inserção do fenômeno dentro de uma hipótese de trabalho que, por ser empiricamente indemonstrável, pelas implicações que acarreta a toda a atividade intelectual do estudioso, e pela identificação com um poder de vontade concretamente existente, equivale, no plano vivido, a uma opção existencial do sociólogo. E nada há que estranhar nisto, se a própria sociedade é a construção do homem por ele mesmo, enquanto ser que aspira à liberdade.
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Uma frase que gostei de conhecer hoje é: “A habilidade de controlar informação é a habilidade de controlar mentes”.
Estariamos então sob a dominação de algum controlador de informação. Google podemos dizer?
Então o Google pode não ter transformado todos em estúpidos, mas nos transformou em pensadores em massa e então perdemos o lance da individualidade. Se esse realmente for o caso (alias, é! quem é relevante com somente um link? no Google precisamos de muitos), temos algo aqui mais alienante do que a TV foi.
Neste caso e para efeitos de “eu pensei primeiro”: Google, Digg, RSS e Twitter são a TV (no sentido de alienação) do mundo atual. Espero que você também pense sobre isso.
A questão é mostrar que os filtros de conteúdo (que servem para medir relevância) ao mesmo tempo que nos deixam livres do lixo que a quantidade de informação disponível possui, nos faz pensar como uma massa. Que quando os filtros tentam se basear na rede social do individuo ou no “voto comunitário” para caracterizar relevância eles estão na verdade transformando todos em pensadores em massa.
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Repito: Eu só quero que façam isso e que quem fizer me dê a porcaria do link.
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Second Life: esquizofrenia, alienação ou realidade?
Alienação. Processo que deriva de uma ligação essencial à ação, à sua consciência e à situação dos indivíduos, pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que o processo e os seus produtos apareçam como indiferentes, independentes ou superiores aos homens que são, na verdade, seus criadores. No momento em que a uma pessoa o mundo parece constituído de coisas – independentes umas das outras e não relacionadas – indiferentes à sua consciência, diz-se que esse indivíduo se encontra em estado de alienação. Condições de trabalho, em que as coisas produzidas são separadas do interesse e do alcance de quem as produziu, são consideradas alienantes. Em sentido amplo afirma-se que é alienado o indivíduo que não tem visão – política, econômica, social – da sociedade e do papel que nela desempenha. (Dicionário de Sociologia)
Mas o SL não se enquadra em nenhum destes modelos. Em uma primeira análise rápida poderia parecer que é um sistema do primeiro tipo, algo que só existe dentro do computador. Mas então qual o motivo de empresas estarem colocando sites neste mundo virtual? Então li um artigo “O virtual não se opõe ao real” de Juremir Machado da Silva, publicado no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, dia 11 de agosto [de 2007], sobre a palestra de Pierre Lévy está sendo apresentada hoje.
O virtual é um problema que demanda uma resposta. Para explicar isso, Lévy recorre a uma metáfora simples: o virtual é a semente. O atual é a árvore que dela brota: “Contrariamente ao possível, estático já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou novidade qualquer, e que chama um processe de resolução: a atualização (…) A atualização aparece então como a solução de um problema, uma solução que não estava contida previamente no enunciado. A atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades (…) O real assemelha-se ao possível; em troca, o atual em nada assemelha-se ao virtual: responde-lhe”. Não há ilusão. Somente criação. De algum modo, Pierre Lévy parece empregar todas as suas forcas para advertir a todos de que algo muito mais importante do que se diz está acontecendo. A Internet não é apenas um bom instrumento para arranjar amigos ou parceiros sexuais, nem somente um extraordinário banco de dados, mas principalmente uma ferramenta cognitiva que altera a percepção, a memória e o sistema de produção e gestão do saber.
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Existe uma concepção filosófico-social de alienação em sua relação com a produção que complementa e aprofunda o pensamento exposto. Trata-se da concepção weberiana e aristotélica de alienação. Em Aristóteles, alienado é tudo aquilo que é forçado, ou seja, o que vêm de fora do sujeito, uma concepção de alienação muito mais profunda que aquela que a reduz à sua dimensão concreta. Weber (1963) aponta que a burocracia acarreta no aprisionamento da subjetividade uma vez que encerra o trabalho, fonte de emancipação e projeção da subjetividade humana, de acordo com as normas e regras determinadas pela organização burocrática racional e eficiente, orientada pelas decisões dos seus dirigentes. Weber percebe que o estado socialista nem acaba com a Mais-valia como aprofunda a rotinização da vida em sua forma mais eficiente, a burocracia. Ou seja, o socialismo científico em sua versão soviética aprofunda a alienação.
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… a alienação primitiva e a alienação objetivada. A primeira refere-se à exteriorização do homem como ser-no-mundo, definindo tanto a historicidade do homem quanto a sua realização na História. Constitui-se na pedra angular do conceito de liberdade enquanto liberdade de escolha, porque indica como a exteriorização do homem aponta a infinitização do finito. A segunda diz respeito à exterioridade que acontece no encontro de dois ou mais projetos humanos, não sendo possível à liberdade humana desenvolver-se à margem da necessidade até os dias atuais, já que estes ilustram a força do fenômeno da escassez na História. Assim, a alienação objetivada corresponde à finitização do infinito.
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Tanto em Marx quanto em Hegel, alienação está ligada ao trabalho. Para Hegel, o trabalho é a essência do homem, quer dizer, é somente por meio de seu trabalho que o homem pode realizar plenamente suas habilidades em produções materiais.
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Alienação, para Marx, tem um sentido negativo (em Hegel, é algo positivo) em que o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza; ao invés de humanizá-lo, o desumaniza. O homem troca o verbo SER pelo TER: sua vida passa a medir-se pelo que ele possui, não pelo que ele é. Isso parece familiar? Pois é, vamos ver os detalhes.
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A alienação acaba afetando também as relações sociais, criando um clima de indiferença entre as pessoas. Tornando as relações mais frias. Nessa sociedade alienada as pessoas têm medo de se mostras, escondem-se atrás de aparências, sem se preocupar com o que são, fazem ou sabem.. Não importa mais a auto-realização o que importa é se os outros estão gostando, se sua popularidade está aumentando mesmo que para isso seja necessário sofrer e se privar da espontaneidade.
As pessoas estão muito preocupadas com a opinião alheia, dane-se o que os outros vão pensar! Seja feliz sendo você!…
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Alienação é um privilégio das mulheres bonitas?
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enchanter v.t. (lat. incantare, prononcer des formules magiques) [conj. 3]
Larousse Pratique. © 2005 Editions Larousse.
// Larousse Le Grand Dictionnaire des Synonymes et Contraires. © 2004 Editions Larousse.
adjectif enchanté Qui est très content.
enchanté de faire votre connaissance
se dit lorsqu’on rencontre qqn pour la première fois
// <![CDATA[// Larousse Pratique. © 2005 Editions Larousse.
Synonymes et Contraires
Admiration sans réserve pour.
adoration, culte, idolâtrie, vénération -littéraire: dévotion.
Larousse Le Grand Dictionnaire des Synonymes et Contraires. © 2004 Editions Larousse.
[IN]TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO?………….
Comum ver nos status:
Conjugação?
Hipotese#05 >> a Rede Digital como o “Feitiço** dos Encontros” [o fetiche pela web 2.0/ plataformas de relacionamento social online & chats-locus].
Se pensarmos em termos rizomáticos destas redes e formações sócio-psicológicas, podemos intentar estabelecer uma nova linha deste ‘capital social’ formado por esta geração que surge ja inserida em autonomias diversas destes ambientes online. Há que reconfigurar, portanto, uma visão Flusseriana sobre o jogo [ilusão] nestas estruturas hierárquicas de poder tecnológico [caixas-pretas] que se traduzem em liberdades [ou pseudo-liberdades?] de produções de linguagens, sentidos e significados…
**Etimologia [fonte: http://houaiss.uol.com.br]
lat. facticìus,a,um ‘artificial, não natural, imitativo, onomatopaico’; o port. feitiço e o esp. hechizo, doc. no sXV, são
concorrentes de bruxaria na área ibérica; observe-se que o port. feitiço foi, já no sXVI, usado em línguas africanas,
donde foi tomado como emprt. pelo fr. fétiche, doc. já em 1605; ver faz-
É importante notarmos que tais intervenções pedagógicas [que de acordo à Orozco iniciam-se há trinta anos da escrita de seu texto, ou seja, por volta de 1967], assim como tal situação é também apontada por Martín-Barbero na revista Nómadas de número05, em setembro de 1996:
“el imaginario de la televisión sea asociado a los antípodas de los valores que definen a la escuela: larga temporalidad, sistemaidad, trabajo intelectual, valor cultural, esfuerzo, disciplina. Pero al ser acusada por la escuela de todos los males y vicios que acechan a la juventud, la televisón devela lo que ésta cataliza de cambios em la sociedad: desplazamiento de las fronteras entre razón e imaginación, entre saber e información, naturaleza y artifício, arte y ciencia, saber experto y experiencia profana. Lo que a su vez conecta las nuevas condiciones del saber … [llamada] postmodernidad, lo que ella tiene de cambio de época com las nuevas formas de sentir y las nuevas figuras de la socialidad. Desplaziamientos y conexiones que empezaron a hacerse institucionalmente visibles em los movimientos del 68 … necesidad de explorar el sentir, de liberar los sentidos, de hacer estallar el sentido … em la revoltura que esos años producen entre libros, sonidos e imágenes, emerge un poyecto pedagógico que cuestiona radicalmente el carácter monolítico y transmisible del conocimiento, que revaloriza las prácticas y las experiencias, que alumbra un saber mosaico…”
A afetividade pedagógica é formada pelo discurso autorizado. O afeto forma-se como um átomo em constante sinergias. O afeto como base primeira da compreensão da comunicação: transmissão e recepção. A afetividade compartilha-se como sinapses, criando uma grande rede de afetos. O afeto interage, afetos interagem. A criança – o ser humano – afeta tudo aquilo que encontra, assim como também por tudo é afetado. Se a compreensão educacional visualiza esta capacidade da afetividade pedagógica, então sim estaremos pensando – a meu ver – em uma nova perspectiva de uma educação para os meios, para as novas mídias. Há de se compreender que os meios formam uma enorme rede, uma rede formada de um valor imaterial que é criado pela afetividade. O conhecimento em rede – que ora transforma-se em poder ora não – é gerado por uma afetividade constante. O educador não pode mais ser somente um mediador – mera imagem do espetáculo – deve, tornar-se proporcionador de afetos desta nova era, aquele que compreende a rede de afetos ao seu redor e trabalha nesta afetividade de uma maneira pedagógica, visando não o desenvolvimento de um mero semioticista [um ser que racionaliza metafisicamente tudo que recepciona], mas a evolução de uma criança em harmonia com sua própria afetividade: um ser humano capaz de perceber o quanto de si afeta o mundo e o quanto em si é afetado por este mundo ao seu redor.
*Os semioticistas ou a Semiótica é aqui estabelecida – representada/ apresentada – como disciplina de leitura das diferentes mensagens presentes na comunicação e linguagem das novas mídias. Em suma, compreensão da informação em seus âmbitos de Transmissão e Recepção, assim como de suas Tecnologias associadas.
falta-me ler Bourdieu todavia, admito.
mas este post em lista [C.F.] me parece em dialogo aki:
Vejo essa questão do jogo como algo imanente à Internet e às suas possibilidades.
Afinal, quem não está jogando na rede, seja por meio de vários perfis, ou de atividades que divulga e até mesmo por meio da apropriação dos discursos alheios?
Podemos hackear a nossa reputação de diversas formas e montar o espetáculo no qual desejamos ser reconhecidos.
Entretanto, algo nos falta quando toda essa aparência precisa ser mantida,
talvez nesse ponto seja necessário, então, inventar um novo jogo no qual possamos atuar com liberdade novamente.
Acho que o fato marcante é que se não conversamos não existimos e nem mesmo estamos jogando.
Coisa de matilhas!
CF: o que seria “atuar com liberdade novamente”, em que ponto ha o “novamente”?!…
When we were arguing about the ‘Deleuze/Guatari’ [and Lasch] war & relationships/ society & spectacle-medias issues in these last days [or months, years?], Debord is ON [sale] again:
The Situationist Raoul Vaneigem famously wrote There are no more
artists since we’ve all become artists. Our next work of art is the
construction of a full-blooded life @ The Revolution of Everyday Life.
and Marina Gazire had posted it just now in a list that i used to be part in these last years:
“In this tradition, Class Wargames present two days of making and playing
Guy Debord’s The Game of War. Debord, leader of the Situationist
International, developed the game while in exile after the May ‘68
Revolution, and came to regard it as his most important project. For
Debord, The Game of War wasn?t just a game – come and learn how to fight
and win against the oppressors of the spectacular society! Join the
Class Wargames crew, Richard Barbrook, Fabian Tompsett, Ilze Black and
others, in redefining political and contextual territories.
Come along on Saturday to learn the intricacies of the game by making
your own board from recycled materials. Then come back on Sunday to play
the game and participate in a discussion between political theorist and
author Dr. Richard Barbrook of Class Wargames and author and programmer
Alex Galloway of RSG, developer of Kriegspeil, a digital version of the
Game of War, who will participate online from New York. The discussion
will be chaired by Marc Garrett, co-director of Furtherfield.org and
HTTP Gallery.
The discussion will be featured in ‘Artists RE:thinking Games’, due to
be published in September 2009, compiled and edited by furtherfield.org
in collaboration with Fact.co.uk.”

GUY DEBORD is celebrated as the leader of the Situationist International and as the author of the searing critique of the media-saturated society of consumer capitalism: The Society of the Spectacle.
What is much less well known is that after the May ‘68 Revolution, Debord and his partner – Alice Becker-Ho – quit Paris and went to live in a remote French village. Over the next two decades, Debord devoted much of the rest of his life to inventing, refining and promoting what he came to regard as his most important project: The Game of War.
For Debord, The Game of War wasn’t just a game – it was a guide to how people should live their lives within Fordist society. By playing, revolutionary activists could learn how to fight and win against the oppressors of spectacular society.
Debord’s fascination with wargames is finally being discovered; … Debord and Becker-Ho’s The Game of War book has also been translated for the first time and is now published by Atlas Press.
>> October 2007 – New Books :: WAR FOR CHRISTMAS! <<
Our version of Guy Debord’s “Game of War” is now published.
£17 until the end of November. Apologies for the postal charges on this book, which is a substantial item.
Another Links:
http://www.classwargames.net/pages/links.html
&
Cap.#02 “TELEVISÃO – O Imaginário Coletivo” [cont.]
“Perceber a nossa cultura televisiva implica conhecer a razão e a forma como a televisão nos fascina para além do nosso consciente. …o sistema nervoso autônomo dos mamíferos mais evoluídos está treinado para responder a qualquer alteração perceptível no ambiente que seja relevante para a sobrevivência.” [p.39]
“A pergunta é evidente: em que é que a TV é relevante para a nossa sobrevivência? Em termos de conteúdo, pouco. Mas o principal efeito da televisão, como McLuhan não se cansava de repetir, produz-se não ao nível do conteúdo mas sim do próprio meio, com o piscar constante do feixwe de electrons percorrendo o ecrã.”
A questão que se coloca aqui é uma possibilidade da técnica e da tecnologia aplicada a uma problemática biológica
Cap.#01 <> TECNOPSICOLOGIA*
“A nossa realidade psicológica não é uma coisa ‘natural’. Depende parcialmente da forma como o nosso ambiente, incluindo as próprias extensões tecnológicas, nos afeta.”
Trends at Technology: ou eh caro ou o publico que eh ignorante >> “…a melhor e mais útil tecnologia do mundo não pode impor-se a um público não preparado. Porque não pode haver espaço para ela na nossa psicologia coletiva“
McLuhan chamou de “A NARCOSE DE NARCISO” [o que outros observadores culturais chamariam de "forças de marketing"
"Os nossos sistemas políticos e de educação estão a arrastar-se muito atrás da nossa tecnologia e do nosso marketing..."
A psicologia possui funções reguladoras [do homem civilizado e sua atuação 'correta' junto à sociedade], onde “o papel da psicologia pode ser o de interpretar e integrar os efeitos da tecnologia nos sujeitos.” [p.33]
*este livro foi lido e fichado via páginas em xerox.desta maneira ao ler [p.33], por exemplo, identificar páginas duplas [maneiras de visualização e leitura deste material 'original'].
O termo psicotecnologia foi baseado, segundo o autor, no modelo de biotecnologia “para definir qq tecnologia que emula, estende ou amplifica o poder das nossas mentes. …[dispositivos] que juntos estabelecem um domínio de processamento de informação. É o domínio das psicotecnologias. Vista deste prisma, a televisão torna-se a nossa imaginação coletiva projetada fora do nosso corpo … A TV é literalmente, como Bill Moyers lhe chamou, ‘uma mente pública’ [Television the Public Mind, 1989]
A TELEVISÃO COMO ESPAÇO PÚBLICO DE MENTES COLETIVAS [ver tbem Ivana Bentes]
“As tecnologias do vídeo dizem respeito não só ao nosso cérebro, mas a todo o sistema nervoso e aos sentidos … a nossa relação com os écrans. …Com efeito, a característica essencial, a interação, a capacidade que garante a nossa autonomia individual dentro da poderosa tendência da coletivização psicotecnológica, é fornecida pelos computadores e ainda mais eficazmente pelas redes de computadores.” [p.35]
I can’t post everything here in english, because some texts are translated to portuguese… but here you’ll have all information about it, then you can read it in your own language!
be my guess!