“…a vida em sociedades urbanizadas é capaz de gerar conseqüências psicológicas nos indivíduos que dividem o espaço das cidades. E, para defender-se dessas conseqüências na maioria das vezes nefastas, os cidadãos metropolitanos são levados a adotar uma série de comportamentos como contatos superficiais (evitando assim o excesso de estímulos nervosos), intelectualização do “self”, e até mesmo o que o autor chama de atitude blasé.
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- o de espaço urbano (como o espaço onde as relações se dão através do comércio, ou seja, da circulação de moeda);
- a relação dicotômica entre a dependência gerada pela divisão social do trabalho e a autonomia conquistada nos espaços urbanos;
- a idéia de indivíduo multifacetário que possui liberdade para vivenciar diferentes aspectos de sua identidade;
- comportamento mental urbano que seria caracterizado pelo distanciamento das relações afetivas,
- a instauração de relações primordialmente mecânicas direcionadas a determinados fins e feitas através da moeda;
- intelectualização que seria exatamente esse afastamento do indivíduo do excesso de relações e estímulos afetivos numa grande sociedade;
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Partindo do mesmo lugar de onde Weber inicia sua análise da formação do espaço urbano, Simmel também vê a cidade como um local de mercado em essência.
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… postula-se que os indivíduos metropolitanos adotam certa ‘vida mental’ para que possam continuar a viver nessa sociedade, isso incluiria um distanciamento das relações afetivas.
[grifos meus]
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O espaço urbano seria, portanto, um espaço dicotômico, pois, criaria cada vez mais relações de dependência através da divisão social do trabalho, porém essas relações seriam suprimidas e ao invés de relações pessoais de dependência, os indivíduos teriam relações mediadas por algo neutro: papel desempenhado pela moeda nessa economia. … Ao mesmo tempo, a esfera da autonomia seria desenvolvida cada vez mais, pois haveria maior liberdade aos indivíduos e menor coerção típicas de pequenos grupos sociais, essa liberdade permitiria o surgimento de indivíduos multifacetários capazes de expressar os mais diferentes aspectos de sua identidade. … indivíduos ‘nativos’ das sociedades urbanas modernas.
[grifos meus]
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desde a era pós-Revolução Industrial até os dias atuais, ou seja, no contexto de globalização. [dec80/90?]
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resumos onlines >> SIMMEL, G. A Metrópole e a Vida Mental
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Esses ‘fiapos’ de liberdade de escolha e de ação constituem, entretanto, aquilo que permite que a impessoalidade, a desintegração etc. de que falam Simmel, Wirth, Redfield, e outros, não possam ser entendidas como generalizadas e sem resposta. Porque os grupos sociais surgidos da divisão social do trabalho e da heterogeneidade cultural tendem a articular suas experiências comuns em torno de certos valores, tradicionais ou não. Assim, se o habitante da cidade … que determina em que instâncias e espaços apresentará a sua ‘identidade’, ele utilizará os vários conjuntos de símbolos em suas interações e opções cotidianas, tecendo, com os ‘fiapos’ de liberdade de escolha, de modo criativo, novas redes sociais, interpretando, reinterpretando, rearticulando e selecionando aqueles que melhor se encaixam em sua visão de mundo. E assim a cidade se torna uma cidade boa para se viver.
[grifos meus]
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A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais ‘afetivas’, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.
[grifos meus]
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O encontro do ‘outro’, organizado em grupos que visam a esse fim (em clubes, associações, bares, turmas de paquera, times de futebol, terreiros, igrejas, movimentos de minorias, movimentos reivindicatórios, …) representa a tentativa de resposta e remédio para o sentimento de solidão urbana e permite o uso da criatividade na elaboração de códigos e regras, como que ‘recriando’ a sociedade.
Muitos grupos se organizam mesmo como se fossem seitas e parecem ter, como primeira função, dar uma identidade e assegurar uma inserção …, ampliando a rede de troca e sociabilidade e enriquecendo a experiência pessoal. Todos esses fenômenos são experiências de reconstrução de relações sociais diretas e personalizadas. “
[grifos meus]
Rita Amaral (O Homem Urbano, 1992: 36-37)
Simmel [via Abruzesse]: relacao com Sennet… [...] TV, CIDADE, REDES e VISIBILIDADE, ESPAZOS PUBLICOS
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A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais “afetivas”, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.