“Uma primeira distinção é necessária para não se colocar o problema de forma distorcida. A ética não é uma moral, ou seja, um sistema rígido de valores, que se obedeceria à priori, em virtude de imperativos lógicos racionais, no que se chegaria a um comportamento irrepreensível do ponto de vista político-social. É conhecida a proposta wildiana de a poesia (a arte em geral) não ser nem moral nem imoral, mas amoral [??] e com ela nos perfilhamos porque consideramos que ela equaciona bem a questão.” [op. cit]
Archive for 2009
É minha forma de “outrar” >> Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética?
In therefore i am, thinking: i purchase on September 21, 2009 at 7:29 pm
“… esse estar diante do outro ou na presença do outro implica necessariamente a questão ética;
interroga-se nesta comunicação se, além de fórmula poética, o outrar-se se propõe também [a] uma reflexão ética.”
RT: interessante resumo do artigo Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética? de José Ney Costa Gomes :: 1a pagina Google Search Engine, quaro item scoling down* ha cerca de 15 minutos. TAGs É minha forma de “outrar” [frase via Dashboard at 2nd Top Searchs]
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*Copy&Paste:
Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim – WOOK
… Literatura > Outras Formas Literárias > Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim …. Outras Formas Literárias · Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes …
www.wook.pt/ficha/outrar-se-ou-a…/82423 – Em cache – Similares
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tornar-se outro [Outrar-se vs. Antropofagia e Antropoemia ...
com acréscimos de multiplicidades [formas de estar no mundo]. *no Outrar-se há sempre um deslumbramento com o novo — podendo este novo [o outro] ser ‘o …
surveillanceme.wordpress.com/…/tornar-se-outro-outrar-se-vs-antropofagia-e-antropoemia/ – Em cache – Similares
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“outrar”, no verbo de Fernando Pessoa « spectacle+surveillance …
É minha forma de “outrar”, no verbo de Fernando Pessoa. Por isso, adoro esta passagem de Brecht: “eu pensava dentro de outras cabeças; …
surveillanceme.wordpress.com/…/“outrar”-no-verbo-de-fernando-pessoa/ – Em cache – Similares
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# [PDF]
1 Além de fórmula poética, seria o outrar-se, uma ética …
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analisam-se trechos vários em que o tema é posto de forma mais explícita. Introdução. Inicio minha comunicação fazendo uma pergunta complexa: a fórmula …
www.abralic.org.br/enc2007/anais/52/1521.pdf – Similares
metropole+TV #01
In A Little About My Research Project, therefore i am, thinking: i purchase on September 21, 2009 at 12:11 am“…a vida em sociedades urbanizadas é capaz de gerar conseqüências psicológicas nos indivíduos que dividem o espaço das cidades. E, para defender-se dessas conseqüências na maioria das vezes nefastas, os cidadãos metropolitanos são levados a adotar uma série de comportamentos como contatos superficiais (evitando assim o excesso de estímulos nervosos), intelectualização do “self”, e até mesmo o que o autor chama de atitude blasé.
…
- o de espaço urbano (como o espaço onde as relações se dão através do comércio, ou seja, da circulação de moeda);
- a relação dicotômica entre a dependência gerada pela divisão social do trabalho e a autonomia conquistada nos espaços urbanos;
- a idéia de indivíduo multifacetário que possui liberdade para vivenciar diferentes aspectos de sua identidade;
- comportamento mental urbano que seria caracterizado pelo distanciamento das relações afetivas,
- a instauração de relações primordialmente mecânicas direcionadas a determinados fins e feitas através da moeda;
- intelectualização que seria exatamente esse afastamento do indivíduo do excesso de relações e estímulos afetivos numa grande sociedade;
…
Partindo do mesmo lugar de onde Weber inicia sua análise da formação do espaço urbano, Simmel também vê a cidade como um local de mercado em essência.
…
… postula-se que os indivíduos metropolitanos adotam certa ‘vida mental’ para que possam continuar a viver nessa sociedade, isso incluiria um distanciamento das relações afetivas.
[grifos meus]
…
O espaço urbano seria, portanto, um espaço dicotômico, pois, criaria cada vez mais relações de dependência através da divisão social do trabalho, porém essas relações seriam suprimidas e ao invés de relações pessoais de dependência, os indivíduos teriam relações mediadas por algo neutro: papel desempenhado pela moeda nessa economia. … Ao mesmo tempo, a esfera da autonomia seria desenvolvida cada vez mais, pois haveria maior liberdade aos indivíduos e menor coerção típicas de pequenos grupos sociais, essa liberdade permitiria o surgimento de indivíduos multifacetários capazes de expressar os mais diferentes aspectos de sua identidade. … indivíduos ‘nativos’ das sociedades urbanas modernas.
[grifos meus]
…
desde a era pós-Revolução Industrial até os dias atuais, ou seja, no contexto de globalização. [dec80/90?]
…”
resumos onlines >> SIMMEL, G. A Metrópole e a Vida Mental
“…
Esses ‘fiapos’ de liberdade de escolha e de ação constituem, entretanto, aquilo que permite que a impessoalidade, a desintegração etc. de que falam Simmel, Wirth, Redfield, e outros, não possam ser entendidas como generalizadas e sem resposta. Porque os grupos sociais surgidos da divisão social do trabalho e da heterogeneidade cultural tendem a articular suas experiências comuns em torno de certos valores, tradicionais ou não. Assim, se o habitante da cidade … que determina em que instâncias e espaços apresentará a sua ‘identidade’, ele utilizará os vários conjuntos de símbolos em suas interações e opções cotidianas, tecendo, com os ‘fiapos’ de liberdade de escolha, de modo criativo, novas redes sociais, interpretando, reinterpretando, rearticulando e selecionando aqueles que melhor se encaixam em sua visão de mundo. E assim a cidade se torna uma cidade boa para se viver.
[grifos meus]
…
A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais ‘afetivas’, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.
[grifos meus]
…
O encontro do ‘outro’, organizado em grupos que visam a esse fim (em clubes, associações, bares, turmas de paquera, times de futebol, terreiros, igrejas, movimentos de minorias, movimentos reivindicatórios, …) representa a tentativa de resposta e remédio para o sentimento de solidão urbana e permite o uso da criatividade na elaboração de códigos e regras, como que ‘recriando’ a sociedade.
Muitos grupos se organizam mesmo como se fossem seitas e parecem ter, como primeira função, dar uma identidade e assegurar uma inserção …, ampliando a rede de troca e sociabilidade e enriquecendo a experiência pessoal. Todos esses fenômenos são experiências de reconstrução de relações sociais diretas e personalizadas. “
[grifos meus]
Rita Amaral (O Homem Urbano, 1992: 36-37)
Simmel [via Abruzesse]: relacao com Sennet… [...] TV, CIDADE, REDES e VISIBILIDADE, ESPAZOS PUBLICOS
TAGs >> simmel | metropole
A procura de novas formas de identidade, a difusão de estilos de vida diferenciados, a experimentação que tenta criar novas unidades sociais mais “afetivas”, a multiplicação de possibilidades de engajamento são tentativas de resposta a essa situação, ao sentimento de massificação.
335 days
In A Little About My Master Degree, personal ... trainee on September 12, 2009 at 8:00 amtake down… just more 335 days
My Idols
In personal ... trainee on September 12, 2009 at 4:48 amMy Idols didn’t died in an overdose drug night [like it was singing during the 80's]
My Idols become to be my executors…
academic life
——-
os meus meus “idolos nao morreram de overdose [como diria certa canção dos 80's], eles se tornaram meus executores…
vida academica…
hipertexto
In therefore i am, thinking: i purchase on September 11, 2009 at 6:18 amhj assisti[mos] “Alice in the City” [1973], Polaroid sx70
…
II – O Meu Olhar
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender …
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar …
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…por Alberto Caeiro [Fernando Pessoa]
[Já] Álvaro de campos é a faceta pessoana do futurismo, do desvairismo, do cosmopolitismo pós-moderno, do culto ao progresso, dos sentidos múltiplos e infinitos, das sensações imperfeitas que refletem uma época de grandes avanços tecnológicos e de grandes fracassos sociais e morais, como as duas grandes guerras mundiais que devastaram o espírito da paz entre os povos e seus ideais de igualdade, liberdade e fraternidade.
MARGINÁLIA: Seja Marginal, Seja Herói
In A Little About My Master Degree, the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on August 26, 2009 at 2:11 amEm 12 dezembro de 1968, a jornalista e fotógrafa Marisa Alvarez Lima publica na revista O Cruzeiro o artigo “Marginália – arte e cultura na idade da pedrada” e divulga publicamente os primeiros nomes e trabalhos ligados ao tema da cultura marginal.
[O Ato Institucional Nº 5, ou simplesmente AI 5, entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968]
Através de uma relação criativa entre a arte brasileira e o cotidiano social das grandes cidades, a marginália passa a incorporar em seus trabalhos uma série de elementos e representações da violência diária.
Seu intuito era propor uma crítica aos conservadorismos da sociedade. Fruto direto do avanço da contracultura no Brasil, muitas vezes a cultura marginal é associada à idéia do desbunde ou da curtição, termos relacionados a uma parcela da juventude brasileira desse período.
[desbunde e curtição :: HOT & COOL ... mcluhan e as gírias/ dialetos :: línguas-sociedade-linguagem]
Como obras de destaque relacionados à marginália, encontram-se os filmes:
- “Câncer” de Glauber Rocha (1968),
- “A Margem” de Ozualdo Candeias (1967) e
- “O Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla (1968)
livros:
- Me segura que eu vou dar um troço de Waly Salomão (1972) e
- Urubu-Rei de Gramiro de Mattos (1972)
textos de Hélio Oiticica, de Rogério Duarte, de Décio Pignatari e dos irmãos Campos, publicados em jornais alternativos como Flor Do Mal, Presença e O Verbo Encantado (todos de 1972), além das colunas publicadas por Torquato Neto no jornal Última Hora, com o título emblemático de “Geléia Geral” e o almanaque de exemplar único Navilouca (1973).
Após uma intensa produção no cinema, na imprensa, na música popular e na literatura, esse grupo se desfaz aos poucos na busca de caminhos individuais de trabalho e tem seu término “oficial” no suicídio de Torquato Neto em novembro de 1972.
“Seja Marginal, Seja Herói”, Hélio Oiticica
[jovens -- a nova geração -- se inspiram nas pesadas décadas do AI-5 para criarem arte tecnológica nos dias atuais e despontam junto aa midiaticos curadores. enfim o futuro existe... existe ou 'simplesmente' se repete?... HOT vs. COOL vs. HYPE vs. ....?]
bons tempos…
In life2009 on August 11, 2009 at 6:02 pm…velhos jah… enfim…
…podia ter sido uma história de amor…
…mas qdo a gnt eh “bichinha”, às vezes não rola mais nada msm…
e então, neste exato momento, ela me re-responde:
[com mais intensidade]
Talvez você consiga ser menos rei / E um pouco mais real
e como só agora compreendo, eu lhe diria:
Esqueça / As horas nunca andam para trás
já que nós duas sabíamos:
Porque / Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso / Não dá nem pra tentar te salvar
……………
enfim… hj ela me diz:
“não menos rei, mas com certeza mais real”
…Feitiço dos Encontros…
[e talvez um dia eu tente voltar a estar aberta para um além-deslumbramento desta magia-encantamento que se dá nos encontros -- porque hj pra mim td eh tao pouco e tampouco sei hj o que mais quero, mas ... então: aprofundar-se em mim, hoje, pode ser um erro, um des-futuro. fechada pra qualquer tipo de intimidade, aproximações de aprofundamento em mim... completamente menos rei e seguramente des-real...]
E como o triste Fernando Pessoa disse — em seu blog — ao longo de seus 30 anos de idade:
Assim, não sabendo crer em Deus,
e não podendo crer numa soma de animais [os humanos],
fiquei, como os outros da orla das gentes, naquela distância de tudo
a que comumente se chama Decadência.
A Decadência é a perda total da inconsciência;
porque a inconsciência é o fundamento da vida.
O coração, se pudesse pensar, pararia.
A quem, como eu, assim, vivendo não sabe ter vida, que resta senão, como a meus pares, a renúncia por modo e a contemplação por destino? … E, assim, alheios à solenidade de todos os mundos, indiferentes ao divino e desprezadores do humano, entregamo-nos futilmente à sensação sem propósito, cultivada num epicurismo subtilizado, como convém aos nossos nervos cerebrais. … Considero a vida uma estalagem onde [hoje] tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque nada sei. Poderia considerar esta estalagem uma prisão [este século das afetividades], porque estou compelido a nela aguardar; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. … Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento [hoje], para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero. … Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la,
e não interrogo mais nem procuro.
Se o que eu deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem.
Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.
……………………….
…Quem quiser encontrar o amor / Vai ter que sofrer / Vai ter que chorar…
Amor assim não é amor / É sonho e ilusão
Pedindo tantas coisas / Que não são do coração
Geraldo Vandré
ABSURDO
In friends&artists, life2009, personal ... trainee on July 28, 2009 at 12:54 amúnica divindade da razão: o acaso
“Somos obrigados às mesmas precauções que o domador:
Se ele tem a infelicidade
[antes de entrar na jaula]
de auto-cortar-se com a navalha
Que banquete para as feras!”
La Chute — Camus, aos 42-43 anos de idade
…………………………..
recebi um email há algumas semanas com este exato subject. na linha que se seguia visualizava-se: (Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, fragmento 23) abri o email [msm sem conhecer o remetente, mas este não caíra no spam-'malha fina' del gran google & filters...]
Tornarmo-nos esfinges,
ainda que falsas,
até chegarmos ao ponto
de já não sabermos quem somos.
Porque,
de resto,
nós o que somos é
esfinges falsas
e não sabemos o que somos realmente.
O único modo de estarmos de acordo com a vida
é estarmos em desacordo com nós próprios.
O absurdo é o divino.
Estabelecer teorias, pensando-as paciente e honestamente,
só para depois agirmos contra elas – agirmos e justificar as nossas ações com teorias que as condenam.
Talhar um caminho na vida,
e em seguida agir contrariamente a seguir por esse caminho.
Ter todos os gestos e todas as atitudes
de qualquer coisa que nem somos,
nem pretendemos ser,
nem pretendemos ser tomados como sendo.
Comprar livros para não os ler; ir a concertos nem para ouvir a música nem para ver quem lá está; dar longos passeios por estar farto de andar e ir passar dias no campo só porque o campo nos aborrece.
coincidentemente chegou a mim tal email exatamente um dia após a publicação deste post: Liberdade é fazer o que se quer e querer o que se fez
O Bailado de Flávio de Carvalho
In the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on July 27, 2009 at 2:14 am“…o extremo cuidado com cada palavra e gesto diante da presença do outro!
…mas já não mais o outro ‘de fora’, mas o Outro em mim!
Não existe o tocar que não seja, simultaneamente, ser tocado.
…conduz nosso olhar para aquele que foi um dos primeiros performers brasileiros
(embora, Flávio, preferisse o termo ‘experiência’)…”
txt retirado do “programa-da-peça”*
Flávio de Carvalho em Experiência nº 3, [Traje de Verão, Traje Tropical :: realizada publicamente em 1956]
“ele sai andando pelas ruas de São Paulo vestido com o traje de verão do “novo homem dos trópicos” (ou new look), desenhado por ele, e que consistia em uma roupa para ambos os sexos: uma blusa de náilon, um saiote com pregas e um chapéu transparente, vestidos com meia-arrastão e sandálias de couro.”

Flávio de Carvalho Traje de Verão, Traje Tropical 1956
“Explorando o campo semântico de experiência, vamos nos deparar com a acumulação de conhecimentos, o saber que advém das vivências, os atravessamentos que os acontecimentos impõem a todo aquele que se encontre em posição de enfrentar o desconhecido, e a superação de limites, inclusive de riscos. … respeitando sua etimologia pode ser:
uma travessia de risco.“
…
* O Bailado de Flávio de Carvalho @ Centro Cultural FIESP
“… propõe uma reaproximação do universo turbulento, teatral e plástico desse artista insuficientemente visitado. Seus escritos e atitudes provocadores e radicais já prenunciavam nos anos 30 do século passado os dias atuais…
…O eixo condutor do espetáculo é a peça Bailado do Deus Morto, escrita e encenada por ele em 1933. Em torno desse eixo, estão as famosas experiências do artista, as pinturas e as suas instigantes reflexões acerca do homem moderno.”
demais links acessados [imagens] para este post:
http://luccasjc.flogbrasil.terra.com.br/foto16283763.html
http://www.artesdoispontos.com/viu.php?tb=viu&id=18
“…O engenheiro civil, arquiteto, escultor e decorador Flávio de Carvalho, como ele se denominava, ficou mais conhecido por suas pinturas e obras arquitetônicas, do que por suas errâncias urbanas, que ele denominou de Experiências.
A Experiência nº 2 realizada em 1931 e publicada em livro homônimo (com o subtítulo, uma possível teoria e uma experiência), consistia na prática de uma deambulação, com um tipo de boné cobrindo a cabeça, no sentido contrário de uma procissão de Corpus Christi pelas ruas de São Paulo, como ele conta em seu livro: “Tomei logo a resolução de passar em revista o cortejo, conservando o meu chapéu na cabeça e andando em direção oposta à que ele seguia para melhor observar o efeito do meu ato ímpio na fisionomia dos crentes.” Depois de algum tempo a multidão se voltou contra ele, que teve que fugir e se refugiar em uma leiteria. Quando a polícia o prendeu ele disse que estava realizando uma “experiência sobre a psicologia das multidões”. Nos jornais do dia seguinte as manchetes destacavam: “Na procissão uma experiência sobre a psicologia das multidões da qual resultou sério distúrbio” (O Estado de São Paulo. São Paulo, 9 de junho de 1931). …”
TAGs & GOOGLE – metodologias de aprendizagens
In A Little About My Master Degree, academic bursary, the 'old' ones :: master pieces on July 22, 2009 at 2:17 ammetodologias de aprendizagem em tempos de rede:
“A composição baseada em tags é mashup.”
[frase-status no gtalk de um de meus contatos online | 20 de julho de 2009]
tags: “max weber” | encantamento
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#1 >> “Max Weber e Michel Foucault: uma análise sobre o poder”
O poder é um fenômeno que vem merecendo muitos e variados enfoques nos estudos organizacionais da atualidade. Mas, a preocupação com este tema remonta de datas bem antigas. Daí, dado as restrições temporais e em termos de espaço, não nos darmos a uma descrição dos variados autores com os múltiplos olhares sobre o poder, mas sim, centralizarmos nosso foco analítico em duas figuras principais: Max Weber e Michel Foucault. O primeiro entendendo o fenômeno em termos de uma materialidade, que, portanto, poderia se metamorfosear em termos de transmissão da base de origem de uma forma a outra, sendo ela ora a tradição, ora o carisma, ora regras impessoais e universais a certas instituições burocráticas que unidas formariam a sociedade como um todo. O segundo, entendendo o fenômeno como uma correlação de forças no interior de instituições de reclusão denominadas “disciplinares”, nas quais os corpos seriam distribuídos, individualizados, adestrados, vigiados, sancionados e examinados no intuito de aumentar suas forças produtivas a um máximo e reduzir suas forças políticas a um mínimo. Nas palavras de Foucault: criação de corpos dóceis.
…
É importante salientar que a abordagem foucaultiana não se esgota na descrição do exercício do poder disciplinar, ele ainda abordou outra forma de exercício de poder que denominou biopolíticas que em vez de focalizarem os corpos individuais como alvo de exercício procurariam controlar fenômenos próprios à população para que os mesmos entrassem no interior dos cálculos infinitesimais dos controles estatais.
…
Assim, podemos afirmar, que enquadrados, distribuídos espacialmente, individualizados, postos em relação a uma atividade, vigiados para por fim gerarem um registro que dará forma e conteúdo a diversas disciplinas de saber; os corpos, além de se tornarem dóceis e úteis, ainda produziriam um incorpóreo que possuiria nele próprio todas as regras e princípios da clausura, e este incorpóreo seria nada mais, nada menos que suas próprias subjetividades.
O tipo de sociedade que poria em funcionamento este tipo específico de poder foi classificada por Foucault de sociedade disciplinar “na qual o comando social é construído mediante uma rede difusa de dispositivos ou aparelhos que produzem e regulam os costumes, os hábitos e as práticas produtivas (HARDT; NEGRI, 2001, p. 42)”, sendo posta em funcionamento através de instituições também classificadas por Foucault como disciplinares (a prisão, a fábrica, o asilo, o hospital, a universidade, a escola e etc) que estruturariam o terreno social e forneceriam explicações lógicas e adequadas para a razão da disciplina (HARDT; NEGRI, 2001).
…
Foucault, ao contrário de Weber, partiria para a observação do que descreveu em sua forma real, ou seja, as observações acerca do funcionamento da prisão, da fábrica, da escola e etc, seriam em sentido lato, “o como” o poder realmente é exercido nestas instituições e as descrições sobre os efeitos desse poder, realmente apresentariam os resultados nos corpos dos afetos das relações de força características deste poder.
…
Mas, ponto comum entre as duas abordagens é o contexto do exercício do poder. Tanto para Foucault quanto para Weber relações de poder só poderiam existir caso os membros envolvidos em tais relações gozassem de liberdade.
Ao contrário do pensamento usual, o poder não é contrário à liberdade. Sociedades nas quais seus membros não gozem de liberdade política estão sob o jugo de relações de submissão e não relações de poder.
…
Parece fazer mais sentido acreditar que as pessoas aceitam serem lideradas por o conteúdo do trabalho as afetarem de alguma forma, ou seja, as atividades que tem de executar fazerem algum sentido para as mesmas e, como última observação, podemos citar também a importância do conceito da produção subjetiva como fator explicativo para a atual debilidade e inoperância dos movimentos trabalhistas.
Marcadores [Post Tags]: ciência política, Foucault, poder, Weber
Terça-feira, 16 de Junho de 2009 [acesso em 22 de julho de 2009]
toda essa merda educada
In personal ... trainee on July 21, 2009 at 11:51 pmTeria mesmo chegado ao ponto de dizer nutro?
Teria, teria sim,
teria dito nutro e relacionamento e rompimento e afeto,
teria dito também estima e consideração e mais alto apreço
e toda essa merda educada que as pessoas costumam dizer
para colorir a indiferença
quando o coração ficou inteiramente gelado.
desvicia-me!
In Uncategorized on July 21, 2009 at 11:47 pmJá fui viciada em palavras
E as palavras me impediam de sentir.Já fui viciada em sentir
E sofria por coisas pequenas.Já fui viciada em sofrer
E a auto-piedade me impedia de enxergar os outrosJá fui viciada em pessoas
E as pessoas me impediam de ser euJá fui viciada em mim mesma
E era chamada de egocêntrica por não pensar no mundoJá fui viciada em mundo
E o conhecimento me privava da inocênciaJá fui viciada em inocência
E esta me escondia a verdadeJá fui viciada em verdade
E buscando o sentido de tudo, me esquecia de
simplesmente viver.Hoje sou viciada em vida
E acho que ainda morro disso!
an old a[u]nt
In A Little About My Research Project, the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on July 20, 2009 at 7:51 pmdevemos ter a noção — base referencial — de que estas novas* gerações [já nascidas na web 2.0] são de uma ética e morais
Post-Blade Runner:
nascidos Pós-1984
the new generation since 1984
“…My schedule for today lists a six-hour self-accusatory depression. What? Why did u schedule that? It defeated the whole purpose of the mood organ. At that moment when I had the TV sound off, I was in a 382 mood; I had just dialed it. So although I heard the emptiness intellectually, I didn’t feel it. My first reaction consisted of being grateful that we could afford a Penfield mood organ. But then I realized how unhealthy it was, sensing the absence of life, not just in this building but everywhere, and not reacting — do you see? I guess u dont. But that used to be considered a sign of mental illness; they called it ‘absence of appropriate affect’. So I left the TV sound off and I sat down at my mood organ and I experimented. And I finally found a setting for despair. — Her dark, pert face showed satisfaction, as if she had achieved something of worth. — So I put it on my schedule for twice a month; I think that’s a reasonable amount of time to feel hopeless about everything, about staying here on Earth after everybody who’s smart has emigrated, dont u think? But mood like that u r apt to stay in it, not dial your way out. Despair like that, about total reality, is self-perpetuating. I program an automatic resetting for 3hs later. A 481. Awareness of the manifold possibilities open to me in the future; new hope... Listen, even with an automatic cutoff it’s dangerous to undergo a depression, any kind. Forget what u’ve scheduled and I’ll forget what I’ve scheduled; we’ll dial a 104 together and both experience it, and then u stay in it while I reset mine for my usual businesslike attitude. Dial 888: the desire to watch TV, no matter what’s on it. …dial 3. I can’t dial a setting that stimulates my cerebral cortex into wanting to dial! If I don’t want to dial, I don’t want to dial that most of all, because then I will want to dial, and wanting to dial is right now the most alien drive I can imagine; I just want to sit here on the bed and stare at the floor. Okay, I give up; I’ll dial. Anything u want me to be; ecstatic sexual bliss — I feel so bad I’ll even endure that. What the hell. What difference does it make? I’ll dial for both of us, …dialed 594: pleased acknowledgment of husband’s superior wisdom in all matters. On his own console he dialed for a creative and fresh attitude toward his job, although this he hardly needed; such was his habitual, innate approach without recourse to Penfield artificial brain stimulation.“
…nao sei se haverá energia para o doutorado. creio fielmente que não; então vou postando a pesquisa-prévia [1999-2008]… talvez alguém possa utilizá-la em prol de algo, de vida, de sentido de viver e viver-se…
*que hoje se ncontram na chamada ‘idade universitária’ [the 20's people]
Desejo :: Spinoza em Lacan
In academic bursary on July 16, 2009 at 5:05 amna dor de existir, uma anestesia referida à própria condição (Lacan, [1966] 1995). Sua apresentação se atesta como uma ausência de sensibilidade que acomete o sujeito incapaz de localizar, no mundo, um valor que justifique sua presença. Carente de algo que possa lhe dar sentido, o sujeito se vê privado da tensão essencial ao desejo que confere à percepção do mundo uma intencionalidade própria. … indivíduos que se mostram apáticos, desprovidos de intencionalidade, pessoas que num certo momento se vêem incapazes de localizar, na superfície extensa e tediosa que para elas se tornou a realidade, a tensão que imprime ao mundo a verticalidade do desejo.
…
A depressão revela a condição de desamparo de que falava Freud, da qual tentamos nos proteger construindo uma rede de vínculos ilusórios a que chamamos de amor e de sentido da vida, sem que se saiba o que isso quer dizer: é preciso estar inconsciente de uma ilusão [jogo] para que ela [este] nos sustente. … rede ilusória de sentido e amparo da qual se constitui o laço social …
…
Tal como, para a medicina, a febre e a dor são signos externos de afecções variadas, que podem ocorrer tanto nas infecções quanto nas afecções reumáticas, a depressão, para a psicanálise, não mais é do que a expressão afetiva de um retraimento libidinal que pode ocorrer em todas as estruturas clínicas.
…
A falta de vontade constante … corresponde … a uma recusa ética de situar, através do pensamento, a estrutura simbólica que o determina no inconsciente. … É preciso criar uma tensão do pensamento e examinar de perto três referências aqui essenciais para se entender o que está em questão nessa definição [para Lacan] … Essas referências são Dante, Spinoza e a noção de pecado, ou de falta moral.
…
Impossível não evocar aqui o filósofo Martin Heidegger ([1929-1930] 1992), para quem a experiência do tédio (Langeweile), como aquilo que nos arrasta e nos deixa vazio, alimenta-se precisamente de sua ausência de localização.
…
se sua ética [@Spinoza] se estabelece como um projeto que visa a determinar a lógica da afetividade, é porque ele supõe a natureza como uma rede de conexões causais cuja inteligibilidade pode e deve ser alcançada pelo pensamento.
ÉTICA = LÓGICA DA AFETIVIDADE[a regra ética consiste em cada um procurar racionalmente o que lhe é útil]
…
Se o corpo humano foi uma vez afetado por dois corpos ao mesmo tempo, quando mais tarde o Espírito imaginar um dos dois, imediatamente ele se lembrará do outro. Ora, as imaginações do espírito indicam mais os afetos de nosso corpo do que a natureza dos corpos exteriores: logo, se o corpo, e, por conseguinte, o espírito, foi uma vez afetado por dois afetos, quando mais tarde um dos dois o afetar, o outro o afetará também (Spinoza, 1988: 226-227).
…
Há, por conseguinte, aos olhos de Spinoza, uma contingência associativa entre o afeto e seu objeto, a qual se confirma logo após, na Proposição XV, quando ele afirma que “qualquer coisa pode ser acidentalmente causa de alegria, de tristeza ou desejo” (Spinoza, 1988: 226-227). Daí se entende, conforme se lê no Escólio:
que pode acontecer que amemos ou que odiemos certas coisas sem que conheçamos a razão para isso, mas somente por simpatia ou antipatia. E é a isso que se deve igualmente relacionar os objetos que nos afetam com alegria ou tristeza pelo simples fato que tenham alguma semelhança com objetos que nos causam habitualmente os mesmos afetos (Spinoza, 1988: 228-229).
…
Conforme se lê na definição 5 do livro I, por modo se entende “as afecções de uma substância, ou seja, o que é em outra coisa e que também se concebe por essa outra coisa” (Spinoza, 1988: 14-15). Modos são, portanto, segundo traduz Deleuze, poderes de afetar e ser afetado por aquilo que lhe é conexo, donde se infere que a Spinoza interessa uma ontologia conectiva, uma ontologia cujos elementos se definem por sua conexões. Afirmar, portanto, que “Deus (ou a natureza) produz uma infinidade de coisas numa infinidade de modos” (Livro I, proposição XVI) (Spinoza, 1988: 44-45) significa dizer que os efeitos gerados pela natureza são seres reais que têm uma essência e uma existência próprias, mas que não existem e não estão fora dos atributos nos quais eles são produzidos. Sendo a natureza uma vasta rede de conexões causais, os seres, por sua vez, são poderes de ser afetado e de afetar, tanto no plano do corpo quanto no plano do pensamento.
A ontologia espinosista refere-se assim aos seres não pela abstração de sua forma, mas pelos afetos que são capazes de provocar e receber.
…
Para ir diretamente ao ponto, pode-se resumir dizendo que é próprio da paixão preencher nosso poder de ser afetado por algo do qual não somos a causa, separando-nos de nossa potência de agir. Quando se encontra um corpo exterior que não convém com o nosso (ou seja: cuja conexão com ele não se compõe), nossa potência de agir é diminuída e o afeto correspondente é a tristeza. Já quando este corpo nos convém, nossa potência de agir é aumentada, suscitando a experiência da alegria. Mas a alegria ainda é uma paixão, posto que ligada a uma causa exterior. Ficamos ainda separados de nossa potência de agir. É preciso, portanto, com relação a uma paixão, chegar ao princípio exato do seu conhecimento, para assim transformá-la em ação. Nesse sentido, a tristeza corresponderia, aos olhos de Spinoza, à impotência em que se encontra o sujeito diante de um afeto que, por se mostrar confuso, não lhe permite encontrar a necessidade lógica pela qual ele determina o seu agir. Seu corolário seria o abatimento, o qual se traduz, clinicamente, ao modo da deflação libidinal que se manifesta na perda de iniciativa do sujeito…
…
É necessário, portanto, que haja desejo de conhecimento do verdadeiro como afeto para suprimir a tristeza de nossa condição de impotência. Mas se considerarmos, como se lê na proposição XV, que o desejo oriundo do verdadeiro conhecimento pode ser extinto ou contrariado por muitos outros desejos que nascem dos demais afetos que nos dominam, como então evitar uma conclusão pessimista acerca de nossa condição, a qual em nada condiz com o programa de Spinoza?
…
para Spinoza, o conhecimento verdadeiro é impotente contra os afetos
…
Há que existir em nós um sujeito, que não é decerto uma substância, mas que se afirma no próprio ato do pensamento. Pois, se é verdade, como afirma desde o início Spinoza, que o espírito é a idéia do corpo, essa idéia não é um simples efeito ou reflexo do corpo. A idéia não é a correspondência mental do objeto, ela não somente lhe é distinta (a idéia do círculo não é circular, como já se lê desde a Reforma do Entendimento) como também supõe algo mais do que seu objeto: ela é sua afirmação.
…
Sendo, pois, a idéia uma afirmação, e não uma simples representação do seu objeto, ela deriva necessariamente da atividade ou do esforço de quem a afirma, esforço no qual se articulam, aos olhos de Spinoza, a razão e os afetos. É, portanto, no cerne dessa atividade que razão e afetos encontram uma raiz comum, que permite tratar um pelo outro: o conatus pelo qual se designa o esforço para perseverar no ser. Ao conatus corresponde, assim, segundo assinala Deleuze, “a função existencial da essência, ou seja, a afirmação da essência na existência do modo” que lhe confere duração. Se a razão se afirma, então, ao estabelecer relações inteligíveis entre aquilo que nos afeta, é porque sua atividade consiste em construir o que Spinoza nomeia de noções comuns, ou seja, “idéias que se explicam formalmente por meio de nossa potência de pensar” (Deleuze, 1968: 258), idéias das quais somos a causa adequada. Diferentemente, portanto, das idéias confusas que nos chegam através da sensibilidade, as noções comuns se apresentam como idéias claras e distintas, porquanto dependem unicamente da própria afirmação da racionalidade, cuja atividade consiste em ligar o que convém com a nossa composição.
Mas a razão – nunca é demais lembrar – não se exerce jamais exteriormente aos afetos. São as paixões alegres que nos conduzem, segundo Spinoza, a formar as noções comuns que lhes correspondem, gerando assim o princípio indutor da atividade da razão. Assim, se a idéia produzida por uma paixão alegre tem sua causa fora de nós, a idéia, que essa paixão induz, do que é comum a nosso corpo e ao que lhe é exterior é produto da razão somente, manifestando assim nossa potência de agir. … Pois a razão, insiste Spinoza, não demanda nada contra a Natureza; ela pede somente que cada um busque o que lhe é útil, que cada um deseje o que o conduza realmente a um estado de perfeição maior, que cada um, enfim, se esforce, segundo sua potência, em se conservar no ser.
…
homologia entre a ética espinosista do bem pensar e a ética lacaniana do bem dizer.
…
distintamente da perspectiva de Spinoza, para quem a regra ética consiste em cada um procurar racionalmente o que lhe é útil, o que está de acordo com a sua composição, o que convém a seu esforço de perseverar no ser, o que a psicanálise isola, no cerne de sua experiência, é justamente o objeto causa de desejo como algo de essencialmente inútil, que em nada serve a seu esforço de perseverar no ser.
…
O que a psicanálise isola no fundo, diz Jacques-Alain Miller (2004-2005), é uma peça sem uso, uma peça fora de toda e qualquer conexão na maquinaria significante. Esta peça avulsa, que para nada serve, é a figura do sem sentido, figura daquilo que não se emenda na significação, que não se ajusta à composição do ser falante.
…
Essa peça corresponde, enfim, como se pode adivinhar, à radical ausência, que a psicanálise explicita, da conexão sexual enquanto elemento irredutível de contingência. … Não é em todo caso fortuito, vale lembrar, antes de concluir, que a beatitude espinosista, enquanto lugar de realização de uma racionalidade integral, esteja condicionada pelo esquecimento da questão da sexualidade, diante da qual todo pensamento é débil (Miller, 2004-2005).
[acesso: 16.07.2009]
@Antônio M. R. Teixeira Depression or thought’s laziness? Reflexions on Lacan’s Spinoza
O que é verdadeiramente amoral é ter desistido de si mesmo
In Uncategorized on July 16, 2009 at 5:02 am@Clarice_Lispector.
eifo? eize a sefer a zeh?
LIBERDADE É FAZER O QUE SE QUER E QUERER O QUE SE FEZ
In academic bursary, life2009 on July 14, 2009 at 10:20 pmAbril deste ano foi um mês-espiral pra mim.
Enquanto alguns rapazes [ao redor dos 20 anos de idade] pichavam — livres e radicais — os muros da cidade com uma frase que, aos aficcionados por cinema, parecia oriunda do cinema marginal da década de 70, a cidade sintonizava-se, pelo menos a quem a recebia e percebia: falávamos todos de amor, de amar. Com um fascínio louco por sair gritando isto por aí, que obrigassem a tds a escutá-los, a nos escutar!!!
A verdade é que eu não sei se eu vi ou se me falaram. Ou se primeiro eu vi e dps me falaram ou vice-versa… mas, virou uma certa memória comum tbm aqui no espaçø públicø de mentes coletivas:
O amor é importante, porra! [28deMarçode2009]
——– ——— ——– poesia em rede:
[25 min. a pé de casa, num caminhar tranquilo]
… esta cidade eh d poucos caminhares assim: tranquilos, qto mais curtos…
ou seria
… esta cidade eh d poucos caminhares assim: tranquilos… qto mais, curtos…
?
[e lá, a terra dos antropoemicos e antropofagicos cidadaos civilizados!]
TAG SPINOZA @ Dani
In academic bursary on July 14, 2009 at 2:05 pm- afetos
- Spinoza
- Reprodução: “Um problema de segurança mais grave que a destruição ou corrupção de propriedade imaterial através das conexões é a reprodutibilidade, que não ameaça a propriedade em si, mas simplesmente destrói seu caráter privado (…) Naturalmente, a reprodução é muito diferente das formas tradicionais de roubo, pois a propriedade original não é tomada de seu proprietário; simplesmente passa a haver mais propriedade para alguém mais (…) O caso da Napster constitui um exemplo interessante porque coloca a questão da reprodução de uma forma social” (p. 234-235)
a partir de Hobbes: … transforma o instinto de conservação em vontade de potência (p. 152).
- Antecipar-se é buscar não só viver, mas viver o máximo de tempo possível, não só satisfazer nosso desejo presente mas garantir o caminho de nosso desejo futuro.
- “A potência de um homem é precisamente o conjunto de meios que ele dispõe hoje para obter algum bem aparente futuro (…) Mas a melhor de todas as garantias sobre o futuro é, claro, que devemos concorrer com nossos semelhantes” (p. 152).
- “Aspiramos, assim, insaciavelmente, a dominar os outros homens, afim de lhes manter disponíveis para uma eventual utilização futura” (p. 153)
princípio da imitação dos sentimentos de outrem
Multidão e povo diferem-se, segundo as concepções de Espinosa (1677) e Hobbes (1651), respectivamente, por suas relações específicas com o Estado. O povo é uma multiplicidade que adota, ou pode ser constrangida sob o poder do Estado a adotar, uma vontade comum e converte-se em uma unidade às custas das singularidades. Já a multidão, com sua recusa em submeter-se ao poder do soberano, conserva sua multiplicidade e singularidades individuais permanecendo à margem das tentativas de unidade, redeterminando-as.
· Duas qualidades da multidão (analisados por Heidegger em Ser e Tempo)
- · Tagarelice: “um discurso sem estrutura óssea, indiferente ao conteúdo que cada tanto aflora, contagioso e extensivo” (p. 35)
- · Curiosidade: “a insaciável voracidade pelo novo enquanto novo” (p. 35)
- · Ao contrário de Heidegger, que considera a tagarelice e a curiosidade como típicas manifestações da vida “inautêntica”, desvirtuada e ociosa, nivelada em seu sentimento e compreensão, Virno julga que ambas dão mostra da potência do pré-individual na constituição do indivíduo.
- · Tagarelice: “Comecemos pela tagarelice. Ela testemunha o papel preeminente da comunicação social, sua independência de todo vínculo ou pressuposto, sua plena autonomia. Autonomia de objetivos pré-definidos, de empregos circunscritos, da obrigação de reproduzir fielmente a realidade. Na tagarelice diminui teatralmente a correspondência denotativa entre palavras e coisas. O discurso não mais requer uma legitimação externa, buscada desde os eventos sobre os quais versa. Ele mesmo constitui agora um evento em si, consistente, que se justifica só pelo fato de ocorrer” (p. 36)
- · Curiosidade: “para Benjamin [A obra de arte na época da sua reprodutibilidade técnica], a curiosidade enquanto aproximação ao mundo, amplia e enriquece a capacidade perceptiva humana. O olhar móvel do curioso, realizado mediante os mass media, não se limita a receber passivamente um espetáculo dado, mas, ao contrário, decide todas as vezes que coisa ver, que coisa merece colocar-se em primeiro plano e que coisa deve permanecer ao fundo. Os meios exercitam os sentidos à considerar o conhecido como se fosse ignorado, isto é, a vislumbrar uma ‘margem de liberdade enorme e imprevista’ inclusive naqueles aspectos mais trilhados e repetitivos da experiência cotidiana. Mas, ao mesmo tempo, exercitam os sentidos também para a tarefa oposta: considerar o ignoto como se fosse conhecido, adquirir familiaridade com o insólito e surpreendente, habituar-se à carência de costumes sólidos.” (p. 37)
- · “Outra analogia significativa. Tanto para Heidegger como para Benjamin, o curioso está permanentemente distraído. Ele olha, aprende, experimenta todas as coisas, mas sem prestar atenção. Também neste tema o juízo de ambos os autores é divergente. Para Heidegger a distração, correlacionada com a curiosidade, é a prova evidente de um desenraizamento total e ausência de autenticidade. Distraído é quem sempre persegue possibilidades distintas mas equivalentes e intercambiáveis (…). Pelo contrário, Benjamin elogia explicitamente à distração, percebendo nela o modo mais eficaz de receber uma experiência artificial, construída tecnicamente.” (p. 38)
Enredar – “A arte de organizar encontros”
- Spinoza: “Mais uma vez, é Spinoza quem mais claramente prevê essa natureza monstruosa da multidão, concebendo a vida como uma tapeçaria na qual as paixões singulares tecem uma capacidade incomum de transformação, do desejo ao amor e da carne ao corpo divino (…) Spinoza mostra-nos como podemos hoje, na pós-modernidade, reconhecer essas metamorfoses monstruosas da carne não só como um perigo, mas também como uma possibilidade, a possibilidade de criar uma sociedade alternativa” (p. 253)
- “As ‘novas tecnologias’, enquanto significações imaginárias sociais segundas, são socializadoras dos seres humanos e um pólo de identificação coletiva. Como pólo da identidade coletiva contemporânea constituem uma matriz de estruturação de representações sociais, de designação de finalidades da ação e de estabelecimento de afetos” (p. 160)
- Contradições:
- § Participação em caráter de consumidores ou usuários? (cf. Rheingold: Smart mobs) – os donos da informação não são mais os donos da organização da informação?
- § fluxos de desejos emergem, organizam e transformam nossa experiência
- Produção do Comum “gestação de um novo poder, onde todos podem distribuir suas informações, potencializar seus desejos.”
- Novas Tecnologias e multidão: “A sociedade amplamente permeada por redes tecnológicas inaugura a possibilidade de construir, inclusive em nós mesmo, outros modos de fazer-se, de transformar-se. A multiplicidade de forças criativas é elevada a um nível de alto poder na constituição da multidão. As novas tecnologias são o lugar da multidão, onde ela expressa a sua força, seu poder de criar e agir, onde estabelece sua ética e a estética contemporânea.” (p. 5)
dados [copy&paste]: blog Daniel Ávila — http://danielavila.wordpress.com
[acesso em 14 de julho de 2009]
TAG SPINOZA
In academic bursary on July 14, 2009 at 1:52 pmSPINOZA ………………………………… 4.860.000 resultados
SPINOZA + ETICA ………………. 158.000 resultados
SPINOZA + CONATUS ……………………….. 51.300 resultados
SPINOZA + LIBERDADE ………………… 38.200 resultados

Spinoza at Google
tornar-se outro [Outrar-se vs. Antropofagia e Antropoemia]
In academic bursary, the 'old' ones :: master pieces on July 14, 2009 at 3:28 amOutrar-se não é “tornar-se outro” em sentido frenia [mente/ personalidade #schizofrénie] … mas talvez dialogue perfeitamente com o vocábulo deleuziano, desterritorializar-se…
Outrar-se pode ser um “tornar-se outro” a medida em que, ao nos relacionarmos com os outros somos afetados [assim como afetamos] e nestas constantes trocas nos transformamos em um novo ser.
Não devoramos o outro [o desapropriando],
mas nos permitimos sermos penetrados
numa relação de penetração e reapropriação mútua.
Claude Lévi-Strauss … sugeriu em Tristes Trópicos que apenas duas estratégias foram utilizadas na história humana quando a necessidade de enfrentar a alteridade dos outros surgiu: uma era a antropoêmica [Antropoemia], a outra, a antropofágica [Antropofagia].
A primeira estratégia consiste em ‘vomitar’, cuspir os outros vistos como incuravelmente estranhos e alheios: impedir o contato físico, o diálogo, a interação social e todas as variedades de commercium, comensalidade e connubium.
A segunda estratégia consiste numa ’soi-disant’ — alienação — das substâncias alheias: ‘ingerir’, ‘devorar’ corpos e espíritos estranhos de modo a fazê-los, pelo metabolismo, idênticos aos corpos que os ingerem, e portanto não distinguíveis deles. Essa estratégia também assumiu ampla gama de formas: do canibalismo à assimilação forçada — cruzadas culturais, guerras declaradas contra costumes locais, contra calendários, cultos, dialetos e outros ‘preconceitos’ e ’superstições’.
Se a primeira estratégia [Antropoemia] visava ao exílio ou aniquilação dos ‘outros’, a segunda [Antropofagia] visava à suspensão ou aniquilação de sua alteridade.
@Bauman Modernidade Líquida. 2000
Chego aqui, portanto, na questão de “outrar-se” versus “antropofagia”; como se deu a ‘invenção’ de tal ‘conceito’:
Outrar-se refere-se à compreensão da existência de novas maneiras de se relacionar no mundo, com ‘o outro’, portanto à necessidade de criação de toda uma nova ética e novas morais tomando por base um novo século decorrente de uma nova cultura.
Outrar-se diz respeito a uma via dupla de contágio [contaminação?...] de algo ou outrem [objetos e/ ou sujeitos] com sentidos novos e diferentes* (primeiro por exposição, seguindo-se de contemplação e aprofundamento do ‘outro’: linguagens, pensamentos… trocas), transformando-se num novo ser humano [urbano?], com acréscimos de multiplicidades [formas de estar no mundo].
*no Outrar-se há sempre um deslumbramento com o novo — podendo este novo [o outro] ser ‘o diferente’ ou mesmo ‘o espelho’ –, e é a partir deste “deslumbramento” que estamos aptos a sermos penetrados pela alteridade e, assim, incentivados também a nos doarmos. Não há outrar-se que não seja uma “via de mão dupla”, um perder-se no encontro com ‘o outro’.
Outrar-se refere-se sempre a um exercício de despersonalização sobre um corpo sem orgãos a ser formado.
————————————————–
qdo lançamos mão – colocamos em público – de um “conceito” ou “idéia”, isto facilita nossa pesquisa em rede, a medida em que, os interessados – mtos? Qtos? Como? Quais? Por quê? – estarão googleando [lê-se gugando] o mesmo conceito: em alguns poucos dias [perceba-se que iniciei este teste há cerca de 3 semanas, quando da divulgação em distintas 'redes sociais online' sobre este conceito “outrar-se” ...] deu-se então um diferencial de “visibilidade” encontrado – que encontramos – no Google [como ferramenta de busca online] em diferentes períodos ao longo deste curto espaço de tempo. O resultado tem sido – exponencialmente – mto maior e também de maior credibilidade [informação vs. Conhecimento] dos links apontados em cada busca de outrar-se [então como TAG].
o Outrar-se, portanto, faz parte de uma nova ética: a ética da confiança na rede. confia-se que o enunciador do discurso apreendido — blog ou outro sítio— publicou [digitalizou sua escrita e a tornou pública] na data referente ao post [publicação relacionada à pesquisa]. E é a partir desta primeira ética — em rede – que pode ser validada a enunciação d’outrem: citação/ pertencente a @ #link
Outrar-se exige, portanto, estima, respeito e confiança no ‘outro’ e no relacionar-se:
Os sentimentos de estima, respeito e confiança são exemplos práticos que apontam para os meios de integração de nossa simpatia com as simpatias de outros. Conquistar a estima, o respeito e a confiança de um estranho significa trabalhar na construção de um laço afetivo mais amplo que aquele de nossas parcialidades.
E esse é um dos papéis, senão o mais importante, das instituições: não exatamente o de governar ou regular as relações entre os homens, mas o de mobilizar suas tendências, integrando-as num todo maior, utilizando para tal o artifício dos valores e normas.
“… a forma como comportamentos e idéias se propagam, o modo como notícias afluem de um ponto a outro do planeta etc. A explosão das comunidades virtuais parece ter se tornado um verdadeiro desafio para nossa compreensão. … o fato de estarmos cada vez mais interconectados uns aos outros implica que tenhamos de nos confrontar, de algum modo, com nossas próprias preferências e sua relação com aquelas de outras pessoas. E não podemos esquecer que tal negociação não é nem evidente nem tampouco fácil. …
Na corrente dessa mudança de perspectiva do conceito de “comunidade” para “redes sociais”, vários autores das ciências sociais passaram a investigar, desde os anos de 1990, o conceito empírico de capital social (Burt, 2005; Lin, 2005; Narayan, 1999; Portes, 1998; Grootaert, 1997; Fukuyama, 1996; Putnam, 1993; Coleman, 1990). Essa noção poderia ser entendida como: a capacidade de interação dos indivíduos, seu potencial para interagir com os que estão a sua volta, com seus parentes, amigos, colegas de trabalho, mas também com os que estão distantes e que podem ser acessados remotamente. Capital social significaria aqui a capacidade de os indivíduos produzirem suas próprias redes, suas comunidades pessoais. … normas e valores que governam as interações entre as pessoas e as instituições com as quais elas estão envolvidas. A importância do papel das instituições é muito clara aqui, pois estas funcionam como mediadoras da interação social, uma vez que propagam valores de integração entre homens e mulheres.
Contudo, as instituições, como apontamos, exercem um papel regulador e mediador de processos mais profundos. O que nos interessa, no caso de uma análise do capital social, são as variáveis microssociológicas, como a sociabilidade, cooperação, reciprocidade, pró-atividade, confiança, o respeito, as simpatias. …
Mas por que seria isso considerado precisamente como “capital”? Ora, as relações sociais passam a ser percebidas como um “capital” justamente quando o processo de crescimento econômico passa a ser determinado não apenas pelo capital natural (recursos naturais), produzido (infraestrutura e bens de consumo) e pelo financeiro. Além desses, seria ainda preciso determinar o modo como os atores econômicos interagem e se organizam para gerar crescimento e desenvolvimento. A compreensão dessas interações passa a ser considerada como riqueza a ser explorada, capitalizada. …
O problema da sociedade, nesse sentido, não é um problema de limitação, mas de integração. Integrar as simpatias é fazer com que a simpatia ultrapasse sua contradição, sua parcialidade natural. A estima, o respeito e a confiança são a integral das simpatias. Nosso desafio é estender as simpatias para que seja possível constituir grupos maiores do que aqueles envolvidos pela simpatia parcial. Trata-se de inventar os meios e artifícios para que os homens consigam estender suas simpatias para além de seu clã, família, vizinhança. Ou seja, trata-se de estender as simpatias para além daquilo que se configura ainda como uma parcialidade: as “comunidades” em seu sentido mais tradicional. Para nos constituirmos em sociedade, precisamos empreender a integração das simpatias de forma a constituir um todo maior. …
Um dos aspectos essenciais para a consolidação de comunidades pessoais ou redes sociais é, sem dúvida, o sentimento de confiança mútua que precisa existir em maior ou menor escala entre as pessoas. A construção dessa confiança está diretamente relacionada com a capacidade que cada um teria de entrar em relação com os outros, de perceber o outro e incluí-lo em seu universo de referência. Esse tipo de inclusão ou integração diz respeito à atitude tão simples e por vezes tão esquecida que é justamente a de reconhecer, no outro, suas habilidades, competências, conhecimentos, hábitos… Quanto mais um indivíduo interage com outros, mais ele está apto a reconhecer comportamentos, intenções e valores que compõem seu meio. … reconhecer é também, e ao mesmo tempo, dar valor a alguém, aceitá-lo em seu meio, integrá-lo como colega ou parceiro.
Esta dinâmica do reconhecimento é com certeza uma das bases para a construção da confiança não apenas individual, mas coletiva. Redes sociais só podem ser construídas com base na confiança mútua disseminada entre os indivíduos. Isso pode se verificar em maior ou menor grau, mas de qualquer forma a confiança deve estar presente da forma a mais ampla possível. …
É cada indivíduo que está apto a construir sua própria rede de relações, sem que essa rede possa ser definida precisamente como “comunidade”. Mais profundamente, é no bojo da revolução tecnológica atual que se percebe a força de um conceito como aquele de Hume, o de simpatia parcial. A possibilidade de integração de simpatias dentro da cibercultura é da ordem do jamais visto em nossa história. Os homens conseguem encontrar zonas de proximidade lá onde isso pareceria impossível: pessoas compartilham idéias, conhecimentos e informações sobre seus problemas, dificuldades e carências. …”
[Costa, Rogério da. Por Um Novo Conceito de Comunidade in Interface - Comunic, Saúde, Educ, v.9, n.17, p.235-48, mar/ago 2005 | acesso em maio de 2009]
Bing is an acronym for “But It’s Not Google”
In academic bursary on July 14, 2009 at 1:56 amabout 02 hours Hanging Out, Messing Around, Geeking Out at web [Twitter & Google]
perfis e utilizações da rede: “uso ensaístico” vs “comprometido” [de exposição, ficar à toa ou geeking out @Afetos, Links e a Disseminação do Conhecimento nas Redes Sociais -- #googledocs -- see also: Hanging Out, Messing Around, Geeking Out: Living and Learning with New Media]
That’s quite a statement, of course — almost heresy. But check it out yourself. It’s easy to compare the two, thanks to sites like bing-vs-google.com. Here, you’re shown search results from both Bing and Google, side by side, on a split screen. @nytimes #freud
Manifesto Antropofágico [rev#3]
In academic bursary, the 'old' ones :: master pieces on July 13, 2009 at 11:34 pmCheguei onde eu queria: rever o conceito de Antropofagia e Antropoemia [rev#2 >> 02.07.2007] … 3a revisão [tentativa de compreensão -- apreensão -- da Modernidade e Pós-Modernidade, na busca - anseio - de se propor uma nova ética e novas morais a uma geração já nascida na web 2.0]
proposição um: ano de 1928 [como se dava esta "troca em rede": com quem os artistas, intelectuais, empresários -- agentes culturais -- dialogavam ao redor do mundo? e como?]
o Direito = a Garantia do Exercício da Possibilidade. @Galli Mathias
Só a Antropofagia[1 #Bauman] nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo.
Expressão mascarada
de todos os individualismos,
de todos os coletivismos.
De todas as religiões.
De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question.
Contra todas as catequeses.
[E contra a mãe dos Gracos #2].
“Só me interessa o que não é meu”: Lei do homem. Lei do antropófago.
Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama.
[Freud #3 acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.]
O que atropelava a verdade era a roupa,o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior.[4 #Sennet]
A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará [#5].
Filhos do sol, mãe dos viventes.[6]
Encontrados e amados ferozmente,
com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande. [7]
Foi porque nunca tivemos gramáticas,
nem coleções de velhos vegetais.
E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental.
Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.
Uma consciência participante [8], uma rítmica religiosa.
Contra todos os importadores de consciência enlatada. [9]
……………………………………..A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl [10] estudar.
Queremos a Revolução Caraiba [11]. Maior que a Revolução Francesa.
A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.
A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.
Filiação.
O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. [12] Montaig-ne. [12a]
O homem natural: Rousseau [13]
Da Revolução Francesa ao Romantismo,
……………………………………………à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling [14]. Caminhamos..
Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo [15].
Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.
Mas nunca admitimos o nascimento da lógica [16] entre nós.
Contra o Padre Vieira [17].
[Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão.]
O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia.
[Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.]
O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. [18]
O antropomorfismo. [19]
Necessidade da vacina antropofágica [20]: Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.
Só podemos atender ao mundo orecular. [21]
Tínhamos a justiça codificação da vingança. [22]
A ciência codificação da Magia. [23]
Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.
——————————–
Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.
Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.
O instinto Caraíba.
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.
Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.
Catiti Catiti
Imara Notiá
Notiá Imara
Ipeju*
A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários.[24]
E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.
Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. [25] Só a maquinaria [26]. E os transfusores de sangue [27]
Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.
Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.
Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.
Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.
De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.
O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?
Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.
Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.
A alegria é a prova dos nove.
No matriarcado de Pindorama.
Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.
Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.
Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.
A alegria é a prova dos nove.
A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.
A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.
OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha.”
(Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)
Copy&Paste [último acesso: 13julho2009]
obs. Macunaíma é de 1928. Em 1927, o mestre Mário [então com 33 p/34 anos de idade] faz a sua “viagem etnográfica” pelo Brasil [maio-agosto].
TAG “antropofagia o que é” [auto-post da Google a partir de Antropofagia, 186.000 resultados]
in “Só me interessa o que não é meu: a antropofagia de Oswald de Andrade”, @Maria Cândida Ferreira de Almeida ICBV [s/ data. .doc acessado em 13julho2009]:
- A antropofagia, enquanto conceito, apresenta uma face produtiva, diversa da pura destruição com que costuma aparecer no discurso “civilizado” sobre a “barbárie”, que utiliza o ato canibal como signo da violência máxima. Sob a perspectiva oswaldiana e selvagem, a antropofagia preconiza uma espécie de transubstanciação na qual aquele que é o devorador se altera no devorado. A“morte” e “devoração” do outro recria o próprio; dentro desta perspectiva, o discurso ressentido das relações coloniais torna-se discurso produtivo de identidades.
- A revista tinha penetração na Agência Brasileira que possuía uma extensa rede de jornais por todo o país e divulgava os “atos antropofágicos” para os círculos letrados das outras regiões. “A Antropofagia, nessa fase, não pretendia ensinar nada. Dava apenas lições de desrespeito aos canastrões das letras. Fazia inventário da massa falida de uma poesia bobalhona e sem significado”(Bopp, 1966: 37) … Na maioria absoluta das vezes o canibal será o outro, distante geográfica e culturalmente; até para aqueles que praticam a androfagia, pois eles vêem o seu próprio canibalismo como socializado, ao contrário do canibalismo do outro, ou seja, dos deuses e dos inimigos, que praticariam um canibalismo “selvagem”. Assim, o antropófago será, principalmente, o bárbaro, aquele que está distante da civilização que detém o discurso enunciador. @op.cit.
- Oswald de Andrade reverte essa ordem, ao se apresentar como antropófago, propondo a antropofagia como gesto relacional próprio da cultura brasileira, na qual, muitas vezes, as diversidades se apresentam como inconciliáveis e o outro, como uma distinção, uma alteridade, é interno, formado por parte da população ameríndia, afrodescendente, oriental, asiática e mesmo europeus de imigrações mais recentes do século XX.
- Na obra de Oswald, particularmente ao cunhar o conceito de antropofagia, está evidente a influência da leitura de Sigmund Freud. Um ponto levantado pelo psicanalista, em seu texto Totem e Tabu, “a apropriação das qualidades do objeto”, é apontado por muitos críticos como marca dessa influência. Em Freud, tal apropriação refere-se à devoração do pai, e esse foi o mote do modernista para proclamar seu “alto canibalismo”, um canibalismo produtivo, já que a morte do pai leva à distribuição das mulheres entre os filhos e, portanto, a sua reprodução, contra um “baixo canibalismo”, restrito ao âmbito da destruição.
- o conceito de antropofagia foi delineado pelo escritor em oposição ao modelo “salvacionista civilizado” criando um lugar discursivo e de atuação para o americano. … um modo de atuar a partir de outros paradigmas, que não aqueles colocados pela tradição grego-romana próprios da cultura européia. … destacando, por fim, a relação das elites políticas e de pensamento com a língua popular e com a própria concepção de canibalismo.
- Para Oswald, como sintetizou Augusto de Campos: “(a) operação metafísica que se liga ao rito antropofágico é a da transformação do tabu em totem, do valor oposto, em valor favorável. A vida é devoração pura. Nesse devorar que ameaça a cada minuto a existência humana, cabe ao homem totemizar o tabu” @Campos, Augusto de. 1978. Poesia antipoesia antropofagia. São Paulo: Cortez e Moraes.
- Com a apologia da devoração da diferença, Oswald ultrapassa a concepção freudiana que limitava o canibalismo à devoração de objetos com qualidades desejáveis. … Na Revista de Antropofagia, a devoração do “inimigo” ou do contrário aparece em um texto intitulado “O homem que comi aos bocadinhos”, assinado por João do Presente (seria Oswald?). A cada frase do “homem”, do tipo, “Viver por outrem viver às claras”, que desagradava seu interlocutor suscitava como resposta uma mordida, até que ele termina todo devorado, tal como os peixes, pois morreu “pela boca” por causa de sua fala chavão: “O coitado é positivista, e talvez por isso estava com a carne mesmo no ponto de ser comida. E eu comi.”
- “um modo antropofágico de subjetivação se reconheceria pela presença de um grau considerável de abertura, o que implica numa certa fluidez: encarnar o mais possível a antropofagia das forças, deixando-se desterritorializar, ao invés de se anestesiar de pavor; dispor do maior jogo de cintura possível para improvisar novos mundos toda vez que isso se faz necessário, ao invés de bater o pé no mesmo lugar por medo de ficar sem chão.” @Rolnik, Suely. 1996. “Guerra dos Gêneros & Guerra aos Gêneros”. En: item 4 revista de arte nº4 novembro, Rio de Janeiro.
- “…com a ‘Antropofagia’ de Oswald de Andrade, nos anos 20 (retomada depois, em termos de cosmovisão filosófico-existencial, nos anos 50, na tese A Crise da Filosofia Messiânica), tivemos um sentido agudo da necessidade de pensar o nacional em relacionamento dialético com o universal.(…) Ela não envolve uma submissão (uma catequese), mas uma transculturação: melhor ainda uma ‘transvaloração’: uma visão crítica da história como função negativa (no sentido de Nietzche), capaz tanto de uma de apropriação como de desapropriação, desierarquização, desconstrução” @Campos, Haroldo de. 1983. “Da razão antropofágica: diálogo e diferença na cultura brasileira”. Boletim bibliográfico – Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, v.44, jan./dez.
- … Quando Tarsila e Oswald regressam de Paris, em 1926, liam diariamente o rodapé do “Diário da Noite” de São Paulo que publicava em capítulos, a adaptação de Lobato das aventuras de “Hans Staden entre os Selvagens do Brasil”, obra que colocava a antropofagia em cena; …
- Em 1922, aconteceu um “escândalo” que tomamos como exemplar para entender a relação da sociedade institucional brasileira, formada por uma elite que se quer branca, e a cultura popular desenvolvida pela população negra. A polêmica tinha começado alguns anos antes, como descreveu o jornal Gazeta de Notícias, que também nos fornece um retrato da sociedade carioca do começo dos anos 20: … Em uma sociedade que se apresentava como européia em diversas facetas a presença da população negra visibilizada por sua expressão artística, instalava um incômodo, que segundo reivindicação de parte da sociedade da época, deveria ser combatido através das intituições, como os jornais e o aparelho de estado. “Os Oito Batutas” , formado por Pinxinguinha, China, Donga e Nelson Alves, entre outros embarcou, em janeiro de 1922, para Paris causando mal-estar entre brasileiros, alguns chegaram a “taxar a viagem como desmoralizadora” e pediram “providências do Ministério das Relações Exteriores” (Silva, 1979:68) uma vez que não podiam aceitar a cultura popular e negra representando o Brasil na Europa. Estes conflitos cotidianamente ocupavam as páginas dos periódicos, nos quais emergia indiretamente a discussão de qual o lugar que a população negra deveria ocupar na sociedade brasileira.
- A antropofagia oswaldiana não seria uma atitude passiva do colonizado, mas uma atitude ao mesmo tempo de receptividade e de escolha crítica. “Só a antropofagia nos salva por assumir alegremente a escolha da transformação do velho, do alheio em próprio, em original. Por reconhecer que a originalidade nunca é mais do que uma questão de arranjo novo” (Perrone-Moisés, 1990:98-99).
- … louvar a 24ª Bienal de São Paulo de 1998, cujo tema foi a antropofagia …
- Não há um lugar estável dentro do discurso da modernidade para a expressão do outro; mesmo que nos últimos anos, vozes e mais vozes tenham se erguido contra o monopólio discursivo dos lugares tidos como centrais. Dentro desse cenário, ficamos outra vez com Oswald de Andrade, para quem “(a) Antropofagia fazia lembrar que a vida é devoração opondo-se a todas as ilusões salvacionistas”.
- [A Antropofagia é sempre] Tomada como vanguarda, permanece vanguarda, instiga o pensamento, a criação, o debate contemporâneos.
buscar tbm:
- Almeida, Maria Cândida 1999. Tornar-se outro: o topos canibal na literatura brasileira. (tese de doutoramento) Belo Horizonte: Fale/UFMG. ou aqui sebo
- e Guimarães Rosa [1908-1967]
links quick research:
obs2: ética da confiança na rede: confia-se que o enunciador do discurso apreendido — blog — publicou [digitalizou sua escrita] na data referente ao post [publicação relacionada à pesquisa]. A partir desta primeira ética — em rede –, valida-se a enunciação d’outrem: citação/ pertencente a @ #link
http://www.angelfire.com/mn/macunaima/
http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/1_fase/mario_andrade.html
What are you doing [here]?
In therefore i am, thinking: i purchase on July 10, 2009 at 6:23 am
Are We Twittered Out Yet?
momento descanso de meu “put it in writing!”
In academic bursary, life2009, the 'old' ones :: master pieces on July 10, 2009 at 3:04 am
- “A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia.” - “Maladie Mentale et Psychologie”
- “A alma, prisão do corpo.” - Vigiar e Punir
- “Quanto àqueles para quem esforçar-se, começar e recomeçar, experimentar, enganar-se, retomar tudo de cima a baixo e ainda encontrar meio de hesitar a cada passo, àqueles para quem, em suma, trabalhar mantendo-se em reserva e inquietação equivale à demissão, pois bem, é evidente que não somos do mesmo planeta.” - História da Sexualidade 2
- “A ordem é ao mesmo tempo aquilo que se oferece nas coisas como sua lei interior, a rede secreta segundo a qual elas se olham de algum modo umas às outras e aquilo que só existe através do crivo de um olhar, de uma atenção, de uma linguagem…” - As Palavras e as Coisas. p. 9-12.
- “Chamamos de loucura essa doença dos órgãos do cérebro…” - início do Cap. 7 de A história da loucura na Idade Clássica.
- “Uma tarde eu estava ali, olhando muito, falando pouco, ouvindo o menos possível, quando fui abordado por uma das mais bizarras personagens desse país, que Deus não deixou que faltasse. É um misto de altura, baixeza, bom senso e desatino”. No momento em que a dúvida atingia seus perigos maiores, Descartes tinha consciência de que não podia estar louco – sem que isso impedisse que reconhecesse, durante muito tempo ainda e até o mau gênio, que todos os poderes do desatino espreitavam à volta do seu pensamento.(…)”- Michel Foucault, início da Introdução da Parte III de História da loucura na Idade Clássica.
- “Édipo não se cegou por culpa, mas por excesso de informação.” – Edipe ne s’est pas crevé les yeux par culpabilité, mais par excès d’information
- - citado em reportagem intitulada “Lula était le “sauveur du peuple”, il ne l’est plus : le blues des intellectuels et des artistes face aux scandales”, Data: 30/07/2005 @Le Monde
- - citado em reportagem intitulada “Lula était le “sauveur du peuple”, il ne l’est plus : le blues des intellectuels et des artistes face aux scandales”, Data: 30/07/2005 @Le Monde
- “A ficção consiste não em fazer ver o invisível, mas em fazer ver até que ponto é invisível a invisibilidade do visível” - La fiction consiste donc non pas à faire voir l’invisible, mais à faire voir combien est invisible l’invisibilité du visible
- - citado em “Qu’est-ce qu’un espace littéraire?” – Página 31, de Xavier Garnier, Pierre Zoberman, Pascale Hellégouarc’h, Maarten Van Delden [2006]
- “Pois toda felicidade não é mais, talvez, que felicidade de expressão” - citado em “A refração da sombra” – Página vii, de Paulo Cesar Lopes [2004]
- “As luzes que descobriram as liberdades inventaram também as disciplinas” - na obra “Vigiar e Punir”, página 183, de Michel Foucault; citado em “Modernidade e Dominação” – página 105, de Sílvio Cesar Camargo
A Ordem do Discurso
-
- A ordem do discurso aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970
- “A disciplina é um princípio de controle da produção do discurso. Ela lhe fixa os limites pelo jogo de uma identidade que tem a forma de uma reatualização permanente das regras” - A Ordem do Discurso, p.36
- “O discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo porque, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar” - A Ordem do Discurso, p.10
- “Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo” - A Ordem do Discurso, p.44
- “O novo não está no que é dito, mas no acontecimento de sua volta” - A Ordem do Discurso, p.26
TAGs: angústia afetos [#01]
In academic bursary on July 8, 2009 at 6:53 amO AFETO NA PSICANÁLISE E AS DIFICULDADES DE SUA OPERACIONALIZAÇÃO – Oswaldo França Neto [.pdf online | último acesso: 06 de julho de 2009]
Palavras-chave: afeto, psicanálise, subjetivação, sujeito coletivo. | TAGs: angústia afetos
Situação de perigo é toda aquela que evoca a possibilidade da dissolução, miticamente situada em um momento de desamparo fundamental. … por esta razão que Freud usa o termo ’sinal’ para definir a função da angústia:
A conclusão a que chegamos, portanto, é esta. A ansiedade é uma reação a uma situação de perigo. (…). Pode-se dizer que se criam sintomas de modo a evitar a geração de ansiedade. Mas isto não atinge uma profundidade suficiente. Seria mais verdadeiro dizer que se criam sintomas a fim de evitar uma situação de perigo cuja presençaa foi assinalada pela geração de ansiedade.
(Freud, 1926, p. 152)
OOOOOPSSSSSSSSSS
In academic bursary, therefore i am, thinking: i purchase on July 8, 2009 at 3:50 amthe lunch is not free anymore here at wordpress…
embeded [youtubed] your video is cheaper than uploaded [hosted] it, have you been figure out it?!
maybe because youtube – and another ones – is still “free”…
do you believe in “free lunch”?!!?
frame do video que nao foi possivel postar por aki pós-06demaiode2009, pois há uma cobrança de aprox. 60 dólares [US$60,]…

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A ZOMBIE WORLD
In A Little About My Research Project, therefore i am, thinking: i purchase on July 6, 2009 at 8:26 pmThis last weekend I watched a great movie!… The meaning of “a great movie” involves your zeitgeist [vulgo it depends on my mood, a collective mood...] because it affects you in a circle inside you’re able to be affect and to affect others…
When I use to be part of Orkut [2004-2008] – the most famous platform to social networking -, my oneself-picture there, from 2004 to 2005, was a ’scanned image’ of my head/face and tattooed on my bald was written “+1″ [plus one :: just one more] … In the beginning of 2006 I put a new image of myself: the cyborg* zombie** character [white eyes & no face ... no bloody, because bloody dosen't make sense in a videogame - mediated - world]……
This little introduction [a kind of zeitgeist abstract of myself in the last years] is just to say: this is one of the best new generation movies that i’ve ever seen in my whole life!… [maybe after Fight Club, Layer Cake, City of God & another ones... LOL]
Well, Shaun of The Dead is a comedy about zombies, but pretty serious!!! it’s a kind of Ensaio sobre a Cegueira | Blindness [de Fernando Meirelles, based on josé saramago's book, 1995]… It’s interesting to watch these movies in our epidemic sickness world [pig flu etc] nowadays! … we are the zombie world!!!!
YOU MUST FINISH IT: REMOVING THE HEAD OR DESTROYING THE BRAIN [or..., just take the battery off!...]
be continue…
[& in the next one : The Prestige and Batman'08 ... about to be released soon here too!!!]
*a cybernetic organism (i.e., an organism that has both artificial and natural systems). The term was coined in 1960 when Manfred Clynes and Nathan Kline used it in an article about the advantages of self-regulating human-machine systems in outer space [relating to the body or its appearance rather than the mind or spirit]. D. S. Halacy’s Cyborg: Evolution of the Superman in 1965 featured an introduction by, who wrote of a “new frontier” that was “not merely space, but more profoundly the relationship between ‘inner space’ to ‘outer space’ – a bridge… between mind and matter.“
**”…the people being controlled as laborers by a powerful sorcerer. Zombies became a popular device in modern horror fiction, largely because of the success of George A. Romero’s 1968 film Night of the Living Dead. [I want just to remember about the year of 1968: K. Dick and his famous book Do Androids Dream of Electric Sheep? “etc” …
Thanful to Mariana K. that had watched these movies with me & all discussions!!
PUBLIC FEELLINGS :: PUBLIC AFFECTS [early JULY]
In Uncategorized on July 6, 2009 at 4:49 pm“1. Os encontros – O porque da rede de facilitadores? 2 .A seleção – quais os critérios para a seleção dos facilitadores/ quem são os facilitadores; 3. Os tipos de encontro – os encontros anterior a capacitação do dia 06 e 07 de junho A . Com a Maria Amélia B. Formação Módulo 1 C. Alinhamento na Uniban/Abertura e Jogo 4. A capacitação 06 e 07 de junho (breve resumo com a foto de todos os facilitadores) 5 A avaliação online e presencial. 6. Rumo ao interior” [cibele, 01julho2009]
“de tanto se preocupar com o limite da beira, tendemos, por outro lado, cair..” [andressa, 01julho2009]
o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo porque, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar. [marcio, 02julho2009 @ foucault]
interesse próprio, processo sem sujeito, racionalidade interna, máquina autônoma: caratcterísticas do fordismo de bem-estar social ou sonho americano [miguel, 03julho2009]
the youth is starting to change [mabel. bplopes, 03julho2009]
‘meus’:
01/jul
“é filha/ vc sabe onde ta o perigo/ só vai na beira quem quer” by marina.thom.é“Eu sou um outro. Tanto pior para a madeira que se descobre violino e zomba dos inconscientes que discreteiam sobre aquilo que pura e simplesmente ignoram.”, Rimbaud
03/julho:
Unheimlich “a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade”“viver somente de amor/ eh tao lindo qto precário”, itamar
a transformação do ser não se dá em ser amado, mas no ato de constantemente ser capaz de amar
06/julho:
“o fato de que ‘valores’ sejam consumidos e atraiam afetos sobre si, sem que suas qualidades específicas sejam sequer compreendidas ou apreendidas pelo consumidor, constitui uma evidência da sua condição de mercadoria”“A força da sedução do encanto e do prazer sobrevive somente onde as forças de renúncia são maiores…”
let off steam | an ‘old’ post…
In 16's on July 5, 2009 at 8:08 pmEverybody has been told me to subscribe “my life” in this award… I can’t!…
Why must I subscribe myself on there??!! … How can we believe on it, again & again?!
…
And, I’m sorry my friend: I know how much have you been worked on it, but I can’t put my life in a kind of fake-award like that!… I don’t have any hope about it anymore!… I’m out… And you hadn’t given us any hope about it!… It was just for money, wasn’t it? “just”… Better for u … maybe it could better for me… or maybe not … Once again: I’m off…
Finally, one more time: I didn’t subscribe myself on it. I couldn’t do it! Give me first this money and then I’ll work for you! [maybe... maybe not...] … Well, we didn’t subscribe our life on it. [...]
Cheers!
“outrar”, no verbo de Rimbaud
In academic bursary on July 3, 2009 at 5:58 pmA reflexão de Derrida, por sua vez, dissipa, a meu ver, a alteridade à força de generalizá-la. Se só há diferenças sem referência, não há mais alteridade, mas uma perpétua alteração, produzindo uma pluralidade indefinida. Alteridade provém do termo latino alter, que, como o grego héteron, define-se em função de um pólo de referência, seja ele o Ego, o Mesmo ou o Um. O Outro não passa sem o Um. Não há alteridade sem ipseidade.
É para esta “pertença mútua da Identidade e da Diferença”*2, esse diferendo íntimo entre o Mesmo e o Outro, que gostaria de apontar com o título de meu trabalho. Sua formulação se vale de uma lógica paradoxal, que repousaria não mais no princípio de identidade, mas em uma “relação de alteridade”*3, na qual o Mesmo e o Outro deixariam de excluir-se, para incluir-se mutuamente.
… Mas a modernidade não pode mais localizar essa transcendência em um outro mundo, fazer dela o apanágio de um Ser supremo: ela tende a reavê-la no próprio cerne da imanência. A seus olhos, é nosso mundo e o próprio Eu que se revelam outros. O paradoxo dessa alteridade imanente ao real e ao sujeito está, por exemplo, no centro da reflexão de Octavio Paz…
…
Baudelaire chamava de profundidade esta outra dimensão inscrita no próprio seio de nosso mundo, e que pode “revelar-se inteira no espetáculo, por natural e trivial que seja, que temos diante dos olhos”*7. Para quem sabe abrir-se para essa profundidade da vida, “o primeiro objeto que aparece se torna símbolo falante”, isto é, ao manifestar-se, é outra coisa que ele manifesta. Esses propósitos baudelairianos, que inauguram o Simbolismo, fundam também, a meu ver, toda uma tendência da modernidade poética que não busca a alteridade em experiências-limite, ou em algum ponto sublime, mas em experiências quotidianas. …
Esse entrelaçamento entre o próximo e o longínquo, entre o Mesmo e o Outro, dá-se também na estrutura de horizonte da coisa mais banal. Para a fenomenologia, uma coisa só pode ser identificada por meio de um duplo horizonte, interno e externo, que a torna suscetível de revelar-se sempre outra, e de entrar em relação com uma infinidade de outras coisas. …
…
A diferença da palavra poética já deu lugar a diversos mal-entendidos, que se polarizaram em certo momento em torno da noção de desvio, de maneira muito favorável em poéticas de inspiração estilística ou lingüística (como as de Cohen ou de Levine). Essa noção tem por principal inconveniente o estabelecimento de uma noção de exterioridade entre a língua, considerada como uma norma fixa, e a palavra poética, que desde então se define apenas negativamente, como infração ou afastamento em relação a essa norma. Uma concepção como essa me parece típica de um procedimento que separa o Mesmo e o Outro: de um lado, a língua como sistema sempre idêntico a si mesmo; do outro, a poesia como pura negatividade.
…
Entre o poeta e seu dizer se constitui igualmente uma relação complexa de referência e diferença, um diferendo íntimo perfeitamente resumido pela famosa fórmula de Rimbaud: “EU é um outro”. Essa fórmula recusa, a meu ver, tanto o esquema tradicional da expressão, que reduz o texto a uma simples cópia da subjetividade, quanto uma teoria moderna que, rejeitando com justiça essa identificação, evacuasse o sujeito da escrita ou o limitasse a um simples efeito de linguagem. Mais do que reduzir um ao outro os termos da relação, parece-me mais interessante interrogar a interação entre eles, tentar compreender de que maneira, nos jogos de linguagem, o eu se recoloca em jogo. Ora, é precisamente sobre essa interação que a proposição de Rimbaud nos convida a meditar.
“EU é um outro”: a passagem da primeira pessoa para a terceira assinala o corte entre o sujeito do enunciado e o da enunciação. O eu se descobre outro assim que começa a cantar: “EU é um outro. Azar da madeira que se descobre violino”*18. Aqui, Rimbaud se opõe inegavelmente à teoria tradicional da expressão, segundo a qual o eu, em sua identidade e integridade, seria senhor e garante – auctor – de sua palavra: apenas “velhos imbecis” “egoístas” “se proclamam autores”*19. Ele rejeita a concepção cartesiana que dá ao sujeito a faculdade de coincidir consigo mesmo no ato de pensar: “Está errado dizer: Eu penso. Deveríamos dizer: Pensam-me”*20.
…
fonte: “O Outro no Mesmo”, Michel Collot >> http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-106X2006000100003&script=sci_arttext
Eu é um outro.
Tanto pior para a madeira que se descobre violino e zomba dos inconscientes que discreteiam sobre aquilo que pura e simplesmente ignoram.
Não sois Mestre para mim.
Dou-vos isto: será uma sátira como vós dir-eis?
É poesia? Fantasia, é-o sempre.
- Mas, suplico-vos, não a sublinheis com o lápis nem – demasiado – com o pensamento:
……………………………………
[links enviados pelo Dani]
Thanks!
Poema em linha reta: entre lobos e matilhas
In life2009 on June 30, 2009 at 2:07 amNunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu,tantas vezes reles,
tantas vezes porco,
tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu,que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu,que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco,mesquinho,
submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado,tenho sido mais ridículo ainda;
Eu,que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu,que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu,que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu,que, quando a hora do soco surgiu,
me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu,que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado,mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência,mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal,se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu,que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu,que venho sido vil,
literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa [@ Álvaro de Campos]
“outrar”, no verbo de Fernando Pessoa
In academic bursary, life2009 on June 30, 2009 at 1:53 amSó consigo me reconhecer fora de mim e em relação a.
É minha forma de “outrar”, no verbo de Fernando Pessoa.
Por isso, adoro esta passagem de Brecht:
“eu pensava dentro de outras cabeças;
e na sua, outros, além dele, pensavam.
Este é o verdadeiro conhecimento.”
http://jaldes-campodeensaio.blogspot.com/2008/03/dia-triunfal.html
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“…Gosto de Palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas.
Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie – nem sequer mental ou de sonho -,
Transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritimos verbais, ou os escuta de outros.
Estremeço se dizem bem.
…
Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente.
E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas.
São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indeferem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas.
Assim as idéias, as imagens, trêmulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de idéia bruxuleia, malhado e confuso.
…
… Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto não quem escreve mal português,
não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada,
mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.
Sim, porque a ortografia também é gente.
A palavra é completa vista e ouvida.
E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.”
["Livro do Desassossego", por Bernardo Soares. Vol. I, het. de Fernando Pessoa]
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“… É extraordinariamente bem feita a sua observação sobre a ausencia em mim do que possa legitimamente chamar-se uma evolução qualquer.
Ha poemas meus, escriptos aos vinte annos, que são eguaes em valia – tanto quanto posso appreciar – aos que escrevo hoje.
Não escrevo melhor do que então, salvo quanto ao conhecimento da lingua portugueza – caso cultural e não poetico.
Escrevo differentemente. Talvez a solução do caso esteja no seguinte.
O que sou essencialmente – por traz das mascaras involuntarias do poeta, do raciocinador e do que mais haja – é dramaturgo.
O phenomeno da minha despersonalização instinctiva, a que alludi em minha carta anterior, para explicação da existencia dos heteronymos, conduz naturalmente a essa definição.
Sendo assim, não evoluo: VIAJO.
(Por um lapso das teclas das maiusculas, sahiu-me, sem que eu quizesse, essa palavra em lettra grande. Está certo, e assim deixo ficar.)
Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que póde haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de crear personalidades novas, novos typos de fingir que comprehendo o mundo, ou, antes, de fingir que se póde comprehendel-lo.
Porisso dei essa marcha em mim como comparavel, não a uma evolução, mas a uma viagem:
não subi de um andar para outro; segui, em planicie, de um para outro logar.
Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescencia;
isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento. …”
http://us.geocities.com/marco_lx_pt/pescartaviajo.htm
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A multiplicidade é destacada por Ítalo Calvino como sendo um dos valores que ele gostaria que fosse transferido para a Literatura do novo milênio. Para Calvino quanto mais à obra tende para a multiplicidade mais se distancia da sinceridade interior de quem escreve.
Fernando Pessoa, poeta múltiplo, já procurava despersonalizar-se para fazer surgirem vários eus nesta perspectiva. A fragmentação instala-se em sua poesia demonstrando que o conceito de individualidade inexiste exprimindo um caráter múltiplo do ser. Não sei quantas almas tenho
Ítalo Calvino pergunta, portanto a cerca desta questão:
Quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as maneiras. 2
Assim Calvino também contribui para a concepção sobre a inexistência de uma personalidade unificada como garantia de uma verdade que não seja parcial.
O poema se intitula e se inicia com a frase: Não sei quantas almas tenho. Essa colocação evidencia ao mesmo tempo duvidas existenciais e a certeza de um eu múltiplo. Tal aspecto é almejado por Ítalo Calvino ao idealizar: Quem dera fosse possível uma obra que nos permitisse sair da perspectiva limitada do eu individual. 3 Essa expectativa de Calvino é demonstrada nesta poesia de Fernando Pessoa, a qual revela a consciência da multiplicidade, da mutabilidade, e da limitação de apenas ser um ser:
…
Nota-se que a mutabilidade e a inconstância revelam o desconhecimento de um eu devido ao seu caráter de multiplicidade: Torno-me eles e não eu.. Para tanto, nota-se que o conceito de individualidade inexiste já que.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
http://www.webartigos.com/articles/1040/1/fernando-pessoa-as-multiplas-almas-que-dividem-um-ser/pagina1.html
PARASHÁ#01
In life2009 on June 29, 2009 at 3:37 pmO papel de todo ser moderador [facilitador social] é:
“acalmar os perturbados
e
perturbar um pouco
aqueles que estão muito calmos”
rav. Reuben [27-06-2009]
qdo desblogarse?…
In personal ... trainee, therefore i am, thinking: i purchase on June 24, 2009 at 12:25 am…memorias da orfandade.
…
ALIENAÇÃO #01
In academic bursary on June 23, 2009 at 10:33 pmTAG @ GOOGLE:
alienação
paciência#01 [acesso em 22 de junho de 2009]
:: momento copy&paste … linking ::
Podemos falar em três grandes formas de alienação existentes nas sociedades modernas ou capitalistas:
Alienação Social, na qual os humanos não se reconhecem como produtores das instituições sociopolíticas e oscilam entre duas atitudes: …
Nos dois casos, a sociedade é o outro (alienus),
algo externo a nós, separado de nós, diferente de nós e com poder total ou nenhum poder sobre nós.
Marilena Chauí, “Convite à filosofia” – Ed. Ática, p.172-5
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A palavra alienação tem várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental, na qual se registra uma anulação da personalidade individual, arrombamento de espírito, loucura. A partir desses significados traçam algumas diretrizes para melhor analisar o que é a alienação, e assim buscar alguns motivos por quais as pessoas se alienam. Ainda assim, os processos alienantes da vida humana foram tratados de maneira atemporal, defraudada, abstraído de processos sócio-econômicos concreto.
A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, se tornando sua própria negação.
Alienação se refere á diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprio.
A sobrevivência do homem implica uma transformação da natureza e do outro à sua imagem e semelhança, o que impõe uma transformação de si mesmo à imagem e semelhança do mundo e do outro. Viver para o homem é objetivar-se, ser fora de si.
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ALIENAÇÃO, PÚBLICO E ARTE CONTEMPORÂNEA, por Thais Rivitti
last modified 05/01/2007 19:44Segundo Jappe, tanto Debord como Adorno concordam com a afirmação de que o público das artes, bem como toda a sociedade, é composto por sujeitos alienados. Isso significa que são sujeitos incapazes de decidir seu destino, de refletir e formular questões sobre o mundo a sua volta. Esta posição comum decorre da tradição marxista da qual os dois autores provêm, que aponta a esfera econômica da troca como base da alienação.
…
… para Adorno o que aliena o sujeito de seu mundo é sua propensão a “devorar” o objeto. Lukács, conforme a leitura de Jappe, teria relacionado o processo de fetichização da mercadoria _ou seja, o processo que faz com que passemos a atribuir às coisas as características humanas da sua produção_, ao da reificação. A extensão da mercadoria e seu fetichismo a totalidade da vida faz também com que as ações humanas passem ser vistas como um conjunto de coisas que, independente do poder humano, seguem apenas suas próprias leis.
… Adorno, por sua vez, atribui a alienação à existência do sujeito dominador, que se sobrepõe ao objeto e que só é capaz de entendê-lo como algo derivado da sua percepção. O pensamento subjetivista busca a identidade entre sujeito e objeto por não suportar o que lhe é externo (objeto), e a alienação decorre desta repressão ao diferente e ao estranho.
…
O discurso da dissolução da arte na vida está presente na cena brasileira de arte contemporânea. São artistas (ou grupos) que assumem claramente sua filiação ao pensamento de Debord e dos situacionistas. Eles falam em implodir o sistema (capitalista) e têm como estratégia desqualificar todas as instituições, termo entendido em seu sentido mais amplo, como tudo aquilo que está estabelecido: desde galerias até o pensamento produzido nas universidades. Colocam-se contra o consumo e contra a globalização: freqüentemente são usados termos políticos para designar suas ações. Alguns deles atuam no corpo a corpo com o público visando proporcionar uma vivência emancipadora que por vezes se confunde com afeto, atenção e inclusão. Há críticas possíveis para cada trabalho, em cada caso. Mas, genericamente, pode-se dizer que estas práticas “situacionistas” oriundas das manifestações de 68 precisam ser reformuladas frente às novas condições sociais para não serem (mais uma vez) engolidas. É necessário um desenvolvimento real da teoria e da prática para que sejam elaboradas ações de fato propulsoras de uma nova vida social e que não se tornem um novo modismo, com seus segundos de aparição na mídia ou ações voluntaristas incapazes de transformação.
…
Eis dois caminhos para a arte que partem de uma crítica da sociedade, negam-se a ser objetos de consumo e se colocam como resistência. Vejo que eles se opõem radicalmente àquele tipo de manifestação de caráter pessoal, dado a descobertas de pequenas verdades e produto de um sujeito enredado em suas próprias limitações _esse sim extremamente em voga nos dias de hoje.
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O conceito de “alienação” corresponde, em Hegel, em sua forma mais geral, ao processo pelo qual o Espírito se projeta para fora de si para, em seguida, por etapas sucessivas, retomar, no absoluto, a identidade consigo mesmo. A alienação corresponde ao segundo termo da tríade dialética em que o Espírito se projeta para fora de si mesmo como natureza, toda sua evolução fenomenológica consistindo no processo de negação da negação, da reassunção final da identidade do “em si” é do “por si”, que se realiza através das várias etapas da história humana.
Na “Fenomenologia”, a alienação surge para a consciência como sua dimensão essencial quando, para atingir a consciência de si, exige o reconhecimento de si pelo outro. …
… pelo trabalho adquire a cultura que só pertence ao senhor de forma mediatizada, mas pertence ao escravo de forma imediata e definitiva. Pela potência da negatividade e a cultura que lhe traz o trabalho, o escravo percebe sua possibilidade de ser livre, de atingir a liberdade que reside em ordenar sua existência a partir da idéia que faça de si mesmo.
Sem condições de efetivar esta liberdade que sabe possuidora, a consciência do escravo se transforma em consciência infeliz, que busca a liberdade dentro de si mesma, sem efetivá-la concretamente. Torna-se estóica, cética, e finalmente religiosa, projetando para fora de si a liberdade que sabe possuir mas não assume.
É uma dialética que busca atingir, conforme a perspectiva de Hyppolite, uma dimensão ontológica, como fenomenologia de um problema universal “que é o da consciência de si humana que, incapaz de se pensar como um Cogito separado, não se encontra senão no mundo que edifica, nos outros eu que ela reconhece ou em que, por vezes, se desconhece”
Mas a ontologia hegeliana não admite esta limitação à abstração genérica, exigindo uma dimensão concreta. No Mundo ético da Cidade Grega, o indivíduo é confundido com a coletividade, e assim é livre e universal de forma imediata, sem a consciência de sua individualidade como “em si”. À dissolução da Cidade Grega corresponde a cisão entre o eu e sua essência imediata, e é ai então que se opera a alienação que coloca, de um lado, a sociedade e a cultura como exterior ao eu, e de outro o eu como um “em si” que inicia a dialética histórica da desalienação.
Separado de si mesmo, e separado do outro, separado do mundo humano da cultura, o Espirito…
…
Lefort vai buscar a raiz do conceito de alienação não na análise clássica do feitichismo da mercadoria, como quer Lefebvre, mas na análise da própria sociedade industrial, que ao mesmo tempo universaliza e particulariza o homem, ao mesmo tempo estabelece a unidade de todos os atos produtivos – uma sociedade universal – e é ao mesmo tempo o movimento pelo qual se constituem as esferas estanques das atividades do trabalho. A alienação estaria não em uma “irrealidade” do mundo das mercadorias, oposta à “realidade” do trabalho natural – pois o real não pode ser nada além da que as relações sociais concretas entre os homens -; mas na contradição entre a particularização e a universalidade, que se expressaria em diversas formas, no dinheiro e na mercadoria como forma geral da alienação na sociedade capitalista.
…
Neste sentido são importantes as indicações de Lefebvre [Henry], procurando determinar, na quotidianeidade da vida humana, a presença de alienações. “A alienação se descobre na vida de cada dia, na do proletário como na do pequeno burguês ou dos capitalistas“. Esta noção “permite descobrir como o homem (cada homem) cede às ilusões e crê se encontrar e se possuir através delas, e quais angústias ele inflige a si mesmo; ou como luta para trazer à luz o seu ‘núcleo’ de realidade humana“(Critique de la Vie Quotidienne, L’Arche Editeur, Paris, 1958). A determinação da alienação na quotidianeidade se realiza através do conhecimento crítico da vida quotidiana, em que se estabelece o contraste entre o que os homens são e o que crêem ser, entre o que vivem e o que crêem viver . “Na vida social como na vida individual, o viver e o vivido não coincidem “. “Entre as pessoas e elas mesmas se intercalam imagens, ‘modelos’ “. “O conhecimento da vida tenta eliminar o que separa o viver do vivido, tornando então consciente a vida. O que implica na superação dos dois termos”
…
Pela visão do processo político brasileiro tal como a esboçamos, podemos indicar a conclusão de que a manifestação aguda de alienação política no Brasil significa o fim daquelas formas que poderíamos chamar, em comparação com as formas contemporâneas, de alienação direta, social, recoberta externamente por um Estado político atrofiado. A fase atual parece corresponder ao apogeu do Estado político brasileiro, que passa cada vez mais a penetrar em todas as estruturas locais de dominação. Para o futuro, teríamos ou a perspectiva de uma acentuação da alienação política, através de governos capazes de levar à frente a galvanização demagógica das massas, ou o caos político que pode redundar em solução de força. As perspectivas de desalienação, em vista do processo de desenvolvimento econômico, se situam no surgimento de novas instituições de massa, partidárias, sindicais e camponesas, fundamentalmente, que possam efetivar a ligação entre as massas e o poder. As transformações políticas que o desenvolvimento destas instituições acarretariam já escapam às possibilidades de previsão clara.
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Chegamos, neste ponto como nos demais, à mesma postura metodológica. A consideração do o normal e do patológico implica, ao lado suas exigências de máxima racionalidade, a inserção do fenômeno dentro de uma hipótese de trabalho que, por ser empiricamente indemonstrável, pelas implicações que acarreta a toda a atividade intelectual do estudioso, e pela identificação com um poder de vontade concretamente existente, equivale, no plano vivido, a uma opção existencial do sociólogo. E nada há que estranhar nisto, se a própria sociedade é a construção do homem por ele mesmo, enquanto ser que aspira à liberdade.
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Uma frase que gostei de conhecer hoje é: “A habilidade de controlar informação é a habilidade de controlar mentes”.
Estariamos então sob a dominação de algum controlador de informação. Google podemos dizer?
Então o Google pode não ter transformado todos em estúpidos, mas nos transformou em pensadores em massa e então perdemos o lance da individualidade. Se esse realmente for o caso (alias, é! quem é relevante com somente um link? no Google precisamos de muitos), temos algo aqui mais alienante do que a TV foi.
Neste caso e para efeitos de “eu pensei primeiro”: Google, Digg, RSS e Twitter são a TV (no sentido de alienação) do mundo atual. Espero que você também pense sobre isso.
A questão é mostrar que os filtros de conteúdo (que servem para medir relevância) ao mesmo tempo que nos deixam livres do lixo que a quantidade de informação disponível possui, nos faz pensar como uma massa. Que quando os filtros tentam se basear na rede social do individuo ou no “voto comunitário” para caracterizar relevância eles estão na verdade transformando todos em pensadores em massa.
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Repito: Eu só quero que façam isso e que quem fizer me dê a porcaria do link.
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Second Life: esquizofrenia, alienação ou realidade?
Alienação. Processo que deriva de uma ligação essencial à ação, à sua consciência e à situação dos indivíduos, pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que o processo e os seus produtos apareçam como indiferentes, independentes ou superiores aos homens que são, na verdade, seus criadores. No momento em que a uma pessoa o mundo parece constituído de coisas – independentes umas das outras e não relacionadas – indiferentes à sua consciência, diz-se que esse indivíduo se encontra em estado de alienação. Condições de trabalho, em que as coisas produzidas são separadas do interesse e do alcance de quem as produziu, são consideradas alienantes. Em sentido amplo afirma-se que é alienado o indivíduo que não tem visão – política, econômica, social – da sociedade e do papel que nela desempenha. (Dicionário de Sociologia)
Mas o SL não se enquadra em nenhum destes modelos. Em uma primeira análise rápida poderia parecer que é um sistema do primeiro tipo, algo que só existe dentro do computador. Mas então qual o motivo de empresas estarem colocando sites neste mundo virtual? Então li um artigo “O virtual não se opõe ao real” de Juremir Machado da Silva, publicado no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, dia 11 de agosto [de 2007], sobre a palestra de Pierre Lévy está sendo apresentada hoje.
O virtual é um problema que demanda uma resposta. Para explicar isso, Lévy recorre a uma metáfora simples: o virtual é a semente. O atual é a árvore que dela brota: “Contrariamente ao possível, estático já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou novidade qualquer, e que chama um processe de resolução: a atualização (…) A atualização aparece então como a solução de um problema, uma solução que não estava contida previamente no enunciado. A atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades (…) O real assemelha-se ao possível; em troca, o atual em nada assemelha-se ao virtual: responde-lhe”. Não há ilusão. Somente criação. De algum modo, Pierre Lévy parece empregar todas as suas forcas para advertir a todos de que algo muito mais importante do que se diz está acontecendo. A Internet não é apenas um bom instrumento para arranjar amigos ou parceiros sexuais, nem somente um extraordinário banco de dados, mas principalmente uma ferramenta cognitiva que altera a percepção, a memória e o sistema de produção e gestão do saber.
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Existe uma concepção filosófico-social de alienação em sua relação com a produção que complementa e aprofunda o pensamento exposto. Trata-se da concepção weberiana e aristotélica de alienação. Em Aristóteles, alienado é tudo aquilo que é forçado, ou seja, o que vêm de fora do sujeito, uma concepção de alienação muito mais profunda que aquela que a reduz à sua dimensão concreta. Weber (1963) aponta que a burocracia acarreta no aprisionamento da subjetividade uma vez que encerra o trabalho, fonte de emancipação e projeção da subjetividade humana, de acordo com as normas e regras determinadas pela organização burocrática racional e eficiente, orientada pelas decisões dos seus dirigentes. Weber percebe que o estado socialista nem acaba com a Mais-valia como aprofunda a rotinização da vida em sua forma mais eficiente, a burocracia. Ou seja, o socialismo científico em sua versão soviética aprofunda a alienação.
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… a alienação primitiva e a alienação objetivada. A primeira refere-se à exteriorização do homem como ser-no-mundo, definindo tanto a historicidade do homem quanto a sua realização na História. Constitui-se na pedra angular do conceito de liberdade enquanto liberdade de escolha, porque indica como a exteriorização do homem aponta a infinitização do finito. A segunda diz respeito à exterioridade que acontece no encontro de dois ou mais projetos humanos, não sendo possível à liberdade humana desenvolver-se à margem da necessidade até os dias atuais, já que estes ilustram a força do fenômeno da escassez na História. Assim, a alienação objetivada corresponde à finitização do infinito.
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Tanto em Marx quanto em Hegel, alienação está ligada ao trabalho. Para Hegel, o trabalho é a essência do homem, quer dizer, é somente por meio de seu trabalho que o homem pode realizar plenamente suas habilidades em produções materiais.
…
Alienação, para Marx, tem um sentido negativo (em Hegel, é algo positivo) em que o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza; ao invés de humanizá-lo, o desumaniza. O homem troca o verbo SER pelo TER: sua vida passa a medir-se pelo que ele possui, não pelo que ele é. Isso parece familiar? Pois é, vamos ver os detalhes.
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A alienação acaba afetando também as relações sociais, criando um clima de indiferença entre as pessoas. Tornando as relações mais frias. Nessa sociedade alienada as pessoas têm medo de se mostras, escondem-se atrás de aparências, sem se preocupar com o que são, fazem ou sabem.. Não importa mais a auto-realização o que importa é se os outros estão gostando, se sua popularidade está aumentando mesmo que para isso seja necessário sofrer e se privar da espontaneidade.
As pessoas estão muito preocupadas com a opinião alheia, dane-se o que os outros vão pensar! Seja feliz sendo você!…
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Alienação é um privilégio das mulheres bonitas?
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!? FÉTICHE vs. ENCHANTÉ ?!
In academic bursary on June 23, 2009 at 12:29 pmenchanter v.t. (lat. incantare, prononcer des formules magiques) [conj. 3]
- Agir sur qqn par des procédés magiques, des incantations: Dans ce conte, une fée a enchanté la princesse (ensorceler, envoûter).
- Remplir d’un vif plaisir; charmer: L’idée de partir en vacances avec eux m’enchante (plaire à, ravir; déplaire à, mécontenter).
Larousse Pratique. © 2005 Editions Larousse.
// Larousse Le Grand Dictionnaire des Synonymes et Contraires. © 2004 Editions Larousse.
adjectif enchanté Qui est très content.
enchanté de faire votre connaissance
se dit lorsqu’on rencontre qqn pour la première fois
- Qui est doté d’un pouvoir magique;
- Extrêmement heureux. (charmé, ravi; insatisfait, mécontent).
- Ensemble de pratiques religieuses dédiées aux fétiches; en Afrique, religion traditionnelle, animisme (par opp. au christianisme et à l’islam).
- Vénération outrée, superstitieuse pour qqch, qqn: Il a le fétichisme de la propreté (culte).
- Trouble du comportement sexuel dans lequel la jouissance est liée à la vue ou au toucher d’objets déterminés.
// <![CDATA[// Larousse Pratique. © 2005 Editions Larousse.
Synonymes et Contraires
Admiration sans réserve pour.
adoration, culte, idolâtrie, vénération -littéraire: dévotion.
Larousse Le Grand Dictionnaire des Synonymes et Contraires. © 2004 Editions Larousse.
BE FUNNY :: He’s Barak Obama
In Uncategorized on June 21, 2009 at 10:30 ammomento diversão:
by JibJab
Brothers Gregg and Evan Spiridellis founded JibJab in 1999 with a few thousand dollars worth of computer equipment, a dial-up Internet connection and a dream of building a global entertainment brand. In 2004, their election parody “This Land” spark an international sensation and was viewed more than 80 million times online. NASA even contacted the brothers to send a copy to the International Space Station! Since then, JibJab has premiered ten original productions on The Tonight Show with Jay Leno and received coverage on every major news outlet. In 2004, Peter Jennings named the brothers “People of the Year.”
tip by msn [the microsoft networked]: Video Highlights
OUTRAR-SE : VERBO
In academic bursary, therefore i am, thinking: i purchase on June 19, 2009 at 11:08 pm[IN]TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO?………….
Comum ver nos status:
- do msn: OUTRANDO-ME [mari]
- do gtalk: othering yourself :: othering myself! [mi]
Conjugação?
- OUTREM-SE
- OUTRE-SE
- OUTREM-ME
Cap#01: por uma nova geração de semioticistas*
In academic bursary, the 'old' ones :: master pieces on June 18, 2009 at 2:34 pmHipotese#05 >> a Rede Digital como o “Feitiço** dos Encontros” [o fetiche pela web 2.0/ plataformas de relacionamento social online & chats-locus].
Se pensarmos em termos rizomáticos destas redes e formações sócio-psicológicas, podemos intentar estabelecer uma nova linha deste ‘capital social’ formado por esta geração que surge ja inserida em autonomias diversas destes ambientes online. Há que reconfigurar, portanto, uma visão Flusseriana sobre o jogo [ilusão] nestas estruturas hierárquicas de poder tecnológico [caixas-pretas] que se traduzem em liberdades [ou pseudo-liberdades?] de produções de linguagens, sentidos e significados…
**Etimologia [fonte: http://houaiss.uol.com.br]
lat. facticìus,a,um ‘artificial, não natural, imitativo, onomatopaico’; o port. feitiço e o esp. hechizo, doc. no sXV, são
concorrentes de bruxaria na área ibérica; observe-se que o port. feitiço foi, já no sXVI, usado em línguas africanas,
donde foi tomado como emprt. pelo fr. fétiche, doc. já em 1605; ver faz-
É importante notarmos que tais intervenções pedagógicas [que de acordo à Orozco iniciam-se há trinta anos da escrita de seu texto, ou seja, por volta de 1967], assim como tal situação é também apontada por Martín-Barbero na revista Nómadas de número05, em setembro de 1996:
“el imaginario de la televisión sea asociado a los antípodas de los valores que definen a la escuela: larga temporalidad, sistemaidad, trabajo intelectual, valor cultural, esfuerzo, disciplina. Pero al ser acusada por la escuela de todos los males y vicios que acechan a la juventud, la televisón devela lo que ésta cataliza de cambios em la sociedad: desplazamiento de las fronteras entre razón e imaginación, entre saber e información, naturaleza y artifício, arte y ciencia, saber experto y experiencia profana. Lo que a su vez conecta las nuevas condiciones del saber … [llamada] postmodernidad, lo que ella tiene de cambio de época com las nuevas formas de sentir y las nuevas figuras de la socialidad. Desplaziamientos y conexiones que empezaron a hacerse institucionalmente visibles em los movimientos del 68 … necesidad de explorar el sentir, de liberar los sentidos, de hacer estallar el sentido … em la revoltura que esos años producen entre libros, sonidos e imágenes, emerge un poyecto pedagógico que cuestiona radicalmente el carácter monolítico y transmisible del conocimiento, que revaloriza las prácticas y las experiencias, que alumbra un saber mosaico…”
A afetividade pedagógica é formada pelo discurso autorizado. O afeto forma-se como um átomo em constante sinergias. O afeto como base primeira da compreensão da comunicação: transmissão e recepção. A afetividade compartilha-se como sinapses, criando uma grande rede de afetos. O afeto interage, afetos interagem. A criança – o ser humano – afeta tudo aquilo que encontra, assim como também por tudo é afetado. Se a compreensão educacional visualiza esta capacidade da afetividade pedagógica, então sim estaremos pensando – a meu ver – em uma nova perspectiva de uma educação para os meios, para as novas mídias. Há de se compreender que os meios formam uma enorme rede, uma rede formada de um valor imaterial que é criado pela afetividade. O conhecimento em rede – que ora transforma-se em poder ora não – é gerado por uma afetividade constante. O educador não pode mais ser somente um mediador – mera imagem do espetáculo – deve, tornar-se proporcionador de afetos desta nova era, aquele que compreende a rede de afetos ao seu redor e trabalha nesta afetividade de uma maneira pedagógica, visando não o desenvolvimento de um mero semioticista [um ser que racionaliza metafisicamente tudo que recepciona], mas a evolução de uma criança em harmonia com sua própria afetividade: um ser humano capaz de perceber o quanto de si afeta o mundo e o quanto em si é afetado por este mundo ao seu redor.
*Os semioticistas ou a Semiótica é aqui estabelecida – representada/ apresentada – como disciplina de leitura das diferentes mensagens presentes na comunicação e linguagem das novas mídias. Em suma, compreensão da informação em seus âmbitos de Transmissão e Recepção, assim como de suas Tecnologias associadas.
tecnologia trabalhando para a clareza e a verdade :: Jornal Nacional @ Globo
In therefore i am, thinking: i purchase on June 17, 2009 at 5:28 amde ontem à noite [16 de junho de 2009].
minutos antes da novela “Caminho das Indias” [por volta das 20h50?...] , matéria-final do jornal em horário nobre da rede Globo de televisão:
o tema eram os jogos de futebol da seleção brasileira [esporte]… frase final: “…mais uma vez a tecnologia está trabalhando para a clareza e a verdade.” [falando como a tecnologia vem sendo aplicada junto aos jogos pelos arbitros em cena], uma pena eu nao estar gravando esta materia de “esporte”, enfim. mas a frase ficou me martelando durante horas, ateh esta madrugada [jet-lagging ~ 10h00 a.m.]…
tecnologia trabalhando para
a clareza e a verdade
a clareza e a verdade
a clareza e a verdade
a clareza e a verdade
a clareza e a verdade
a clareza e a verdade
tecnologia
a clareza e a verdade
tecnologia
clareza e verdade
tecnologia = clareza e verdade
“tecnologia = clareza e verdade”!?!? uau…
…
últimas linhas de maio [e de Mário]
In personal ... trainee, the 'old' ones :: master pieces on May 30, 2009 at 11:24 pm“…a culpa das nossas culpas será minha,
se culpa existe.
Sempre no meio das minhas mais destrambelhadas fraquezas,
haverá sempre uma reserva.
Não vale a pena esmiuçar;
basta apenas você lembrar os nossos
15 anos de diferença de idade
e posição.
Mas nisto você ganha de mim
numa vitória talvez escandalosa….”
últimas linhas de maio [e de Mário]
In personal ... trainee, the 'old' ones :: master pieces on May 30, 2009 at 11:09 pmcont. da carta de 25 de janeiro:
“… O que importa é a validade do assunto na sua forma própria.
“ Você, eia que se acha de posse de um assunto. A própria coisa a fazer é analisar friamente o seu assunto. Ele vale? Com ele você obtém qualquer coisa de humano, de útil? Você expõe uma realidade da vida? Você castiga ou exalta uma classe, uma virtude, uma necessidade social? Bem, se o seu assunto você acha que tem qualquer validade funcional, agora é ver o que ele rende como arte.
“… Você, por favor, nunca venha me argumentando com as palavras ‘espontaneidade’ e ’sinceridade’, tenho verdadeiro horror delas. É a vaidade e também a desonestidade do artista que as inventou. É a eterna e repulsiva confusão entre o artista e a obra-de-arte que lhes dá uma aparência falsa de legitimidade. Pra obra-de-arte, a sinceridade, a espontaneidade do artista não tem significação nenhuma.
“… O simples fato do artista estar sinceramente entregue ao pensamento do seu assunto, a tomar notas de frases, de traços psicológicos, de formas, de idéias o vai predispondo psicologicamente para o ato de criação. E esta chega mesmo.
“Aqui entra de novo essa fatal sinceridade na argumentação: É certo que o artista não deve ter pressa, é preciso saber esperar. Mas isso do sujeito que só se põe escrevendo ‘quando sente disposição’ é estupidez mas da miúda. … Não tem disposição? Não se trata de ter disposição: você é um operário como qualquer outro: se trata de ter horas de trabalho. Então vá escrevendo, vá trabalhando sem disposição mesmo. A coisa principia difícil, você hesita, escreve besteira, não faz mal. De resto vc percebe que, correntemente ou penosamente (isto depende da pessoa) vc está dizendo coisas acertadas, inventando belezas, forças etc. Depois, então, no trabalho de polimento, vc cortará o que não presta, descobrirá coisas pra encher os vazios etc etc
“Não há como a fatura de um filme pra exemplificar bem o trabalho de todo e qualquer artista. São cortes e mais cortes, novos close-up a fazer, tanto preparo anterior, tanto trabalho posterior, coisa lenta, difícil, penosa. …
…”
……..
há um tanto mais ainda na carta de 21-III-1942 que eu gostaria de aqui postar sobre esta “sinceridade” vs “espontaneidade” [e tanto mais restante nas demais...], mas não há tempo. meses de trabalho árduo, operário, necessário e sem descanso [ou desfoco]: vem-se o mês de junho, enfim. E não é que este ano de 2009 está a rápido [ultra]passar[nos]?!………………..
……..
não resisto mesmo:
mesmo Mário afirmando que não escreve um tratado, mas simplesmente seus pontos-de-vistas [e suas contradições enfim], nenhuma afirmativa que deva realmente ser levada ao pé-da-letra… Desconfie de tudo. Sempre. Mas leia, enfim:
“…Onde vamos parar com a sinceridade!… Mas, reconheço: tudo é porque não conceituam sinceridade nem espontaneidade. Sinceridade pra com quê? Espontaneidade imediata ou posterior? Você conhece coisa mais espontânea que uma fábula de La Fontaine? Pois tem algumas que foram refeitas dez vezes. Sinceridade com o que a gente é, ou com o que a gente tem convicção que deve ser? … A sinceridade, a espontaneidade são coisas que se modificam constantemente, dia por dia. Têm de ser repudiadas, como elementos conscientes da obra-de-arte que é artificial, artefazer, artefeitura. Sinceridade, espontaneidade … A sinceridade é, sem a gente querer. Como elementos conscientes da arte, sinceridade e espontaneidade só podem ser academismos, passadismos, preguiça, ignorância. Exclusivamente. Enfim: em arte não existe o problema da sinceridade.
…”
últimas linhas de maio [e de Mário]
In personal ... trainee, the 'old' ones :: master pieces on May 30, 2009 at 10:55 pmé isto. postar aki mais uns trechos das cartas [para entregar o livro a quem o comprou, e livrarme enfim deste enfeitiçamento]. o fim desta leitura se foi há mais de uma semana já, mas há uma tamanha frescura em minha memória de frases inteiras [e conceitos]…….. enfim. e não podia fechar este mês sem estas linhas [e talvez outras mais q não terei mesmo tempo] ……. enfim.
17 de maio de 2009:
[quase todas as brincadeiras de choque das trocas 'gramaticais' das palavras como se por si, consciente por conciente, foram 'corrigidas' – talvez para horror do mestre –, mas explico-me de antemão, portanto: embora choquem em letras impressas, em uma visualidade virtual online elas não fazem mais qualquer sentido!, não são brincadeiras-de-choque como um Guimarães Rosa faria anos depois [?] sempre buscando imprimir sotaques e seus maneirismos próprios de linguagem. Quando há esta riqueza em Mário, como para por pra [ou de pra para para], as escritas são importantemente aqui respeitadas. Tornam-se necessárias e honradas porque induzem a um real coloquialismo das relações sociais em questão … Ou toda esta discussão é nula – e ingênua: sem valor – caso a ordem-regra gramatical à época fosse diferente dos dias atuais].
excertos da carta de 16-II-1942
“… Sendo a arte um produto direto da insatisfação humana, o artista, para se preservar em sua integridade, tem que renegar toda e qualquer facilidade que lhe aparecer na vida prática? … Só há uma resposta possível e imediata: Aceite o que a vida lhe oferece e experimente. … (repare que insisto em ‘facilidade’, evitando a palavra ‘felicidade’), se amor, se riqueza, deve ser uma destas duas.”
A arte, para Mário de Andrade, não é filha da dor [como mtos imaginam e proferem], mas eh um penetrar-se constante de um processo de insatisfação. Mas em um desenvolvimento e compreensão crítica o artista chega a momentos fugazes de satisfação quando se dá conta da excelência de sua própria obra-de-arte que fora criada com tanto penar, “entusiasticamente, sem fadiga, seu dever, isto é, deu tudo o que tinha. … Não use então modéstia falsa … Como artista vc foi ‘moral dando tudo que tinha. A sua obra se identifica com vc, pois que ela é tudo o que vc é. Você há-de necessariamente sentir a consciência tranquila e com isso uma espécie de satisfação, derivada deste equilíbrio relacional entre você e a sua obra. Mas desde o momento em que você tornar pública a sua obra e ela for viver independente de você, as insatisfações virão e os desgostos. As incompreensões serão fatais. [então ele volta ao relato – a falar sobre – Macunaíma, sobre “a falta de organização moral dele, (do brasileiro, que ele satiriza)” - grifo meu, e como lhe era um sofrer por seu herói.
“não existe um só artista que não artefaça com a intenção de ser amado”
e ele continua, ao falar dos críticos de seu livro: havia dois tipos que elogiavam, um por ufanismo e outros que “só retiraram do livro um reforço consciente de seu amoralismo... nacional” (grifo meu)
“Mas agora veja bem: não imagine não que eu vou bancar o incompreendido e sustentar o valor crítico do meu livro! Eu tenho bastante saúde mental pra reconhecer que a vida é uma luta, ...”
“Você confundiu, como fazem todos, felicidade com facilidade. ... você não podia ter empregado a palavra felicidade pro seu caso atual. Será tudo o que você quiser, um deslumbramento, um delírio sublime que você está prestes a conquistar, se não já conquistou. Mas felicidade não é não. Se vc chegar a uma conceituação verdadeiramente filosófica do que seja Felicidade, vc perceberá que o sentido popular em que vc empregou a palavra é defeituoso e até imoral. Imoral porque desvia o indivíduo da sua integridade, da sua destinação coletiva e mesmo individual. Coisa muito mais alta que uma facilidade momentânea ou mesmo permanente.”
Mário de Andrade segue então a falar de felicidadeversusfacilidade [convívio] e como o ser humano nunca está satisfeito e sempre há-de querer mais “facilidade (felicidade)” e não há mal nisto (“é a marca divina do homem”, ele cita – a exemplo deste ‘divino no homem’[?] – Hitler, Stalin e Getúlio entre artistas, inventores e ladrões.
“O mal é que, embora buscando sempre aumentar insatisfeitamente a ‘felicidade’ conquistada … o mal é que vc, embora pretenda se aumentar, vc principia agindo sorrateiramente como se estivesse satisfeito: é o conformismo. Esta é a cilada que o homem encontra quotidianamente em seu caminho, o conformismo. Ela principia já por ser fisiológica: é a lei da estabilização, a lei que eu chamo de ‘preguiça’, nós vivemos morrendo. Quando o princípio moral verdadeiro [não gosto deste jogo de palavras moral-verdadeiro e artista-verdadeiro...... o que é /ou o que há de\ tão importante neste verdadeiro – falso – de/ em Mário?], é justo o contrário: nós devemos viver sempre nascendo: tudo deve ser objeto de aprimoramento pessoal e a busca da perfeição. Não hesito em afirmar: toda facilidade, toda felicidade é desmoralizante.
“… É vc não perder jamais de consciência que a sua experiência de felicidade deve ser também um objeto de aprimoramento pessoal. A felicidade, o prazer, a facilidade também é uma prova por que a gente passa … No seu caso particular de artista: o operário, cada vez que principia trabalhando, não reverifica os seus instrumentos de trabalho? não afia a foice, não azeita a máquina? Você também precisa estar sempre alerta, pra que seu trabalho seja legítimo. Você precisa reverificar constantemente os seus instrumentos de trabalho. É difícil, a facilidade tende a esquecer isso, a sequestrar a ideia da gente se repensar e se reverificar em seus trabalhos. Mas há um jeito muito humano da gente consertar essa tendência sorrateira: a fixação de uma data… comemorativa da sua grandeza de homem e de artista. Fixe uma data anual para o seu retiro espiritual, eu faço isso no fim do ano, que é mais fácil e inesquecível. O que fiz este ano que passou? no que isso me acrescenta em minha obra ou a prejudica? o que preciso fazer este ano próximo? no que devo me completar? Afinal das contas estou lhe dizendo coisas banais, que, aos banais, parece estar cheirando a confessionário. Não será tão banal assim… a vida tem de ser, muito mais que um viver-se, um continuado repensar-se. Mas a gente tem vergonha de se repensar. Fazer exame de conciência, isso é “desvio” (ah, a psicanálise!…) próprio de meninotes e das frágeis mulheres. “Eu sou um espírito forte!”, e são os mais inexistentes dos espíritos…
“Não é justo a gente se recusar uma facilidade que a vida nos ofereça, desque essa facilidade seja justa. A felicidade no amor nem é apenas justa, é uma espécie de dever. … E ainda existe esse mistério de “infelicidade me persegue”, como dizia o samba. A verdade mais insolúvel é essa… Você já reparou num fim de festa de que você participou de corpo, e alma, apaixonadamente. Festa acabou e você sente um vazio inconsistente, que não chega a doer, não chega a ser desilusão, não chega a ser nada de nitidamente qualificável: você apenas atinge uma noção vaga de mesquinhez. Tudo q que houve e que foi bom, como que não foi bastante! Não recuse a felicidade. O momento há-de vir em que você perceberá meio assustado que ela foi imensa e que não foi bastante.
“… O momento de criação é gostosíssimo, verdadeiramente aquela sublimidade de integração e de dadivosidade do ser, em que a gente fica na ejaculação sexual. É tão sublime mesmo, é tamanha a integração, que a gente não se pode ilhar num estado de conciência crítica e se analisar. O ser mais frágil do mundo, mais escravo, mais indefeso é o homem no momento da ejaculação: ele fica por completo inerme. Esse o momento da criação artística. O que sucede, é que esse momento é rapidíssimo (como a ejaculação), dura alguns segundos. E logo a gente principia o trabalho mais penoso e principalmente muito mais inquieto de artefazer, corrigir, criticar, julgar, intencionalizar, dirigir a obra-de-arte, polir, etc. etc., sacrificar coisas que gosta em proveito de uma significação funcional da obra-de-arte, que é mais importante que a gente, o diabo. Nisso é que vem muito sofrimento, muita fadiga, muita indecisão. … É preciso ser mais humilde, ainda aqui, mais operário, e não mistificar por demais essa história da arte ser filha da dor. É dolorido, é penoso, é fatigante, é sobretudo inquieto, inquietante e insatisfatório. Mas é gostoso também … é, sobretudo, de uma grande dignidade. A arte é “uma tortura”, como você diz? Apenas eu lhe pergunto uma coisa: você conhece qualquer profissionalidade humana que, realizada com dignidade, não seja uma tortura também? É a vaidade do artista individualistizado que o leva ao seu “atendite et videte si est dolor sicut dolor meus”. Isso é individualismo pretensioso. A tortura é de todos e se confunde com o que de-fato seja viver humanamente. …
“Será que estas digressões escritas ao léu do pensamento e sem ordenação, lhe bastam? … Ainda havia o que comentar na sua carta, mas estou cansado. Eu aconselharia desde logo a você não se prender a equações muito nítidas e simplórias. Afinal das contas você, justamente por ser um intelectual, não pode se alimentar de provérbios; não se esqueça que os provérbios também são uma derivação da lei da preguiça, um viver morrendo. Por exemplo: no fim quase da sua carta, você me pergunta si a arte “paira acima e independente, dominando a vida e não sendo dominada por ela”. Isso é provérbio, é simplório por demais. Que a arte, sob certo ponto, paire acima da vida, inda é possível aceitar, porque se servindo de elementos estéticos (a beleza, o material transpositor, a crítica da vida, etc.) ela nunca é a vida mesma, e nos oferece uma síntese nova dessa mesma vida. A arte não há dúvida nenhuma que é uma espécie de mentira … Você não mente com a intenção de enganar, mas justo na intenção de atingir um beneficiamento maior. Mas por tudo isto mesmo, a arte jamais é independente da vida: há interdependência insolúvel e irrecorrível, que faz com que nem a vida domine a arte nem esta àquela. Não desligo assim proverbialmente duas coisas que são a mesma coisa. Até como aspiração elas são a mesma coisa: pois tudo não aspira a uma vida milhor?…
Com um abraço do
Mário de Andrade”
“…aí lembrei de ti.” [groove it!]
In personal ... trainee on May 25, 2009 at 10:59 pm‘panaquices’ e desfocagem…
…mas a letra [& sound] sao lindos msm!…
groove it!
thanks!
“do your thing”
<< isaac hayes :: LIVE here >>
If the music makes you move,
cause you can really groove
Then groove on,
groove on
If you feel like you wanna make love
under the stars above
Love on,
love on
If theres something you wanna say,
and talkin is the only way
Rap on,
oh, rap on
Cause whatever
oh you do,
oh, youve got to do your thing
If you feel like you wanna scream
cause thats your way of lettin off steam
Scream on,
scream on
If you feel like you wanna sing
cause singing is your thing
Sing on,
sing on
If you wanna make love all night
and you feel its right
Right on,
right on
Cause whatever
oh you [wanna] do,
oh, youve got to do your thing
Do your thing…
- groove:
[Slang] A very pleasurable experience. | A situation or an activity that one enjoys or to which one is especially well suited | To take great pleasure or satisfaction; enjoy oneself | To be affected with pleasurable excitement | To react or interact harmoniously
- steam:
to proceed quickly and often forcefully | The vapor phase of water | To expose to steam, as in cooking | to give off steam
[Informal :: let off steam] >> to release pent-up energy or feelings [despressurizar...]
- pent-up:
repressed
not released: “full of pent-up emotional violence”
Not given expression: “pent-up emotions”
- rap:
A talk, conversation, or discussion | To discuss freely and at length | To criticize or blame
para meus amigos: sobre uma ‘nova’ vida online…
In personal ... trainee on May 20, 2009 at 11:00 pmMuito Pouco
Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida traz.
Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero maisChega!
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvarPorque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero ……veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito piorE muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais.
recebi este link-video de uma colega de trabalho. repassei aaqueles que fizeram historia de vida comigo nestes últimos anos.
vida online: Surveillanceme, then&again…
Tomei a paciência de copiar estas frases da carta de V. pra que vc as guarde consigo
In 16's, personal ... trainee on May 19, 2009 at 2:02 pm……………………………………..
I must say “thank you” again [& always?], because you’ve been listened in all my last emails, those letters unanswering, then you’ve been listened it quietly, without contributing to the conversation …
you used to say to me that you couldn’t let me run away [escape] from you……………
then i discovered that i can’t get free by/ from you i.e. i think i’ll never stay away from you again & again!……………
………………………………………
ainda na mesma carta, ele fala da situação do país à época e então retorna às questões pessoais de seu jovem interlocutor:
“…eu vejo o reflexo disto tudo na sua carta [em vc]. Mas como vc eh moço e ainda nao estah ‘acomodado’ na vida, V. se exaspera e se desespera. E sofre muito [grifo do proprio autor]. … você e varios outros moços d’ai, vcs olham isso e enxergam; e por isso sofrem muito, naquele estado dinamico do sofrimento que exige perpetrar um gesto. Você exige de si mesmo o gesto, mas ao mesmo tempo a qualidade da sua inteligência enche V. de perguntas e nao sabe o gesto, o ato que pode fazer. Você se lembra em ‘Fantasia’, de Walt Disney, aquela passagem da Fuga de Bach, em que se veh um tunel confuso e aquele como que caixão de defunto se bota andando e se anula tunel adentro? A inteligencia de vcs [jovens brasileiros] estah mto assim. Nao eh consciencia: eh excesso de consciencia. Alem da duvida, sempre nobre, sobre o valor pessoal, mas que quando desprovida de ingenuidade nos imobiliza em caixao de defunto, vcs exigem saber o que vao encontrar no fundo obscuro do tunel. E vcs nao tem certeza que seja uma qualquer especie de dia. Assim, nem mesmo o caixao se bota andando. … eh a estagnacao. De mtos moços [ - assim, parecidos com vc - ] tenho ouvido ultimamente os julgamentos, as analises mais implacavelmente clarividentes sobre o confusionismo do momento que passa e as incertezas pessimistas sobre o futuro proximo. O que me assombra e me entristece mto, eh que toda essa clarividencia sadica eh um pretexto para não fazer.
“E é preciso antes de mais nada, fazer. … Eu creio que vc vive justamente num elemento estagnado em que o seu dever eh fazer. Vc estah arrepiado de perguntas inuteis. ‘Coragem eu tenho, se for necessario. Mas eh necessario?’; ‘Cheguei a um ponto em que sinto que eh preciso tomar alguma decisao….’; ‘Porque isto de sacrificar amor, felicidade, tudo enfim, eu topo mesmo, estou disposto. Mas sacrificar os outros?’; ‘Nada pior para um individuo do que o dia em que percebe que nao ha compreensao possivel, isso eh quimera,e que ele serah sempre como uma regiao amaldizoada onde ninguem consegue penetrar. E minha obra serah sacrificada com isso?’. Tomei a paciencia de copiar estas frases da carta de V. pra que vc as guarde consigo. Foram escritas aos 19 anos … !!! [Há exatamente um século, outros jovens autores consagrados de suas épocas] escreviam essas mesmas frases. E vc sabe como elas saíram vividas, verdadeiras de dentro de vc. É você. Mas eu sei como elas saíram igualmente vividas e sofridas [daqueles outros jovens] maiores e menores de todos os tempos.
“Mas vc me interromperá com todíssima razão: ‘Mas eu nao tenho nada [a ver com eles] … ! É o meu sofrimento, é o meu caso que eu tenho que resolver’. E vc tem razao. O que eu quis foi apenas dar mais humanidade ao seu egoísmo. Digo mesmo: dar mais egoísmo, dar mais profundidade ao seu sofrimento e ao seu egoismo. Pq vc ainda nao eh o ‘egoista’ no sentido em que Milton, Goethe, Dante, Camões o foram, no sentido em que o artista, o homem tem de ser egoista. Pra se realizar. Vc pensa ‘nos outros’, hesita em ’sacrificar os outros’, e esta aparencia de humanidade eh que me parece desumana. Mesquinhamente humana. Apoucadamente humana, como se a sua humanidade de vc se resumisse aas quatro ou cinco pessoas que vc toca com a mao!
“… Tudo não estarah indo certo? E neste caso o seu sofrimento e as suas duvidas nao derivam nem das circunstancias da sua vida, nem da sua mocidade avida de sofrer, mas das proprias realidades tao confusas da vida atual do homem. Nao serah talvez preferivel e mais profundamente egoista vc nao sacrificar nada, nem facilidades, nem amor, nem gozo, nem inimigos, nem incompreensoes, mas viver tudo isso junto, em tudo procurando apurar o que eh você e buscando se superar em vc? Praque imaginar se do outro lado do tunel faz dia ou faz noite? Soh tem um jeito de saber: eh ir ateh lah. O perigo nao eh encontrar noite lah, mas encontrar a noite e imaginar que eh o dia. Talvez o melhor segredo da dignidade de ser homem eh ter a forza de dizer: ‘perdi’. Porque, [meu caro], nos perdemos. Nos perdemos sempre… O individuo humano serah sempre essa ‘regiao amaldizoada’ em que nao eh exatamente que ninguem consiga penetrar, mas em que toda exploracao eh imperfeita, incompleta. E por isso deformadora. …
“… Mas eu careço de me desfatigar aas vezes, nestes virtuosismos gratuitos das coisas mais serias que me abalam muito….”
Morre um de meus latinos-mestres: Mario Benedetti [1920-2009]
In 16's, personal ... trainee, the 'old' ones :: master pieces on May 18, 2009 at 12:21 pm……..recordaciones de mi juventud……..
:: tres poemas de Benedetti que caminan conmigo por el largo de mi vida hace 15 años ::
Para Matar al Hombre de La Paz | No te Salves! | La culpa es de uno
[para Allende]
Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza
Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,
Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza
Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.
No te Salves No te quedes inmóvil al borde del camino no congeles el júbilo no quieras con desgana no te salves ahora ni nunca no te salves! no te llenes de calma no reserves del mundo sólo un rincón tranquilo no dejes caer los párpados pesados como juicios no te quedes sin labios no te duermas sin sueño no te pienses sin sangre no te juzgues sin tiempo pero si pese a todo no puedes evitarlo y congelas el júbilo y quieres con desgana y te salvas ahora y te llenas de calma y reservas del mundo sólo un rincón tranquilo y dejas caer los párpados pesados como juicios y te secas sin labios y te duermes sin sueño y te piensas sin sangre y te juzgas sin tiempo y te quedas inmóvil al borde del camino y te salvas!? entonces............ no te quedes conmigo. audios: http://www.palabravirtual.com/index.php?ir=critz.php&wid=125&show=poemas&p=Mario+Benedetti e aqui tbem: http://www.mytuneslive.com/song.php?sid=227104&song=Allende_-_Por_todo_Chile La culpa es de uno Quiza fue una hecatombe de esperanzas un derrumbe de algun modo previsto ah pero mi tristeza solo tuvo un sentido todas mis intuiciones se asomaron para verme sufrir y por cierto me vieron hasta aqui habia hecho y rehecho mis trayectos contigo hasta aqui habia apostado a inventar la verdad pero vos encontraste la manera una manera tierna y a la vez implacable de desahuciar mi amor con un solo pronostico lo quitaste de los suburbios de tu vida posible lo envolviste en nostalgias lo cargaste por cuadras y cuadras y despacito, sin que el aire nocturno lo advirtiera ahi, nomas, lo dejaste a solas con su suerte que no es mucha creo que tenes razon: la culpa es de uno cuando no enamora y no de los pretextos ni del tiempo hace mucho muchisimo que yo no me enfrentaba como anoche al espejo y fue implacable como vos mas no fue tierno ahora estoy solo francamente solo siempre cuesta un poquito empezar a sentirse desgraciado antes de regresar a mis lobregos cuarteles de invierno con los ojos bien secos por si acaso, miro como te vas adentrando en la niebla y empiezo a recordarte. más de Mario Benedetti: 1. Audiolibro + Libro en pdf: El amor, las mujeres y la Vida 2. Entrevista-documentário-video >> Sobre la vida y obra del escritor uruguayo Mario Benedettiobs. audio :: canción de Daniel Viglietti Por Todo Chile Para matar al hombre de la paz tuvieron que desatar la guerra turbia Para vencer al hombre de la paz y a callar su voz modesta y taladrante, tuvieron que empujar el terror hasta el abismo, y matar más para seguir matando. Para abatir al hombre de la paz, tuvieron que asesinarlo muchas veces, porque el hombre de la paz era una fortaleza. Cantado: No, no, no, son campanas, no, no, no son de muerte, que son de vida, son de todo un pueblo de compañeros, todos hermanos, ciento de miles, por todo Chile. Si, si, si que son obreros, si, si son campesinos, son los mineros, los estudiantes, los pobladores, los que resisten, cientos de miles por todo Chile. No, no, no nadie te olvida, no, no Manuel Rodriguez, de tu silencio, nacen violetas, se abren caminos y crecen niños, ciento de miles por todo Chile. Para matar al hombre de la paz, tuvieron que creer que era una armada, una tropa,una hueste, una brigada. Tuvieron que creer que era otro ejército. Pero el hombre de la paz era tan sólo un pueblo, y tenía en sus manos un fusil y un mandato. Y eran necesarios más tanques, más aviones, más rencores, más bombas, más oprobios. Porque el hombre de la Paz era una fortaleza. Para matar al hombre de la paz, para golpear su frente limpia de pesadillas, tuvieron que convertirse en pesadillas. Para vencer al hombre de la paz, tuvieron que afiliarse para siempre con la muerte. Matar y matar más para seguir matando y condenarse a la blindada soledad. Para matar al hombre que era un pueblo, tuvieron que quedarse sin el pueblo. Cantado: Sí, sí, sí, el cobre es nuestro sí, sí, no ha de bastarnos queremos todo, lo siempre ajeno, lo nunca nuestro, lo tomaremos, cientos de miles, por todo Chile. No, no, no, manos vacías, no, no, si nos preguntan, contestaremos, con el arado, con el martillo y el guerrillero, cientos de miles, por todo Chile. Sí, sí, sí, con alegría, sí, sí, haremos nuestra la cordillera, la patria toda, su ancha ternura, su fuerza larga, ciento de miles por todo Chile. Todos armados, por todo Chile.
May 18th :: Two years from I Started to Make Publlic My Soul [on] Here!…
In personal ... trainee, therefore i am, thinking: i purchase on May 18, 2009 at 6:07 amReading, Writting, Watching & Making My Soul [Mind] to/ on Public: You’re Welcome!
… Hoje – então, um ano depois de criar este life’s blog – sou paga para ler, escrever, observar e fazer de minh’alma [e mente] pública. Então, como diria o mestre Mario [de Andrade] já no final de sua vida:
…Seria estúpido eu não saber que sou ‘consagrado’.
[relação com Foucault?... A Ordem do Discurso]
Só os esforços, os esperneios, os papelões que faço pra não virar medalhão duma vez, você nem imagina.
Sucede pois, é natural, que tenho muitíssimo trabalho e também uma correspondência enorme.
Não hesito um só segundo em lhe garantir que, apesar de tudo isto,
não me pesará em nada lhe escrever muito,
auxiliar você no que eu possa.
Apenas, preliminarmente, eu desejo que você se examine bem,
num verdadeiro exame de consciência,
antes de se decidir a exigir esta correspondência.
… Se posso ser útil, meu tempo está ganho!
… Ora, F., para aguentar com um destino desses [ser um grande artista]
, antes de mais nada, é preciso ter uma ambição enorme,
uma paciência enraivecida,
um desejo de se ‘vingar’ da vida,
e uma ensolarada saúde mental.
…
E o que há de lindo,
de maravilhoso mesmo, neste ‘você’ que importa,
é que o que importa não é exatamente você
mas a obra-de-arte [criada por vc].
Isto é: uma forma coletiva de vida humana.
…
Coisa danada o destino, a psicologia do artista…
E em máxima parte este castigo de ser artista,
essa decepção eternamente insatisfeita
creio que vem desse desequilíbrio insanável,
dessa duplicidade irreconciliável:
a gente dar tudo o que tem,
todo o trabalho, todo o pensamento,
toda a dor em proveito… de outrem,
da obra-de-arte, um elemento intermediário.
Você não age diretamente,
’sexualmente’ como um santo, um missionário, um soldado, um chefe.
Você cria um objeto que vai agir sozinho,
por si mesmo, sem mais a interferência de você.
Mas, sem que isto seja uma compensação propriamente,
você visou, criou um elemento de eternidade.
Este é o mistério bravo do destino do artista:
visar a obra-de-arte,
visar uma transcendência aleatória e problemática,
que por mais que renda (aplausos, riqueza)
tem outra finalidade que o rendimento,
por mais desvirtuada e incompreendida
visa a permanência e busca a eternidade.
…
Você se analise,
pense seriamente sobre você,
sobre se você sente mesmo em si
a fatalidade pesada de ser artista,
sobre se tem coragem e força para
aguentar o tranco duro que vai ser o seu.
É preciso pra você ter muita saúde mental
pra não se amolar com os outros,
com as incompreensões alheias,
com as humilhações.
Se você tem orgulho suficiente
pra mandar o mundo à puta-que-o-pariu,
em benefício desse mesmo mundo imbecil.
…
Bom: também não faça desse problema um caso de vida ou de morte.
O que é preciso é você ter coragem, na sua idade,
pra se afirmar diante de um espelho e com toda a seriedade
que a arte é uma coisa muito séria.
…be continue…
Mario de Andrade. São Paulo, 25 de janeiro de 1942.
…………………….
de um ‘velho-artista’ a um ‘jovem-promissor’
In 16's, personal ... trainee, the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on May 17, 2009 at 10:33 pm………………………………………………………
“Acabo de reler a sua carta e fiquei da mesma forma que da primeira vez:
numa impossibilidade muito grande de responder.
O assunto quando se refere a V. se torna de tal forma grave e ao mesmo tempo tão evasivo que tenho medo de qualquer palavra minha ou mesmo compreensão.
Terei compreendido?
Uma palavra errada poderá ferir muito a sua alma delicada.
E eu não sei.
Aliás é possível que V. tenha escrito a sua última carta num desses momentos de angústia grande
em que a gente precisa mesmo recorrer a algum amigo senão estoura.
Imagino que agora V. já estará mais calmo
embora sempre sofrendo muito as suas indecisões.”
………………………………………………………
de meu mestre brasileiro [o primeiro pós-Machado]:
Mário de Andrade
São Paulo, 23 de Janeiro de 1943
:: O Modernista para além de qualquer Antropofagia ::
ICH LEBE :: To Continue To Be Alive
In 16's, personal ... trainee on May 15, 2009 at 11:57 pmIT must be one of MY OLD [no]POST[ed]s in 20’s > 1th…
Du bist die Qval [torment / distress] / Ich war schon immer Masochist
Bringst mir kein Glück / Ich bin und bleibe Pessimist [phobia]
Die Bombe tickt / Hast micht entfürht [seduced/ abducted / snatched::a kidnapping], du Terrorrist!
Schmeckst bittersüß / Saugst mich aus [You're sucking me] wie ein Vampir
Ich bin verhext [fascinated] / Komm einfach nicht mehr los von dir [And simply can't get rid of you |Can't think of anything else but you]
Ich lebe, weil du mein Atem bist
Bin müde, wenn du das Kissen bist,
Bin durstig, wenn du mein Wasser bist
Du bist für mich mein zweites Ich! ich lebe!
…..
Ich steh hier allein Ich steh an der Front / Gedankenleerer [without thoughts | empty of thoughts] Horizont
Du bist verliebt, – wie schön für dich, warum sagst du’s nie?
Another videos [LIVE]:
GARAPA @ The 3thWWW JOSÉ PADILHA
In A Little About My Master Degree, therefore i am, thinking: i purchase on May 15, 2009 at 10:37 pmpré-estréia gratuita em SP:
próxima segunda-feira, dia 18/ 5, às 19h30
April 29, 2009–Award-winning Brazilian director Jose Padilha (Bus 174, Elite Squad) discusses his new film, Garapa. Garapa is the Portuguese name for the sugar water given to children to stave off their hunger cravings and often replaces more nourishing food or drink. Shot in the impoverished North East region of Brazil, this powerful and moving documentary chronicles the effects of hunger and malnutrition on three separate families. This year the film has been screened at the Berlinale and the …
José Padilha em foto de Jonh MacDougall/AFP11 Fev 2009 – 20h40min – Filmado em preto e branco, o documentário foi rodada no Ceará
The Unbelievable Truth @ surveillanceme
In personal ... trainee on May 15, 2009 at 6:58 pmI think on her almost everyday………………
She used to say that I was a genius………..
I used to ‘believe’ on her……………………….
Then she lent [or borrow?] me The Unbelievable Truth by Hartley [1989-2008]………. I ‘translated’ it to her and she said again: You’re really a genius!…………. After it we started to distance - to leave far behind – each other…… but i didn’t forget her!………. [...]
And now, after some months faraway from her and after I’d read Guatari&Deleuze, I repeat with them:
Every writting is an epistemological rendering of a final decision of personal questions/ accounts.
Well….. I MUST stop to talk about her!, to protect her along the way………………… I can’t say “I’m sorry”, because she must say it to me first, mustn’t her?…. I just can say “Thank you” and I think you never more will say to me “You’re Welcome”…. Bye, my friend and my accomplice/ supporter.
As Regras do Jogo [um futuro Bourdieu]
In academic bursary on May 11, 2009 at 9:16 pmfalta-me ler Bourdieu todavia, admito.
mas este post em lista [C.F.] me parece em dialogo aki:
Vejo essa questão do jogo como algo imanente à Internet e às suas possibilidades.
Afinal, quem não está jogando na rede, seja por meio de vários perfis, ou de atividades que divulga e até mesmo por meio da apropriação dos discursos alheios?
Podemos hackear a nossa reputação de diversas formas e montar o espetáculo no qual desejamos ser reconhecidos.
Entretanto, algo nos falta quando toda essa aparência precisa ser mantida,
talvez nesse ponto seja necessário, então, inventar um novo jogo no qual possamos atuar com liberdade novamente.
Acho que o fato marcante é que se não conversamos não existimos e nem mesmo estamos jogando.
Coisa de matilhas!
CF: o que seria “atuar com liberdade novamente”, em que ponto ha o “novamente”?!…
Narcissism, Debord & The War
In academic bursary on May 10, 2009 at 11:19 pmWhen we were arguing about the ‘Deleuze/Guatari’ [and Lasch] war & relationships/ society & spectacle-medias issues in these last days [or months, years?], Debord is ON [sale] again:
The Situationist Raoul Vaneigem famously wrote There are no more
artists since we’ve all become artists. Our next work of art is the
construction of a full-blooded life @ The Revolution of Everyday Life.
and Marina Gazire had posted it just now in a list that i used to be part in these last years:
“In this tradition, Class Wargames present two days of making and playing
Guy Debord’s The Game of War. Debord, leader of the Situationist
International, developed the game while in exile after the May ‘68
Revolution, and came to regard it as his most important project. For
Debord, The Game of War wasn?t just a game – come and learn how to fight
and win against the oppressors of the spectacular society! Join the
Class Wargames crew, Richard Barbrook, Fabian Tompsett, Ilze Black and
others, in redefining political and contextual territories.
Come along on Saturday to learn the intricacies of the game by making
your own board from recycled materials. Then come back on Sunday to play
the game and participate in a discussion between political theorist and
author Dr. Richard Barbrook of Class Wargames and author and programmer
Alex Galloway of RSG, developer of Kriegspeil, a digital version of the
Game of War, who will participate online from New York. The discussion
will be chaired by Marc Garrett, co-director of Furtherfield.org and
HTTP Gallery.
The discussion will be featured in ‘Artists RE:thinking Games’, due to
be published in September 2009, compiled and edited by furtherfield.org
in collaboration with Fact.co.uk.”

GUY DEBORD is celebrated as the leader of the Situationist International and as the author of the searing critique of the media-saturated society of consumer capitalism: The Society of the Spectacle.
What is much less well known is that after the May ‘68 Revolution, Debord and his partner – Alice Becker-Ho – quit Paris and went to live in a remote French village. Over the next two decades, Debord devoted much of the rest of his life to inventing, refining and promoting what he came to regard as his most important project: The Game of War.
For Debord, The Game of War wasn’t just a game – it was a guide to how people should live their lives within Fordist society. By playing, revolutionary activists could learn how to fight and win against the oppressors of spectacular society.
Debord’s fascination with wargames is finally being discovered; … Debord and Becker-Ho’s The Game of War book has also been translated for the first time and is now published by Atlas Press.
>> October 2007 – New Books :: WAR FOR CHRISTMAS! <<
Our version of Guy Debord’s “Game of War” is now published.
£17 until the end of November. Apologies for the postal charges on this book, which is a substantial item.
Another Links:
http://www.classwargames.net/pages/links.html
&
The Found of Thrue Communication…
In the 'old' ones :: master pieces, therefore i am, thinking: i purchase on May 8, 2009 at 4:31 pm
Lo que somos: libertad?
In personal ... trainee, therefore i am, thinking: i purchase on May 8, 2009 at 3:27 amYo recien volvi del teatro:
“Esto no es un hombre”, presentado por el grupo El Galpon [de Uruguay] a partir del texto Un hombre es… un hombre [de Bertold Brecht, 1931]
Soy un autor teatral. Muestro lo que he visto. En los mercados de hombres he visto como se comercia con el hombre. Eso es lo que muestro como autor teatral.
Bertold Brescht nos invita a reflexionar sobre la libertad de elegir. Ser humano no se nace, se hace. Es una responsable y ‘peligrosa’, dice Brecht, construcion individual.
Y la libertad de elegir nos va conformando en lo que somos, como seres humanos. Lo que hacemos con nuestra vida y la sociedad a la que pertenecemos.
uno de mis viejas referencias multimidiaticas… Waking Life
si, si, tbien utilizaba esta pelicula [de 2001] junto a los ninõs…
IT must be one of MY OLD [no]POST[ed]s in 2008
In personal ... trainee, the 'old' ones :: master pieces on May 8, 2009 at 3:07 am:: O Homem dos Lobos e a Matilha::
[Relações de Poder]
Somente sabe a dor de ser lobo, quem um dia o foi…
“O Lobo eh a matilha, quer dizer,
a multiplicidade apreendida como tal em um instante …
Se o inconsciente nao conhece a negacao,
eh pq nada ha de negativo no inconsciente,
mas aproximacoes e distanciamentos indefinidos
do ponto zero [o corpo sem orgaos],
o qual nao exprime de forma alguma a falta,
mas a positividade do corpo pleno como suporte e suposto…
O lobo como apreensao instantanea de uma multiplicidade
em tal regiao nao eh um representante,
nem um substituto,
eh um EU SINTO.
Sinto que me transformo em lobo,
lobo entre lobos, margeando lobos…
, e o grito de angustia:
AJUDE-ME A NAO ME TORNAR [de novo] LOBO!!!!
…”
silêncio.
OUTRARSE :: AMAR ALGUÉM
In personal ... trainee, therefore i am, thinking: i purchase on May 7, 2009 at 3:51 pm“O que quer dizer amar alguem?
Eh sempre apreende-la numa massa,
extrai-la de um grupo, mesmo restrito, do qual ela participa …;
e depois buscar suas proprias matilhas,
as multiplicidades que ela encerra
e que sao talvez uma natureza completamente diversa [da sua, da minha].
Liga-las aas minhas,
faze-las penetrar nas minhas
e eu penetrar nas dela.
… Nao existe amor que nao seja
um exercicio de despersonalizacao sobre um corpo sem orgaos a ser formado;
e eh no ponto mais elevado desta despersonalizacao
que alguem pode ser nomeado[a]
… adquire a discernibilidade mais intensa
na apreensao instantanea dos multiplos que lhe pertencem
e aos quais ela pertence.”
Deleuze & Guatari
[1980: Capitalismo e Esquizofrenia]
Some Old Sambas & A New Life…
In personal ... trainee, thinking: i purchase on April 30, 2009 at 7:40 pm“Um mestre do verso,
de olhar destemido,
disse uma vez,
com certa ironia :
“Se lágrima fosse de pedra eu choraria”
Mas eu … como sempre perdid[a] … [de] tantos sonhos
Choro a lágrima comum,
Que todos choram
Embora não tenha,
nessas horas,
Saudade do passado,
remorso
Ou mágoas menores
…
e quando aflora [Meu Choro]
Serve, antes de tudo,
Para aliviar o peso das palavras
Que ninguém é de pedra“
Bebadosamba
Composição: Paulinho da Viola
Who we [?] are nowadays…
In personal ... trainee, therefore i am on April 30, 2009 at 7:32 pm“Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar”
samba: Paulinho da Viola
Composição: Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
fonte [letra]: http://letras.terra.com.br/paulinho-da-viola/162803/
MY OLD [no]POST[ed]S#01/2008 :: DESINTEGRAÇÃO IDEOLÓGICA/ ‘hipótese01′
In the 'old' ones :: master pieces on April 30, 2009 at 7:10 pmKracauer em Ismail [1977/84]:
“…Resultaria daí a crise dos valores, a dissolução da cultura, a relatividade dos costumes e a falta de perspectiva que estaria atingindo a todos os membros da ‘multidão solitária’. …
Estes desafios [da ciência no século XX] estarão concentrados em torno de duas questões básicas” onde “o conhecimento científico acarreta [por uma maneira abstrata] em sua manipulação de conceitos, quantificação e em seus instrumentos mediadores de nossa percepção da realidade” fazendo com que, para Kracauer, o homem se aliene [se desengaje] “da realidade concreta”…
Como resposta a estes desafios “em princípio, será função, não só do cinema mas da arte em geral, produzir experiências aptas a fornecer o retorno ao mundo concreto, a provocar a reativação da percepção direta e vivida dos eventos.
…a idéia de uma reeducação pela apreensão estética. A arte … significaria a garantia de que a sensibilidade humana não estaria condenada à morte.
…se quisermos entender um pouco mais a condição humana, é [a partir da] realidade palpável do cotidiano.”
be continue…
D.K. – “The Skin of Culture”#02.2 [notes about]
In academic bursary on April 16, 2009 at 8:46 pmCap.#02 “TELEVISÃO – O Imaginário Coletivo” [cont.]
“Perceber a nossa cultura televisiva implica conhecer a razão e a forma como a televisão nos fascina para além do nosso consciente. …o sistema nervoso autônomo dos mamíferos mais evoluídos está treinado para responder a qualquer alteração perceptível no ambiente que seja relevante para a sobrevivência.” [p.39]
“A pergunta é evidente: em que é que a TV é relevante para a nossa sobrevivência? Em termos de conteúdo, pouco. Mas o principal efeito da televisão, como McLuhan não se cansava de repetir, produz-se não ao nível do conteúdo mas sim do próprio meio, com o piscar constante do feixwe de electrons percorrendo o ecrã.”
A questão que se coloca aqui é uma possibilidade da técnica e da tecnologia aplicada a uma problemática biológica
notes about D.K. – “The Skin of Culture” – is it a bullshit?!
In academic bursary on April 14, 2009 at 7:41 pmCap.#01 <> TECNOPSICOLOGIA*
“A nossa realidade psicológica não é uma coisa ‘natural’. Depende parcialmente da forma como o nosso ambiente, incluindo as próprias extensões tecnológicas, nos afeta.”
Trends at Technology: ou eh caro ou o publico que eh ignorante >> “…a melhor e mais útil tecnologia do mundo não pode impor-se a um público não preparado. Porque não pode haver espaço para ela na nossa psicologia coletiva“
McLuhan chamou de “A NARCOSE DE NARCISO” [o que outros observadores culturais chamariam de "forças de marketing"
"Os nossos sistemas políticos e de educação estão a arrastar-se muito atrás da nossa tecnologia e do nosso marketing..."
A psicologia possui funções reguladoras [do homem civilizado e sua atuação 'correta' junto à sociedade], onde “o papel da psicologia pode ser o de interpretar e integrar os efeitos da tecnologia nos sujeitos.” [p.33]
*este livro foi lido e fichado via páginas em xerox.desta maneira ao ler [p.33], por exemplo, identificar páginas duplas [maneiras de visualização e leitura deste material 'original'].
O termo psicotecnologia foi baseado, segundo o autor, no modelo de biotecnologia “para definir qq tecnologia que emula, estende ou amplifica o poder das nossas mentes. …[dispositivos] que juntos estabelecem um domínio de processamento de informação. É o domínio das psicotecnologias. Vista deste prisma, a televisão torna-se a nossa imaginação coletiva projetada fora do nosso corpo … A TV é literalmente, como Bill Moyers lhe chamou, ‘uma mente pública’ [Television the Public Mind, 1989]
A TELEVISÃO COMO ESPAÇO PÚBLICO DE MENTES COLETIVAS [ver tbem Ivana Bentes]
“As tecnologias do vídeo dizem respeito não só ao nosso cérebro, mas a todo o sistema nervoso e aos sentidos … a nossa relação com os écrans. …Com efeito, a característica essencial, a interação, a capacidade que garante a nossa autonomia individual dentro da poderosa tendência da coletivização psicotecnológica, é fornecida pelos computadores e ainda mais eficazmente pelas redes de computadores.” [p.35]
now i earn to read & write!
In academic bursary on April 14, 2009 at 7:12 pmI can’t post everything here in english, because some texts are translated to portuguese… but here you’ll have all information about it, then you can read it in your own language!
be my guess!
“… esse estar diante do outro ou na presença do outro implica necessariamente a questão ética;
the video-lecture “An anthropological introduction to YouTube” [June 23rd 2008] was cut-up … to be continue







